quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

O primeiro Natal da minha nova vida

Antes de terminarem as aulas, falei para meus alunos sobre o verdadeiro sentido do Natal e de como devemos ser gratos a Jesus por ter escolhido nascer aqui neste mundo e ser o nosso Salvador. Eles ficaram comovidos e, com a pureza e sinceridade das crianças, prometeram que nunca iriam esquecer disso e que iriam entregar o coraçãozinho a Jesus para sempre. Fiquei ainda mais emocionada ao lembrar que foi em um Natal que eu também abri meu coração para Jesus pela primeira vez. Desde então, Ele entrou em minha vida e me fez trilhar um novo caminho. Por isso eu pude falar do nascimento do Filho de Deus para aqueles pequenos aprendizes.

Aquele poderia ter sido mais um Natal que teria passado praticamente despercebido, envolvido pelo clima de consumismo. Mas meus sentimentos foram impressionantemente arrebatados para pensar no Deus que Se fez homem; no Deus que Se tornou bebê! Eu havia completado 15 anos no dia 23 de dezembro e, como era tradição de adolescente naquela época, fui escrever em um diário que tinha recebido de presente. Como a data inspirou o assunto, me vi completamente absorta tentando compreender por que Jesus viveu neste mundo. Por que Ele morreu daquela maneira?

Lágrimas corriam pelo meu rosto ao imaginar as cenas do sacrifício de Jesus. Mas eu não entendia como Ele havia nos salvado, Se o mundo continuava (e continua) o mesmo – cheio de dor e maldade. Fiquei com dó, achando que a “tentativa” de Deus não tinha dado certo... Eu realmente não conhecia o plano de salvação. E como poderia conhecer?

Nos meses seguintes, Deus providenciou para que várias circunstâncias me levassem a ler a Bíblia pela primeira vez. Depois Ele enviou dois mensageiros para responder as infindáveis perguntas que haviam se formado em minha mente. Não foi um processo fácil, porque nós mesmos dificultamos as coisas e relutamos em aceitar e confiar que o caminho que Deus nos propõe é o melhor. Depois de tanto me debater e sofrer, finalmente me entreguei a Jesus e experimentei a paz. Pude constatar que Suas promessas nunca falham.

O plano da salvação, o nascimento de Jesus, Sua morte, tudo aconteceu exatamente como tinha que ser. Mas o plano ainda não terminou. Realmente, tudo o que Ele fez seria em vão se Ele não fosse voltar para buscar Seus filhos (João 14:1-3). Ainda estamos cumprindo partes desse plano em nossa vida, e logo veremos o desfecho dos propósitos de Deus, quando estaremos com Ele para sempre, sem a sombra da dor e da maldade.

Hoje faz 18 anos que ouvi a voz do Espírito Santo me convidando a pensar no verdadeiro sentido do Natal. A voz dEle se tornou muito familiar ao longo desses anos e neste Natal só tenho que agradecer por Sua presença, por Seu tão grande amor que me faz conhecer meu Deus, meu Salvador, que decidiu nascer aqui e dar a vida por mim.

Débora Borges
www.saudeefamilia.com.br

domingo, 20 de dezembro de 2009

Alimentos gordurosos e sistema imunológico

Um estudo com camundongos indicou que uma dieta rica em gordura pode enfraquecer o sistema imunológico, deixando os animais mais propensos a uma série de doenças. Realizada pela Academia Sahlgrenska, na Suécia, a pesquisa mostrou que roedores com alimentação à base de banha de porco por um longo período tinham mais dificuldades no combate a bactérias no sangue.

Como esperado, os ratos alimentados com esse tipo de dieta – que derivou 60% das calorias ingeridas das gorduras – ficaram mais gordos do que aqueles com uma alimentação que retirava apenas 10% das calorias consumidas das gorduras. O mais surpreendente foi que esses animais apresentaram o sistema imunológico menos ativo – com os leucócitos tendo pior resultado em lidar com bactérias no sangue, o que poderia contribuir para infecções generalizadas ou sepse.

“A obesidade é normalmente associada com inflamação que não é resultado de infecções, o que simplesmente significa que as defesas imunológicas são ativadas desnecessariamente”, explicou a pesquisadora Louise Strandberg. “Ironicamente, os ratos sob a dieta rica em gordura pareceram ter sistemas imunológicos menos ativos quando eles realmente precisavam dele”, completou a especialista, destacando que pessoas obesas também correm maior risco de ter uma infecção, por exemplo, no contexto de uma cirurgia.

(University of Gothenburg)

Nota: "Fala aos filhos de Israel, dizendo: Não comereis gordura de boi, nem de carneiro, nem de cabra" (Lv 7:23).

Cuidados com a pele no Verão

O que mais devemos nos preocupar no verão é com o envelhecimento precoce da pele pela exposição solar e danos à saúde como o câncer de pele. Os efeitos dessa exposição não aparecem em um primeiro momento, ele é cumulativo e vai surgir conforme os anos. Você não precisa frequentar a praia para sofrer esses prejuízos, é só sair de casa que já é agredido com os raios ultravioletas. Podemos observar uma nítida diferença na pele das mãos de uma pessoa mais madura onde normalmente é mais exposta ao sol, comparada com a pele da coxa que se encontra protegida e coberta.

As ondas A e B da radiação ultravioleta são as mais relacionadas ao fotoenvelhecimento. A radiação A penetra mais profundamente e está presente durante todo o dia causando envelhecimento e câncer de pele, enquanto a radiação B está principalmente entre as 10 e 15 horas e penetra mais superficialmente, causando danos mais agudos como avermelhamento e queimaduras.

As pessoas de pele e olhos claros, cabelos loiros ou avermelhados são as mais propensas a demonstrar os sinais de fotoenvelhecimento.

Cuidados com o sol:

Devemos nos prevenir desde criança usando filtro solar todos os dias nas áreas descobertas do corpo, que frequentemente são: os braços, mãos, rosto, pescoço e colo;

Usar boné ou chapéu para uma maior proteção da face;

Evitar o sol das 10 às 16 horas;

Todo cuidado é pouco, mesmo dentro da água ou embaixo do guarda-sol você está exposto a radiação, os raios refletem na água e areia e atingem a sua pele;

Hidrate-se, tome bastante água;

Evite frutas cítricas na praia que podem causar manchas na pele;

Após a exposição solar, depois do banho, use cremes e loções pós-sol para hidratar a pele e evitar o despelamento;

Use óculos escuros para proteção dos olhos, a exposição solar pode causar catarata e outros danos.

(Instituto Blanch Marie)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Leitura melhora função cerebral em crianças

Crianças com dificuldades de leitura e que passaram por um treino intensivo de seis meses mostraram que, além da habilidade de leitura também amentaram a conectividade de uma determinada região do cérebro, o que proporcionou uma melhora cognitiva, diz estudo do Instituto Nacional de Saúde Mental (NIMH), EUA. “Nós sabíamos que o treino comportametal podia melhorar as funções cerebrais”, diz Thomas Insel, do NIMH. “Mas o grande achado foi detectar as mudanças nos padrões de conectividade cerebral com o treino. Essa descoberta a partir de pacientes com déficits de leitura sugere que é possível tentar novas estratégias no tratamento de alguns transtornos mentais, que afetam circuitos neurais específicos.”

O estudo, publicado no periódico Neuron, foi conduzido por Marcel Just da Universidade de Carnegie Mellon, com crianças na faixa dos 8 anos de idade. A pesquisa partiu de quatro métodos diferentes com aulas de reforço de leitura. O foco dessas aulas era aumentar a habilidade dos participantes de interpretar palavras pouco familiares.

As aulas foram dadas 5 dias por semana durante 6 meses, com média de 50 minutos de duração (100 horas no total). Os resultados positivos foram observados nos participantes de todos os grupos e, portanto, unificados no resultado final.

Os participantes também tiveram suas funções neurais monitoradas através de tecnologias que avaliavam a atividade cerebral por imagens. No início do estudo, as crianças com dificuldades de leitura mostravam uma pior qualidade no fluxo de informação através da região do cérebro denominada centro semi-oval anterior esquerdo.

Após os seis meses do experimento, com o treino intensivo de leitura, os indivíduos com dificuldade mostraram melhoras significativas nessa área, além de compreender melhor os textos que liam. O grupo de controle, que não havia tomado parte dos aulas de reforço, não mostrou nenhuma diferença, o que descartou a possibilidade de maturação natural do cérebro.

Entretanto a associação entre leitura e mudanças na plasticidade cerebral ainda não está clara, ou seja, se o processo de melhora, através de treino, de decodificação das palavras causa a mudança nas conexões neurais ou se a mudança na estrutura cerebral é responsável por uma melhora na interpretação de texto. De qualquer forma, a leitura parece exercer uma influência positiva no cérebro.

“Nossos achados enfatizam os lados positivos de treinos comportamentais que aumentem a habilidade de leitura, mas isso pode levar a novos tratamentos de outras condições e transtornos mentais que estejam relacionado com a conectividade cerebral, como o autismo”, pontua Just.

(O Que Eu Tenho?)

Redução da exposição à TV e controle de peso

Uma pesquisa recém-publicada pelo periódico científico Archives of Internal Medicine aponta que um dispositivo eletrônico que limita pela metade a exposição diária à TV é capaz de aumentar o gasto de calorias entre adultos com sobrepeso ou obesos, mesmo sem modificar o nível de ingesta calórica. Esse dispositivo desligava a TV quando se atingia 50% do tempo médio de exposição semanal dos voluntários do estudo e foi capaz de incrementar o gasto calórico diário em 120 calorias quando comparado àqueles que não usaram esse sistema. Além disso, os participantes que usaram o dispositivo gastaram 244 calorias a mais do que consumiram no dia. Em contraste, o grupo de voluntários que não teve limitação do uso da TV consumiu 57 calorias a mais do que gastou no dia.

Estratégias que limitam o tempo diário em frente ao vídeo podem liberar tempo para atividades ativas como o exercício físico, e também podem favorecer com que as pessoas tenham o número de horas de sono de que precisam. Já é bem reconhecido que tanto a falta de atividade física como a privação de sono estão associadas ao risco de obesidade. O presente estudo reforça o conceito de que pequenas mudanças nos hábitos de vida podem ser suficientes para que se gaste mais calorias por dia. Essas calorias a mais podem fazer muita diferença na contenção do crescente ganho de peso da população.

Os adultos chegam a ficar uma média diária de cinco horas em frente à TV em países como os Estados Unidos, e pesquisas recentes, incluindo o Brasil, têm mostrado que a tela do computador já concorre fortemente com o tempo que o adulto gasta com a TV. Vale lembrar que esse novo concorrente também é um comportamento sedentário.

(Ricardo Teixeira é Doutor em Neurologia pela Unicamp)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Cura pela esperança

A universitária Rose Mendes foi internada às pressas para uma bateria de exames. Dias depois recebeu a terrível notícia de que estava com câncer em estágio terminal e tinha poucos meses de vida. Os tratamentos quimioterápicos foram iniciados na esperança de retardar o avanço da doença. Dias depois, os médicos ficaram surpresos ao constatar que o câncer não só estava contido, mas retrocedia. O médico que acompanhava o caso conta que várias vezes, ao entrar no quarto de Rose, esperava ver uma pessoa arrasada e deprimida. Mas, ao contrário, via uma moça sorridente e esperançosa.

- Qual o segredo de tanta alegria? - perguntava.

- Muitas vezes despertei com medo, no meio da noite - dizia ela. - Mas logo tomava minha Bíblia, lia e conversava com Deus. Isso é o que tem me mantido firme.

O médico ficou impressionado com a determinação da paciente. Mas só quando ela se restabeleceu completamente é que ele se convenceu do poder da fé e da esperança no processo de cura.

Na verdade, esse é um fenômeno que tem chamado a atenção de muitos pesquisadores ao redor do mundo, pois está ficando evidente que a fé capacita a viver mais e melhor. Especialmente nos Estados Unidos diversas pesquisas têm constatado a relação entre fé e cura. Um estudo da Faculdade de Medicina de Dartmouth revelou que a probabilidade de pacientes cardíacos morrerem após a cirurgia era 14 vezes maior entre aqueles que não encontravam conforto na religião. Num prazo de seis meses após a cirurgia, 21 pacientes morreram - mas entre os 37 que se declararam "profundamente religiosos" não ocorreu nenhuma morte.

Outra pesquisa - da Universidade de Duke - provou que a religião de fato faz bem à saúde. Os pesquisadores acompanharam um grupo de idosos que vai à igreja uma vez por semana e ora ou lê a Bíblia pelo menos uma vez por dia. A surpresa foi que, entre os fiéis, a incidência de hipertensão é 40% menor do que entre grupos da mesma idade, mas sem a mesma fé.

Na verdade, segundo a Associação Americana para o Progresso da Ciência, atualmente há mais de duas centenas de estudos que apontam a fé como um bom remédio contra todo tipo de doença - desde a insônia até graves problemas cardíacos.

Diante desses dados, muitos pesquisadores, especialmente da área médica, têm repensado sua postura. Dale Matthews é um deles. Pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas para os Cuidados da Saúde, de Rockville, ele catalogou 325 estudos que examinam essa relação e os efeitos das crenças na cura das doenças. E o resultado foi surpreendente. Matthews, que costuma orar com seus pacientes no consultório, concluiu que 75% das pesquisas mostram uma conexão positiva. Ou seja, a fé tem mesmo papel importante na cura.

"Nos últimos cinco anos, as pesquisas sobre esse assunto andaram rápido. Entre outros resultados, constatou-se também que algum tipo de crença aumenta a sobrevida em 89%", informou a uma revista de circulação nacional o cardiologista Herbert Benson, professor da Faculdade de Medicina de Harvard.

É verdade que aqueles que pautam a vida pelos ensinamentos da Bíblia mantêm um estilo de vida saudável. Em geral, não fumam, não bebem e evitam levar uma vida promíscua e boêmia. E, quando passam por algum problema de saúde, costumam encará-lo de forma mais positiva, "fazendo com que o tratamento ocorra com mais facilidade", explica o oncologista pediátrico Vicente Odone Filho, do Instituto da Criança, em São Paulo.

Isso não é tudo. A fé e a disposição positiva que dela advém ajudam a produzir substâncias importantes para o organismo. Embora ainda não se conheçam exatamente quais dessas substâncias são produzidas em maior quantidade a partir dos bons sentimentos, é consenso que a ação desses hormônios resultantes dos estímulos de fé ou posturas positivas ajuda no fortalecimento do organismo.

Muitos, como a melatonina e as catecolaminas, atuam diretamente sobre o sistema imunológico, responsável pelas defesas do corpo, contribuindo para a produção de suas células. "Sabemos que o sistema límbico (conjunto de núcleos cerebrais onde são avaliadas as emoções) também está conectado ao sistema nervoso, vinculado à coordenação de funções como a de controle da pressão sanguínea e de batimentos cardíacos", afirma Andrew Newberg, pesquisador da Universidade da Pensilvânia.

Tranquilizante natural

Também já se percebeu que as pessoas religiosas - especialmente aquelas que crêem na vida após a morte - são muito menos ansiosas. É fácil compreender por que esse efeito da fé também é bom para o corpo. A ansiedade é um sentimento que, depois de processado pelo cérebro, provoca descargas de adrenalina no organismo. Esse hormônio acelera os batimentos cardíacos e eleva a pressão arterial. A exposição crônica a esse hormônio contribui para o surgimento ou agravamento de doenças cardiovasculares e gastrointestinais. Além disso, a ansiedade enfraquece as defesas do organismo.

O Dr. Herbert Benson promoveu uma nova compreensão da fisiologia envolvida nessa fé capaz de curar. Ele observou que de 60% a 90% das consultas médicas envolvem doenças relacionadas com o estresse - incluindo hipertensão, infertilidade, insônia e problemas cardiovasculares. O Dr. Benson, porém, demonstrou que o estado de relaxamento provocado pela oração e meditação reduz o impacto dos hormônios do estresse, tais como a noradrenalina e a adrenalina. Portanto, acreditar em algo mais do que a vida terrestre ajuda a ser feliz e, consequentemente, encarar problemas, inclusive doenças, com otimismo.

A verdadeira religião, que brota do coração e se submete à vontade de Deus, provê a serenidade e o equilíbrio necessários a uma vida de paz e alegria. Como bem disse Maíza Netz, cantora cristã: "Antes de conhecer a Cristo, eu levava uma vida triste com poucos momentos de alegria; hoje vivo uma vida feliz com poucos momentos de tristeza."

A religião amplia os horizontes e dá a certeza de que não precisamos enfrentar sozinhos as lutas. Dom Cláudio Hummes, em sua coluna no jornal O Estado de S. Paulo do dia 1º de dezembro de 1999, disse que "a modernidade fracassou na medida em que excluiu a transcendência divina e quis endeusar o homem, a quem, na verdade, tirou todo horizonte para se superar e sair da prisão egocêntrica. A fé cristã, ao invés, aponta uma esperança real". E a esperança nascida da fé continua e continuará sendo um santo remédio.

Benefícios da religião

Certeza de não viver sozinhos e poder contar com o poder infinito de Deus;
Senso de pertencer a uma família/comunidade;
Libertação do sentimento estressante de culpa, através da
confissão e do perdão;
Consciência da origem e destino humanos, bem como de nosso lugar no Universo;
Serenidade, equilíbrio moral e felicidade;
Reforço da auto-estima, por saber que fomos criados por Deus e à Sua imagem;
A adoração e o serviço pelos outros nos levam para além de nós mesmos e nos dão senso de utilidade.

Pílulas antiestresse

Aqueles que lêem a Bíblia percebem que ela está repleta de doses de esperança. Há textos que são verdadeiras "pílulas antiestresse":

"Teme ao Senhor e aparta-te do mal; será isto saúde para o teu corpo e refrigério para os teus ossos" (Pv 3:7, 8).

"A paz de espírito dá saúde ao corpo" (Pv 14:30 BLH).

"O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos" (Pv 17:22).

"Deixo-vos a paz, a Minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize" (João 14:27);

"Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos ou que beberemos ou com que nos vestiremos?... Buscai primeiro o reino de Deus, e a Sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas" (Mt 6:31, 33).

"O Senhor é o meu Pastor; nada me faltará. Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas. Refrigera a minha alma... Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque Tu estás comigo" (Sl 23:1, 2, 4).

(Michelson Borges, Outra Leitura)

domingo, 13 de dezembro de 2009

Rede Adventista de ensino propõe hábitos de saúde

Pesquisa recente da Unicamp (Universidade de Campinas) em parceria com pesquisadores de Madri, Espanha, revela algo simples de se chegar à conclusão, mas que de tão óbvio, passa despercebido a muitos: fumar e beber em casa, na frente de crianças pequenas, incentiva o uso de drogas no futuro. Os números da pesquisa realizada com crianças brasileiras e espanholas de escolas públicas na faixa dos 11 anos apontam índices alarmantes: 40% das crianças brasileiras já fizeram uso de bebida alcoólica e 36% dizem já ter visto a mãe bêbada, por exemplo. Além disso, 12% já fizeram uso de tabaco - tudo isso graças ao exemplo recebido em casa. E o resultado desse contato precoce com o cigarro e com a bebida tem sido o de incontáveis adolescentes perderem essa importante fase da vida para as drogas.

Jovens de 13 e 14 anos, que foram parar, inclusive, no hospital com início de overdose contam que o vício começou inocentemente, ao acenderem o cigarro da avó, por exemplo, ou comprarem bebida alcoólica com o pai, mãe ou outro parente.

Parece absurdo pensar, mas muitos pais dão goles de bebidas a crianças de apenas 5, 6 anos ou molham o dedo da criança na bebida; outros ainda permitem que esses pequenos deem tragadas em cigarro. No futuro, vem conta a ser paga por esses procedimentos, e o que foi brincadeira irresponsável do passado, se torna em graves dramas que começam em indivíduos, mas que geram consequências para toda a sociedade, quando muitos desses chegam até mesmo a entrar para o mundo do tráfico de drogas.

Entendendo que os pequenos maus hábitos levam aos grandes problemas do futuro e contemplando a educação de forma holística, em que o aluno deve crescer integralmente, o que se estende até os limites de seu lar e da comunidade onde mora, a Rede de Educação Adventista da zona Sul de São Paulo promove cursos gratuitos aos pais dos alunos, incentivando-os a substituírem os vícios por uma vida saudável.

O curso "Como deixar de fumar em cinco dias" é um bom exemplo disso e tem sido um grande sucesso entre os pais dos alunos, que não só melhoram a própria saúde como a de quem está perto, os chamados fumantes passivos.

O curso realizado por meio de palestras com médicos e psicólogos, dentre outras formas de informação e orientação, habilita o pai a ser um exemplo de maior credibilidade dentro de casa, a fim de que possa proibir o filho de fazer uso de algo prejudicial, não por palavras somente, mas por um comportamento que lhe confira autoridade para tal.

"É proibido fumar" é uma regra adotada pela Educação Adventista em suas mais de 300 unidades espalhadas pelo Brasil. Esta ação aberta no combate ao tabaco está alinhada à promoção da saúde proporcionada pela rede de ensino através de cursos gratuitos sobre qualidade de vida e como deixar de fumar em cinco dias.

A atitude da Educação Adventista com relação ao cigarro vem mudando a história de muita gente. E o mais surpreendente neste caso é que são os filhos que desejam que os pais parem de fumar e não o contrário, como é mais comum, por isso lhes fazem o convite de irem até à escola participar do curso.

Foi assim com Aurora da Silva, moradora da Vila das Belezas, que por 25 anos fazia parte do quadro dos fumantes. Felizmente, após participar do curso "Como deixar de fumar em cinco dias" oferecido pelo colégio Adventista da Vila das Belezas, onde seu filho estuda, Aurora superou o vício e, atualmente, comemora pelos mais de 2 anos que deixou a dependência. "Foi meu filho quem me trouxe um panfleto com o convite e eu fui para não decepcioná-lo, mas para minha surpresa, valeu muito a pena participar, pois há mais de 2 anos não sei mais o que é colocar um cigarro na boca", diz.

Aurora ainda conta que sua saúde melhorou muito: "Hoje, me sinto bem melhor. O cansaço e falta de ar passaram. Faço caminhadas e tomo mais água - tudo melhorou depois que participei do curso."

A Educação Adventista da zona Sul de São Paulo, dessa forma, além de ser uma ponte para a informação funciona também como instrumento de formação dentro de casa, a fim de que os dados demonstrados pela pesquisa citada, no início deste texto, sejam minimizados por ações simples como esta, mas bastante eficazes na prevenção do uso posterior de drogas.

(Portal Fator Brasil)

sábado, 12 de dezembro de 2009

Gordura abdominal e risco de demência em mulheres


Mulheres que com gordura acumulada ao redor da cintura na meia idade são duas vezes mais propensas a desenvolver demencia na velhice, diz novo estudo da faculdade de medicina da Univesidade de Gothenburg, Suécia. O estudo, liderado por Deborah Gustafson, e publicado no periódico Neurology se baseou e um estudo amplo que começou no final da década de 1960 e acompanhou mais de 1.500 mulheres entre 38 e 60 anos e detalhou a saúde e hábitos de vida das participantes. "Qualquer um que tenha muita gordura abdominal na meia idade tem um grande risco de morrer de doenças do coração e de acidentes vasculares cerebrais (AVC)", diz a pesquisadora. "E se não há um acompanhamento adequado o risco de desenvolver demência a partir dos 70 anos é muito grande."

A média de idade das participantes que desenvolveram demência - 161 indivíduos no final do estudo de mais de três décadas - foi de 75 anos. Mas apesar do estudo ser conclusivo sobre o fato da gordura abdominal ter relações como a doença, não houve concenso sobre um índice de massa corporal (IMC) exato que alertasse para o problema.

"Outros estudo mostraram que um alto IMC também é ligado ao risco de desenvolvimento de demência, mas não foi o caso de nosso estudo", diz Gustafson. "Talvez isso tenha a ver com a baixa quantidade de mulheres com sobrepeso ou obesiadade entreo os indivíduos escolhidos para a pesquisa", explica.

Os sintomas mais comuns de demência são o alto índice de esquecimento, piora na fala e problemas de cognição e orientação. É uma condição que pode afetar as faculdades mentais e é mais comum nas pessoas idosas. Na Suécia (pais onde foi feito o estudo) a incidência do quadro é demência atinge 7% da população na faixa dos 65 anos e quase 20% dos idosos com mais de 80 anos.

No Brasil, uma pesquisa no estado de São Pualo, feita pela USP, apontou uma média de 6,1% para a faixa de idade que ia de 65 a 69 anos e que pode atingir mais de 38% nos idosos na faixa dos 80 anos.

"A gravidade do problema atual e a magnitude que certamente atingirá nas próximas décadas têm mobilizado a sociedade brasileira em seus diversos níveis", explica Ricardo Nitrini, professor associado do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina da USP e diretor científico da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz).

Entretanto o país não possui uma metodologia muito desenvolvida e não se tem um número nacional confiável.

(O Pantaneiro)

Nota: A relação mente/corpo é mais do que evidente hoje em dia. Por isso, a saúde mental depende também da manutenção da boa saúde física.

Metade das adolescentes nos EUA tem DST

Apenas dois anos após o início da vida sexual, metade das adolescentes tem pelo menos uma entre três doenças sexualmente transmissíveis. A conclusão é de um estudo da Universidade de Indiana, nos EUA, publicado na edição de dezembro do Archives of Pediatrics and Adolescent Medicine. Segundo o artigo, trata-se do primeiro estudo que traz dados sobre o contágio por DSTs logo após o início da vida sexual.

Os pesquisadores acompanharam 386 meninas entre 14 e 17 anos durante oito anos e avaliaram periodicamente a presença dos micro-organismos causadores de clamídia, gonorreia e tricomoníase.

A pesquisa também concluiu que 25% delas tinham sido contaminadas com 15 anos, em média, e que a doença mais frequente foi a clamídia.

As infecções de repetição também foram comuns. Após quatro ou seis meses de tratamento, 25% eram reinfectadas.

"Isso é muito comum e sinaliza troca de parceiro e falta do uso de preservativo", explica a ginecologista Denise Coimbra, do Grupo de Reprodução Humana da Universidade Federal de São Paulo. Segundo ela, a mesma situação é observada no Brasil.

(Folha Online)

Nota: Na Bíblia, sexo seguro tem nome: casamento. Se as pessoas seguirem as recomendações da Palavra de Deus, serão poupadas não apenas de sequelas físicas de um comportamento sexual impróprio, como também das sequelas emocionais desse desregramento. Na hora certa, no contexto certo e com a pessoa certa, o sexo é uma bênção de Deus.[DB]

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Suco de uva pode reduzir perda de memória

Uma pesquisa realizada na Universidade de Cincinnati, em Ohio, nos Estados Unidos, concluiu que pessoas que tomam suco natural de uva têm melhor memória do que as que evitam consumir o produto em seu dia a dia. Os cientistas, que submeteram 12 pessoas ao consumo de suco de uva por 12 semanas, acreditam que os antioxidantes são os principais responsáveis pela notável melhora no grupo submetido à experiência. As enzimas, minerais e vitaminas que podem melhorar a memória podem ser encontradas em grande escala na casca da fruta ou em seu composto. A pesquisa foi liderada pelo médico Robert Krikorian, que apresentou as conclusões durante a conferência International Polyphenols and Health, realizada em Yorkshire, na Inglaterra.

"Enquanto não se notou nenhuma diferença significativa no grupo que não foi submetido ao tratamento, aqueles que tomaram suco de uva natural demostraram uma relevante melhora no aprendizado", disse Krikorian.

Segundo os pesquisadores, o levantamento baseado no consumo da substância sugere um progresso a curto prazo na memória de retenção e espacial, além de um avanço na memória não-verbal.

Krikorian afirma que o suco pode beneficiar, principalmente, idosos, ajudando-os a preservar as funções congnitivas e reverter o quadro de perda de memória, comum na idade avançada.

Um estudo americano realizado em 2006 pela Universidade Vanderbilt indicou que beber sucos de frutas e vegetais pode diminuir os riscos do desenvolvimento do mal de Alzheimer.

Segundo a pesquisa, as chances de adquirir a doença são 76% menores em pacientes que tomam sucos naturais pelo menos três vezes por semana.

(Veja)

Leia também: "Benefícios do vinho estão presentes no suco de uva"

Jovens adultos que se exercitam têm QI mais alto

Um novo estudo realizado na Suécia está quebrando o estereótipo do Nerd franzino inteligente. Adultos com um físico saudável têm QI mais alto e têm mais chances de ir à Universidade, de acordo com uma pesquisa realizada no Hospital Universitário de Sahlgrenska. O estudo foi realizado com 1,2 milhão de homens suecos que realizaram serviços militares e nasceram entre 1950 e 1976. O grupo de homens foi analisado quando entrou no exército, com testes físicos e psicológicos, para testar o nível de QI – quociente intelectual. O estudo mostra uma ligação direta entre a boa saúde física e resultados melhores no teste de QI. A ligação mais forte, segundo os pesquisadores, é com o raciocínio lógico e compreensão verbal. Porém, os pesquisadores salientam que é a boa condição física que tem influência sobre os resultados, e não a força. “O bom estado físico significa que a capacidade cardíaca e dos pulmões está boa, o que significa que o cérebro recebe bastante oxigênio”, firma Michael Nilsson, professor da Universidade que participou do estudo.

“Este pode ser um dos motivos pelos quais encontramos esta ligação entre o condicionamento físico, mas não a força muscular”, diz. Ao analisar dados sobre irmãos gêmeos, os pesquisadores puderam determinar que são fatores ambientais que explicam a ligação entre o condicionamento e o QI mais alto, e não a genética.

“Também provamos que os jovens que melhoram o condicionamento físico entre os 15 e 18 anos aumentam a performance cognitiva”, explica a pesquisadora Maria Åberg. “Sendo este o caso, a educação física é uma matéria que tem um papel muito importante nas escolas, e é absolutamente necessária para melhorar em matemática e outras matérias teóricas”, afirma Åberg.

Os pesquisadores também compararam os resultados de testes de condicionamento físico durante o serviço militar obrigatório com o estado sócio-econômico durante a idade adulta. Aqueles que tinham um bom estado físico aos 18 anos se mostraram mais aptos a seguir os estudos no ensino superior, e muitos têm empregos melhores.

A ligação entre o condicionamento físico e a performance mental já foi mostrada em vários estudos realizados em animais, crianças e idosos. Entretanto, estudos feitos com jovens adultos são controversos, pois até os 20 anos o cérebro ainda está em formação, e pode mudar muito devido ao desenvolvimento cognitivo e emocional.

(Hypescience)

Nota: Há um século, Ellen White aconselhou: "Onde a escola é estabelecida deve haver terra para pomares e hortas, a fim de que os estudantes tenham exercício físico combinado com esforço mental" (Beneficência Social, p. 184). "...intelectuais sofrem frequentemente doenças provenientes de pesado esforço mental não atenuado pelo exercício físico. O que essas pessoas precisam é de uma vida mais ativa. Hábitos de estrita temperança no viver, ao lado do conveniente exercício, assegurariam vigor tanto físico como mental, dando capacidade de resistência a todos... que trabalham com o cérebro" (A Ciência do Bom Viver, p. 238).

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Medicina ortomolecular – método pobre

A chamada medicina ortomolecular tem como objetivo primordial “restabelecer o equilíbrio químico do organismo”. Esse acerto (orto = certo) das moléculas é buscado por meio de vitaminas, minerais e/ou aminoácidos. A ideia é buscar o “reequilíbrio bioquímico” e combater os radicais livres. Com relação à adoção ou não desse tipo de medicina, devemos considerar vários aspectos:

1. Certamente existe verdade no fato de que a diminuição ou falta de certos minerais ou vitaminas pode produzir desequilíbrios no corpo, sintomas e até doença.

2. O problema da restituição é que nas análises (exames) feitos somente se analisam os elementos mais conhecidos. Sabe-se hoje que ao dar/suplementar minerais isolados, estes afetam o equilíbrio de outros minerais e podem até produzir efeitos contrários aos esperados.

3. Um dos principais perigos consiste, portanto, no fato de que realmente não sabemos como o organismo responderá à administração de doses altas de substâncias isoladas.

4. Outro problema da medicina ortomolecular é – e digo isso por experiência de meu irmão – que esse tipo de terapia se presta muito bem a fraudes nas análises (exames) e, portanto, à desnecessária administração de substâncias.

5. Usualmente o tratamento é caro (negócio).

6. Se bem que não seja considerada uma “medicina mística”, não é de bom juízo médico querer “curar” sintomas ou doenças somente com a administração de substâncias isoladas. Sabemos muito bem que a saúde depende de muitos fatores físicos (estilo de vida) e mentais.

7. Num raciocínio semelhante se apoia a rejeição da aromaterapia por parte da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Aromaterapia não é mística, mas não é medicina de bom juízo para melhorar a saúde. Ellen G. White recomenda: (a) buscar e corrigir os erros no estilo de vida, e (b) continuar num estilo de vida correto. Todos os fatores do programa NEWSTART [os oito remédios naturais defendidos por este blog] são importantes. Poderíamos, portanto, dizer que a medicina ortomolecular (e a aromaterapia) são métodos pobres, indignos de uma boa prática médica.

No final das contas, o método de cura divino está estabelecido nos livros de saúde publicados pela Sra. White. Se seguirmos essas recomendações, teremos boa saúde.
A Clínica Adventista Vida Natural, em São Roque, tem feito um bom trabalho para tratamentos de doenças relacionadas ao estilo de vida, e está à disposição para ajudar.
Contato: www.vidanatural.org.br

(Dr. Luiz Fernando Sella, formado em Medicina pela Universidade Federal de Santa Catarina, em 2006, participou como médico visitante da Escola de Medicina da Universidade de Miami, em 2006 e 2007. Atuou no Programa de Saúde da Família, em Santa Catarina, com enfoque em medicina preventiva e estilo de vida. Atualmente, é médico da Clínica Adventista Vida Natural, em Ibiúna, SP)

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O fim da chapinha?

Imagine se existisse uma pílula para alisar os cabelos. Parece um sonho? Pois essa invenção ficou mais perto da realidade com a identificação do gene responsável pelo cabelos cacheados. A descoberta é mérito de cientistas do Instituto de Pesquisa Médica Queensland, na Austrália, e aparece na última edição da revista American Journal of Human Genetics. O culpado, de acordo com os pesquisadores, é um gene chamado tricoialina, cujo papel no desenvolvimento de folículos capilares já era conhecido. Em reportagem do jornal Daily Telegraph, Nick Martin, chefe do Laboratório de Epidemiologia Genética do instituto, explica que é uma variação desse gene que determina se os cabelos serão lisos ou cacheados.

Para o estudo, uma equipe liderada por Martin procurou variações genéticas associadas a cabelos crespos em pessoas de linhagem europeia na Austrália. Ao total, foram coletadas informações sobre 5000 gêmeos ao longo de 30 anos. Os cientistas, então, compararam o genoma dos gêmeos e observaram variações genéticas distintas entre os de cabelos cacheados e lisos.

"Potencialmente, agora podemos desenvolver novos tratamentos para deixar os cabelos mais cacheados ou mais lisos, em vez de tratar o cabelo diretamente", afirmou Martin. A descoberta também poderá servir, por exemplo, para determinar se um bebê terá cabelos crespos ou lisos e para analisar amostras de DNA deixadas em uma cena de crimes. "Já podemos predizer a cor do cabelo, dos olhos e da pele, então isso será mais um traço para refinar o perfil".

(Veja)

Obesas: maior risco de ataques do coração

Um estudo realizado pela Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo afirmou que mulheres obesas e hipertensas têm dez vezes mais chances de sofrer ataques cardíacos do que homens nas mesmas condições. A pesquisa, desenvolvida no hospital estadual Dante Pazzanese, ainda apontou que tanto homens quanto mulheres fora de peso correm nove vezes mais chances de terem um evento cardiovascular do que os pré-obesos. Os pacientes hipertensos também estão predispostos a complicações cardíacas.

O levantamento acompanhou 1.304 pessoas, 450 homens e 854 mulheres, e analisou a bioestatística dos pacientes por meio de cálculos matemáticos, resolvidos por um computador. A avaliação, no início do tratamento, incluiu peso, estatura e circunferência abdominal, além da análise dos fatores de risco cardiovascular, como colesterol e hipertensão.

De acordo com o médico nutrólogo Daniel Magnoni, envolvido na pesquisa, "esse estudo reflete que a alimentação inadequada desses pacientes, rica em açúcares, gordura e sódio, pode ser a fonte primária para a elevação do risco cardiovascular, causando obesidade e hipertensão; por isso a mudança dos hábitos alimentares é fundamental para a prevenção desses problemas.

(Veja)

Nota: O estilo de vida preconizado pela Bíblia é o ideal para se manter a forma e a saúde física, mental e espiritual. Luz solar, água em quantidade apropriada, exercício físico, repouso (bom sono e guarda do sábado), alimentação o mais natural possível e em quantidade adequada e confiança no poder de Deus - eis o "segredo" para uma vida saudável.[DB]

Efeito anti-envelhecimento dos exercícios

Todos sabem que pessoas que se exercitam regularmente tendem a permanecer mais saudáveis com o envelhecimento. E um novo estudo ajuda a explicar, em nível celular, por que isso acontece. Segundo pesquisadores da Universidade de Saarland, na Alemanha, essas pessoas – no estudo, corredores de elite – teriam células com aparência mais jovem ao microscópio, apresentando telômeros mais longos (fitas de DNA que diminuem de comprimento com as divisões celulares). Os telômeros protegem os cromossomos que carregam os genes durante a divisão celular. E, com seu encurtamento, as células vão ficando impossibilitadas de se dividir e morrem. Pesquisadores acreditam que esse processo está intimamente associado ao envelhecimento, e faz com que as pessoas fiquem mais vulneráveis a doenças como as cardiovasculares, o diabetes e o câncer. "Telômeros podem ser considerados como o relógio biológico", destacou o pesquisador Ulrich Laufs.

Na pesquisa, em testes com ratos, os pesquisadores notaram que aqueles que se exercitavam na rodinha de correr por três semanas apresentavam evidências de aumento da produção de proteínas que estabilizam os telômeros, protegendo-os contra a morte celular. Em estudos com humanos, atletas profissionais de meia-idade que, há anos, corriam cerca de 80km por semana apresentaram telômeros mais longos do que pessoas saudáveis da mesma idade que não se exercitavam regularmente.

"É a primeira vez que é mostrado, em nível molecular, que os exercícios tem um efeito anti-envelhecimento sobre o sistema cardiovascular", ressaltou o pesquisador, acrescentando que o estudo complementa um anterior com gêmeos, que mostra que o irmão que fazia exercícios regularmente teria telômeros similares a pessoas dez anos mais jovens.

(Edição Prévia de Circulation. Edição de 15 de dezembro de 2009)

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Cerveja, o sentido da vida...

Homens e mulheres encontram o sentido da vida na cerveja, na vodca, na caipirinha. Não é a bebida em si, mas o efeito que provoca: o esquecimento de si e do mundo. Bebem para liberar um “eu recôndito”, para dançar, desinibir, falar coisas que não diriam se estivessem sóbrios. Bebem para comemorar, bebem para aliviar a dor. Paradoxalmente, estejam felizes ou tristes, o mesmo método será usado.

Se você quer a alienação de si mesmo, é porque sua vida já perdeu o sentido há muito tempo. É preciso se divertir, dar risada, entrar em estado de graça. O álcool proporcionará tudo isso? Quem bebe é feliz, faz amizades, diverte-se, aproveita mais? No dia seguinte, vem a ressaca. Vale a pena? Os problemas foram resolvidos? As dores melhoraram? Laços de amizades verdadeiras foram feitos? As pessoas foram mais amadas do que antes? Provavelmente, não.

Como alguém pode “curtir a vida”, se precisa fugir dela? Extasiada pela bebida, o que a pessoa viu? Nada. Só o próprio vômito, suas entranhas, seu corpo pedindo socorro, sua alma afogada em álcool, uma insuportável dor de cabeça. Mas muitos dirão: “Eu sou feliz, por isso bebo.” Certo. Pergunte para si mesmo: Eu quero uma cerveja gelada ou um abraço quente? Eu quero uma caipirinha ou compreensão? Eu quero vodca ou uma palavra amiga?

Uma pesquisa feita pelo projeto Este Jovem Brasileiro, desenvolvida pelo Portal Educacional em conjunto com o psiquiatra Jairo Bouer, ouviu 11.846 alunos de 96 escolas particulares de todo o Brasil e conclui que grande parte dos adolescentes começam a beber devido a problemas familiares, mal exemplo dos pais consumidores de bebidas e, imagine, jovens sem uma religião e com desempenho fraco no colégio. Pelo que parece, eles não começam a beber por excesso de felicidade.

Não é preciso mencionar as enfermidades físicas causadas pela ingestão de álcool, como a esteatose, cirrose, inflamação no miocárdio, pancreatite, neuropatia, além, é claro, de sua ação depressiva no cérebro e no sistema nervoso central. Mas por que as pessoas bebem, então? Por falta de amor próprio? Pelo contrário, elas se amam tanto que, por medo e desespero de não receberem a valorização que merecem, jogam-se em um líquido qualquer para arrebatá-las da solidão e dessa vida difícil e dura. Em um folheto publicado pelo Conselho Nacional de Alcoolismo de Nova York, podemos encontrar frases do tipo: “O alcoólatra é notavelmente sensível. Mas, para ele, essa sensibilidade não é uma característica saudável e construtiva. Em vez de ampliar seus horizontes e aumentar sua capacidade criativa, como a sensibilidade faz em pessoas saudáveis, ela limita os horizontes do alcoólatra, virando-o para dentro, onde escapa do mundo que não o compreende.” Se é assim, cada ser entregue à bebida, na verdade, precisava de outra coisa: compreensão, amor, apoio e, até mesmo, repreensão dura, porém amorosa, como a de uma mãe, de um pai. Será que alguém se destrói por livre e espontânea vontade? Ou será que esse alguém foi destruído em seus sonhos mais íntimos e agora acha que está tudo acabado? Sim, está tudo acabado quando decidimos nos entregar e enterrar nossa última quimera. E não se trata de alcoolismo crônico – aquele que bebe socialmente também é um ébrio social.

Mas como recomeçar? Com uma simples atitude, mudando uma vírgula aqui e uma letra ali: SER, VEJA o sentido da vida!

Ser, veja o amor de Deus, o amor do outro, as bênçãos que tem nas mãos, enquanto muitos nem mãos têm, mas que, mesmo assim, agarram as benesses. Não diga “tudo foi pro brejo pra mim” ou “está tudo perdido”. Não está. Mário de Andrade dizia: “Sou pelo nivelamento por alto, não por baixo.” Infelizmente, é mais fácil nivelar pelo chão, se jogar na lama do que alcançar uma lâmpada. Nossa lâmpada é Deus e, muitas vezes, Ele desce para nos alcançar, porque conhece nossas fraquezas. Não nos manda um avião do tipo Concorde, porque esse não nos alcançaria; manda um barquinho, uma canoa que nos alcance no brejo, no rio da solidão. Ser, veja o sentido da vida, suba no barquinho e fique inebriado pelo poder do Senhor.

(Elisabete Ferraz Sanches, professora graduada em Letras pela USP, pós-graduada em Português: Língua e Literatura pela UniSant’Anna e mestranda em Literatura Brasileira pela USP)

domingo, 6 de dezembro de 2009

A onda das meninas que beijam meninas

Cena comum em festas alternativas e com público de mais de 20 anos, a “pegação” entre meninas virou “mania” em balada adolescente. Para aqueles que condenam o comportamento justificando que é apenas um modismo, uma forma de chamar a atenção dos meninos, elas contra-atacam. “Fico com meninas porque gosto. E é por diversão mesmo, nunca confundi as coisas”, diz uma estudante de Novo Hamburgo, do alto dos seus 18 anos.

[Duas entrevistadas, Bruna e Camila] estão acostumadas a ver meninas aos “amassos” em festas e confirmam que, entre as mais novas, é coisa que rola do meio do ano pra cá. Bruna tenta explicar o comportamento como uma consequência dos grupos conhecidos como emo. Independentemente de aceitarem o rótulo ou não, há grupos de adolescentes que compartilham os mesmos gostos musicais (digamos... um rock mais meloso) e roupas e maquiagens (normalmente escuras, apesar de alguns acessórios coloridos). São esses que a gurizada insiste em chamar de emo e que carregam outra característica comum: são muito carinhosos uns com os outros.

A hipótese de Bruna é compartilhada por outros adolescentes e vai ao encontro com uma das explicações da psicóloga Márcia para o fato de casais de meninas/mulheres serem mais facilmente aceitos pela sociedade em geral do que casais de meninos/homens. Para Márcia, as meninas, desde pequenas, estão acostumadas a manifestações públicas de afeto. “Para mostrar como são ‘o oposto’, o tratamento entre os meninos é diferente, mais violento. Logo, nos choca menos ver meninas se acariciando”, explica Márcia.

Psicóloga de questões da família, uma das preocupações de Márcia é o desenvolvimento precoce da sexualidade. Quanto mais cedo o adolescente inicia essas experiências, mais vulnerável a frustrações está. Para a psiquiatra infantil e professora da PUCRS Gibsi Rocha, se uma menina experimenta ficar com outra apenas para repetir um comportamento e ser aceita no seu grupo (atitude muito comum nessa fase), corre mais riscos de se confundir. “A menina pode sentir um prazer momentâneo e acabar pensando que é gay, o que pode não ser verdade”, observa Gibsi. (...)
Tudo o que se pode dizer até agora é baseado nas impressões da galera. Para eles, cenas quentes entre meninas já são mais comuns hoje e não chocam tanto. Segundo a maioria dos entrevistados..., os beijos entre garotas não são encarados como um tabu da sua geração, mas sim um sinal de que vem aí adultos mais cabeça aberta. (...)

(Kzuca)

Nota: Com a ajuda da mídia, a repetição de certos comportamentos tidos como próprios de pessoas de “mente aberta” acaba tornando-os aceitáveis. Só o futuro poderá revelar os desajustes psicológicos que essas meninas sofrerão. Mas uma coisa é interessante se analisar: esses tais emos parecem pessoas carentes de afeto, o que pode ser indício da ausência afetiva dos pais, tão comum nestes dias de corre-corre pelo que é importante (nem sempre) em detrimento do que é essencial – Deus e a família. Mais preocupante ainda: a onda emo já está chegando a algumas igrejas e os pais parecem alheios ao fenômeno, portanto incapazes de prestar auxílio e dar orientações. Tempos difíceis...[DB]

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Crianças que usam tecnologia escrevem melhor

Crianças que utilizam blogs, SMS ou acessam redes sociais no dia a dia melhoram suas habilidades com a escrita, indicou uma pesquisa realizada pela instituição britânica National Literacy Trust. Das 3.001 crianças entre 9 e 16 anos entrevistadas pelos pesquisadores, 24% possuem seu próprio blog, enquanto 82% enviam mensagens de texto por celular pelo menos uma vez por mês. Desse total, 73% falam com amigos por meio de serviços de mensagem instantânea, como MSN e Google Talk.

O levantamento também mostrou que, embora utilizem meios digitais na comunicação, os jovens ainda fazem uso de papel e caneta na hora de anotar dicas durante as aulas ou no momento em que precisam finalizar seus deveres de casa.

As crianças que possuem blogs ou estão nas redes sociais foram avaliadas como donas dos melhores textos. "Nossa pesquisa sugere uma forte relação entre a utilização da tecnologia pelas crianças e atividades com leitura e escrita", disse o diretor da National Literacy Trust, Jonathan Douglas. "A relação com as tecnologias on-line incentiva os jovens a escrever pequenas histórias, cartas, letras de música ou diários", completou.

Douglas também quebrou paradigmas ao afirmar que os estilos informais de escrita, comuns na web, não atrapalham o progresso da habilidade na redação de textos. Questionado sobre o futuro da literatura em tempos de mídias digitais, o pesquisador foi enfático: "Nosso estudo mostrou que, quanto mais a tecnologia é utilizada, mais habilidades literárias são desenvolvidas".

(Veja)

Nota: Embora as novas tecnologias tenham sua vantagem, devemos nos preocupar com o conteúdo veiculado através delas. Por isso, as crianças devem ser acompanhadas e orientadas pelos pais quanto ao uso dessas ferramentas. Não devem consumir muito tempo nessas atividades virtuais e nem se expor indevidamente. Além disso, é bom que elas também tenham contato com os bons e velhos livros de papel, e vejam que os pais se interessam por conhecimento. A propósito, aproveite para conhecer o blog da minha filha. Clique aqui.[MB]

Desenhos animados e a autoimagem infantil

Quase metade das crianças entre 3 e 6 anos acompanhadas por uma pesquisa da Universidade da Flórida Central, EUA, disseram estar preocupadas com o fato de estarem gordas. Antes mesmo de começarem a frequentar a escola, muitas dessas meninas já se preocupam com a autoimagem. E quase um terço das entrevistadas mudariam sua aparência, como peso ou cor dos cabelos. O número de meninas com pouca idade insatisfeitas com seu peso deixou a pesquisadora Stacey Tantleff-Dunn preocupada. As implicações desse fato com o decorrer da idade podem indicar uma maior propensão para sofrer de transtornos alimentares no futuro.

Mas em seu estudo, publicado no British Journal of Developmental Psychology, Tantleff-Dunn sugere que apenas ver filmes com personagens magras e estereotipadas de princesas lindas pode não ter relação com a ansiedade infantil.

A conclusão contrastaria com diversos estudos que mostravam o inverso, ou seja, que a exposição a modelos magras e lindas na televisão ou no cinema poderia influenciar esse comportamento.

O problema está no tempo de exposição e no exemplo dos pais e colegas

Tantleff-Dunn explica que, apesar de não terem sido notadas influências à curto prazo da exposição a esse tipo de ideal de beleza, a superexposição à mídia onde esses modelos são repetidos exaustivamente pode, sim, influenciar como essas crianças percebem seus corpos. Mas isso pode, em grande parte, ser relacionado com o tempo que essas crianças ficam expostas à filmes e programas de TV.

A crítica e comentários dos pais, irmãos, primos e colegas também influenciam em como essas crianças percebem seu próprio corpo. Além disso, como as crianças vêem os pais como modelos de comportamento, a crítica ao próprio corpo por parte da mãe ou pai, por exemplo, pode influenciar o fato delas também se autocriticarem.

Crianças, inicialmente, incorporam a personalidade dos personagens

Na pesquisa, Tantleff-Dunn e sua equipe observaram dois grupos: um que assistia filmes clássicos com princesas e outro que assistiu desenhos animados com um viés mais didático.

Ao sairem das sessões as crianças eram apresentadas a um local onde havia fantasias diversas e convidadas a brincarem ou se vestirem como personagens que elas gostassem. As crianças de ambos os grupos gastavam o mesmo tempo em atividades que tinham a ver com a aparência – como pentear o cabelo na frente de um espelho.

O estudo, ao que tudo sugere, demonstrou que conversar com as crianças sobre os pontos positivos de seus próprios corpos, cabelo e cor de pele é algo que contribui mais com a autoestima – seja positivamente ou negativamente – do que necessariamente as mensagens explicitadas nos filmes.

As crianças, diz a pesquisadora, sabem que os personagens apresentados são fantasiosos, e que o corpo como o de Cinderella ou a pele de Branca de Neve não dizem respeito a elas. Nas brincadeiras as crianças entrevistadas tendiam a incorporar mais os maneirismos das personagens do que suas características físicas.

“Precisamos ajudar as crianças a enfrentar as imagens de beleza, particularmente no que diz respeito ao peso, e encorajá-las a questionar se a aparência é realmente importante”, diz Tantleff-Dunn. “Devemos ajudá-las a construir uma autoimagem positiva com uma visão plural sobre os atributos corporais.”

Nesse sentido o estudo indica que a presença de pessoas próximas conversando sobre o tema é mais importante do que necessariamente o que é apresentado às crianças. Elas, no final das contas, estão mais preocupadas em brincar.

(UOL)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Famosos aderem à dieta vegetariana

Seja por motivos religiosos, filosofia de vida, para ter uma dieta saudável, ou ainda, por consciência ecológica, muitos famosos aderiram à dieta vegetariana e têm até os que já seguem o cardápio há muito tempo, como é o caso da atriz Penélope Cruz (foto), vegetariana desde 2001. "Cortar alimentos de origem animal do cardápio, como a carne (vermelha e branca), laticínios e ovos, é a opção escolhida pelos vegetarianos. Mas nem todo vegetariano deixa de consumir todo tipo de alimento de origem animal, como os vegetarianos restritos (os veganos)", explica a nutricionista Karina Gallerani.

Mas não se engane. Ser vegetariano não significa ser magro. Mesmo sem as carnes, ainda há uma lista imensa de alimentos, muitos deles engordativos, que fazem parte da dieta. E é a escolha errada deles e algumas combinações que levam ao ganho de peso.

(Minha Vida)

Leia mais
sobre vegetarianismo clicando aqui.

Teste reprova oito de dez marcas de filtro solar

Cinco das dez principais marcas de protetor solar em loção vendidas no País não são resistentes à radiação, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste). Os produtos, entre eles Nivea e Sundown, perdem até 50% do FPS (fator de proteção aos raios UVB, responsáveis pelo câncer de pele) quando expostos a uma hora de sol. Na avaliação global, oito marcas das dez analisadas foram reprovadas por também não resistir à água ou não bloquear raios UVA, ligados ao envelhecimento da pele. Apenas os protetores L'Oréal Solar Expertise e o Cenoura & Bronze foram aprovados. A avaliação global dos produtos é uma média das notas em cada um dos quesitos. O FPS é responsável por bloquear os raios UVB, que são mais fortes entre 10 horas e 16 horas, período não recomendado para exposição prolongada ao sol. São os principais responsáveis por câncer de pele, queimaduras e vermelhidão.

No teste de fotoinstabilidade, o FPS dos produtos foi medido antes e depois da exposição a uma temperatura de 40ºC. As marcas Avon, La Roche-Posay, Nivea, Banana Boat e Sundown foram reprovadas. Alguns produtos, como o da Nívea, perderam 50% do seu FPS. Todos os protetores analisados são de fator 30. Após uma hora de uso, eles caíam para FPS 15. "O segundo pior foi o La Roche Posay, que manteve só 62% de sua proteção indicada no rótulo", afirma Marina Jakubowski, química da Pro Teste.

Isso não quer dizer que os produtos não oferecem proteção aos raios UVB, explica a pesquisadora, e sim que têm pouca resistência à luz e ao calor. Além de instável à exposição solar, o Coppertone declarou um fator de proteção (30), maior do que o medido (25). Todos as embalagens mencionavam resistência à água, mas após imersão de meia hora, a proteção do produto da Natura caiu para 30% do FPS inicial, por exemplo. O Sundown caiu para 55%. Para o especialista em foto proteção e professor da Faculdade de Medicina da USP, Sérgio Schalka, a diminuição do FPS é natural. "Mesmo os produtos que se declaram resistentes à água perdem, após 40 minutos de imersão na água até 50% do FPS."

As oito marcas de protetor solar avaliadas pela Pro Teste discordaram do resultado da pesquisa e informaram que seus produtos foram submetidos a testes científicos, aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e liberados para o comércio. Todas as empresas afirmaram que não tinham conhecimento do estudo. A L"Oréal Brasil, que representa a La Roche-Posay disse que desconhece qual "a instituição que realizou os testes" e os critérios utilizados.

A Nivea Brasil, fabricante do Nivea Sun Loção Solar Protetora informou que, como não teve acesso ao estudo, "não pode avaliar, em profundidade, detalhes sobre a metodologia e resultado do mesmo". Destacou ainda que todos os produtos da empresa são desenvolvidos sob protocolos globais de qualidade e que a loção solar protetora FPS 30 atende às exigências dos órgãos regulamentadores.

A assessoria de imprensa da Johnson & Johnson, que representa a marca Sundown, divulgou que só tomou conhecimento da análise da Pro Teste na tarde de ontem. A empresa ainda afirma que "estranha os métodos utilizados" e que usa, na formulação do protetor, uma combinação de filtros que garante a proteção UVA/UVB.

A Natura, que teve seu produto avaliado como ruim na proteção aos raios UVA, afirmou que a análise da Pro Teste difere da adotada pela Natura. E que tecnicamente não é possível compará-los, "pois fazem uso de metodologias e controles diferentes". O Estado não localizou o representante da Sun Pharmaceuticals, fabricante da marca Banana Boat. Valdir Oliveira, gerente de vendas da Arcom S/A, importadora oficial do Banana Boat Bloqueador Solar Ultra, afirmou que neste ano a empresa não comprou a linha analisada.

A Mantecorp, fabricante do Episol Loção Oil Free e do Coppertone, disse que seus produtos seguem padrões de qualidade nacionais e internacionais. a Avon, do produto Avon Sun, divulgou que a Anvisa não obriga "mencionar na rotulagem a indicação do fator de proteção UVA".

(O Estado de S. Paulo)

Nota: Exposição ao Sol é muito importante para a saúde, mas o ideal mesmo é fazer isso nas horas apropriadas, sem se preocupar com aspectos estéticos. Cada um tem sua cor de pele e não deve se expor a doenças apenas por modismos.[MB]

Leia também: "Summer 2009 sees dramatic shift in sunscreen industry"

Radiação eleva risco de câncer de mama

A radiação das mamografias e dos exames de raio-X aumenta o risco de mulheres com histórico familiar ou predisposição genética desenvolverem câncer de mama. A constatação é de um estudo holandês com dados de 12 mil mulheres com alto risco para a doença. Os cientistas aconselham que as pacientes com esse perfil, especialmente as que têm menos de 30 anos, procurem outros meios diagnósticos, como ressonância magnética.

Mulheres que foram expostas à radiação da mamografia ou do raio-X antes dos 20 anos e as que passaram por ao menos cinco exames tiveram 2,5 vezes mais chances de ter câncer de mama.

Segundo Robert Smith, da American Cancer Society, os riscos da radiação em mulheres jovens são conhecidos. No entanto, nenhum estudo havia mostrado, individualmente, que a mamografia eleva o risco de câncer de mama.

(Folha Online)

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Magra (saudável) e poderosa

Para quem pensa que modelo só lê um livro na vida (geralmente o mesmo das misses, O Pequeno Príncipe), Magra & Poderosa (Editora Intrínseca) é uma feliz surpresa. Além de escreverem com leveza e muito bom humor, as ex-modelos Rory Freedman e Kim Barnouin, foram tremendamente espertas ao apelar para um tema que hoje incomoda quase todo mundo (principalmente no país delas, os EUA): a obesidade. Mas não pense que é um livro com aquelas dietas milagrosas e com dicas apenas para os gordinhos. Longe disso. E as autoras mesmas admitem isso na última página: “Espere! Temos uma confissão a fazer. Na verdade, não damos a mínima para a magreza. Não se assuste nem se aborreça: você definitivamente vai emagrecer se adotar o estilo de vida Magra & Poderosa. Nossa esperança, porém, é que você se torne saudável. Não queremos que ninguém fique obcecada em emagrecer. Quando você se alimenta corretamente e se exercita, sente-se forte, saudável e confiante. Começa a gostar do próprio corpo – não porque emagrece – mas porque se sente bem. Você finalmente estará tratando seu corpo como o templo que ele é.”

Aí é que está a grande sacada das moças, uma das quais é mestre em nutrição: usam apelo de marketing baseado num problema atual (obesidade), mas propõem algo que vai além do emagrecimento puro e simples – a mudança do estilo de vida. E quer saber, deu certo.

Eu voltava de uma viagem e como ainda tinha algum tempo antes de tomar o ônibus para casa, visitei uma livraria em São Paulo. Me deparei com o Magra & Poderosa e, curioso (pois vi um splash amarelo na capa informando que o livro estava em primeiro lugar na lista dos mais vendidos do New York Times), dei uma olhada no sumário. Foi aí que vi que a obra era mais do que a capa apresentava. Mas a capa fisga. Comprei o livro, embarquei no ônibus e tentei impedir que alguém me visse lendo a obra – afinal, poderia parecer estranho um marmanjo enfiado numa leitura como essa (magra e poderosa). Mesmo assim, em um momento de vacilo, uma senhora e uma jovem olharam de soslaio para o livro. A capa e o título realmente fisgam, pensei.

Rory e Kim trabalham muito bem temas como o vegetarianismo, os problemas envolvidos no consumo de leite e ovos e a necessidade de abandonar “porcarias” (elas chamam assim mesmo) como refrigerantes, álcool e café. O capítulo “Carne podre” impressiona quase tanto quanto o documentário “A Carne é Fraca”, do Instituto Nina Rosa. Além de apontarem as desvantagens de uma dieta carnívora para a saúde, as autoras descrevem em detalhes o processo bárbaro de abate dos animais e apresentam o testemunho de pessoas que trabalharam em matadouros. Se você queria mais um empurrãozinho para deixar de comer cadáveres, aqui está um.

Rory e Kim dizem que não pararam de comer carne apenas para emagrecer. “Nós duas nos tornamos vegetarianas depois que ficamos cientes do tratamento dado aos animais nas fazendas.”

Magra & Poderosa me fez pensar também: esse é o tipo de livro que algum de nós, adventistas vegetarianos, deveria ter escrito. Mas não o fizemos. Não do jeito que elas fizeram. E por isso as "pedras" continuam clamando. Pessoas sem muita (ou nenhuma) motivação religiosa estão acordando para as vantagens de uma vida temperante e que respeita a criação.

Tá certo que as autoras volta e meia se referem à “Mãe Natureza” e usam alguns termos um pouco fortes (mas sinceros) e até apimentados. Tirando isso, a obra é dez!

(Michelson Borges, no blog www.criacionismo.com.br)

O vilão está na sua mesa!

O açúcar não é o que pensam dele: um alimento inocente para a maioria das pessoas ou um carboidrato como outro qualquer para a maioria dos médicos, dos químicos e dos nutricionistas. É um agente químico agressor do organismo, um corpo estranho na mesa que transformou o alimento do ser humano de meio de vida em meio de doença e morte. A ditadura do açúcar, uma ditadura de pacote tecnológico, impôs goela abaixo da humanidade a dieta açucarada moderna, a ração patogênica que empurrou o ser humano para a era das doenças crônicas, metabólicas e degenerativas.

O açúcar engana muita gente pelo fato da sacarose ser constituída de duas
moléculas uma de glicose e outra de frutose, dá a falsa impressão de que o açúcar é uma fonte desses nutrientes. O mel, um alimento de verdade, é fonte de glicose e frutose.

Acontece que o mel oferece esses açúcares simples já prontos para uso, previamente
hidrolisados pelas abelhas que possuem enzimas específicas para tanto; além de ser rico em outros nutrientes. O famigerado do açucareiro terá que ser hidrolisado pelo nosso organismo.

Um bom critério para deixar clara a nulidade nutricional do açúcar é examiná-lo a partir de um ponto-de-vista negativo. Quando uma pessoa deixa de ingerir um nutriente essencial contrai uma doença, são as chamadas doenças carências ou avitaminoses. Assim, quem deixa de consumir alimentos que contenham vitamina A contrai cegueira noturna.

Povos cujo alimento básico da sua dieta era o arroz integral, rico em vitaminas do complexo B, ao transitar para o arroz branco polido e pobre dessas vitaminas contraíram beribéri. A falta de vitamina C gera escorbuto. E assim por diante. Sabem o que acontece a uma pessoa que deixa de comer açúcar? Não só não vai contrair doença nenhuma como ainda vai ficar livre da possibilidade de cáries dentárias, obesidade, diabetes, doenças cardíacas e outras do largo espectro das doenças crônicas, não transmissíveis.

Com certeza todos os órgãos do seu corpo vão cantar em coro para o açúcar aquele
verso de conhecido samba sabe quem perguntou por você? Ninguém.

(Texto extraído do livro O Livro Negro do Açúcar - Algumas verdades sobre a indústria da doença)

Refrigerante sem açúcar diminui funções dos rins

Um estudo norte-americano, conduzido pela organização Nurses Health Study, concluiu que consumir dois ou mais copos dos chamados refrigerantes zero ou diet - sem adição de açúcar - pode oferecer maiores riscos de problemas aos rins. O resultado aponta que as mulheres que beberam tal quantidade tiveram queda de 30% das suas funções renais durante o período do estudo, que foi apresentado em encontro da Sociedade Americana de Nefrologia, em São Diego (EUA). O estudo partiu de questionários alimentares feitos em 1984, 1986 e 1990 com mais de 3.200 mulheres. As participantes avaliadas tiveram bebidas açucaradas retiradas do cardápio. Em seguida, as mulheres responderam sobre a frequência com que ingeriam as bebidas: se menos de uma vez por mês; de uma a quatro vezes por mês; duas a seis vezes por semana; uma vez ao dia e duas vezes ao dia ou com maior frequência.

Após uma comparação entre a função dos rins das mulheres em 1989 e 2000, observou-se que 11,4% das mulheres participantes apresentaram diminuição das funções renais em 30% ou mais, sendo que as que apresentaram mais problemas foram as que beberam dois ou mais copos de refrigerante sem açúcar por dia.

(Minha Vida)

Nota: Os melhores "refrigerantes" são aqueles criados por Deus: sucos naturais e água pura. Para esses não há contraindicação.[DB]

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

TV aumenta agressividade de crianças pequenas

Crianças com menos de três anos expostas direta ou indiretamente à TV estão sob maior risco de comportamento agressivo, segundo estudo publicado na edição de novembro da revista Archives of Pediatrics and Adolescent Medicine. De acordo com os autores, apesar de a agressividade na infância estar associada a outros fatores, como violência familiar ou na vizinhança, e estresse e depressão dos pais, a TV teria seu papel nesse sentido.

Pesquisadores de Nova Orleans e Nova Iorque, nos Estados Unidos, avaliaram a associação entre a exposição à TV em casa e o uso da TV com o comportamento agressivo em crianças com menos de três anos de idade, pesquisando, por 36 meses, mais de 3 mil mães. Os dados foram coletados em casa e por telefone no período entre 1998 e 2000 em 20 cidades. Os fatores de risco avaliados, além da exposição à TV em casa, foram a desordem na vizinhança e fatores maternos, como depressão.

As análises indicaram que crianças que haviam apanhado no mês anterior (β=1,24), viviam em uma região conturbada (β=2,07) e tinham mães com relato de depressão (β=0,92) e pais estressados (β=0,16) estavam significativamente mais susceptíveis a apresentar comportamento agressivo. E a exposição direta à TV (β=0,16) e uso de TV em casa (β=0,09) também estiveram significativamente associados com a agressividade infantil, mesmo após ajuste para outros fatores.

(Arch Pediatr. Adolesc. Med., v. 163, Nº 11, Nov. 2009, p. 1.037-1.045)

Intimidade afetiva x intimidade sexual

Dr. Dean Ornish, cardiologista e professor da Universidade da Califórnia em São Francisco, Estados Unidos, em um de seus livros, explica que uma pessoa isolada afetivamente de si mesma e dos outros adoece e pode agravar a doença cardíaca presente. Ele conta a história real vivida por um filósofo professor, Jacob Needleman, numa experiência muito interessante sobre o tema “solidão”. Needdleman comenta: “Há vários anos, perguntei aos meus alunos: ‘O que vocês consideram os principais problemas de nossa sociedade?’ Obtive as respostas usuais: desintegração da família, guerra nuclear, ecologia. Então alguém disse ‘solidão’. Eu perguntei: ‘Quantas pessoas aqui se sentem basicamente sós?’ Todos levantaram as mãos. Fiquei estarrecido. Então perguntei a outro grupo maior de pessoas, com um espectro mais amplo de tipos, e todas, exceto duas, levantaram as mãos. Assim fiquei interessado na solidão. Então um estudante de trinta e cinco anos de idade proveniente da Nigéria disse: ‘Você sabe, quando cheguei à Inglaterra proveniente da Nigéria, não entendia o que as pessoas queriam dizer quando falavam que estavam sós. Somente agora, depois de estar morando nos Estados Unidos por dois anos, é que sei o que significa estar só.' Na cultura dele, a solidão simplesmente não existia; eles tampouco tinham uma palavra para ela. Havia muito sofrimento, muita dor, muita tristeza, mas não solidão. O que é essa solidão que estamos experimentando? As pessoas ficam separadas não somente umas das outras, mas também de uma força harmonizadora em si mesmas. Não se trata somente de ‘Eu estou só’; trata-se do ‘Eu’ estar sozinho. Estamos desprovidos de um relacionamento harmonioso essencial com alguma força universal. Para mim, eis por que a solidão é um fenômeno importante que se deve entender” (Dean Ornish, Salvando o Seu Coração, Editora Relume-Dumará, c.4, 1995).

Há uma solidão básica, universal, nos seres humanos. Falta algo. A percepção dessa falta não é comum a todos. Não é fácil perceber isso. Pode assustar e doer. Quanto melhor se percebe tal solidão, e quanto mais ajuda se obtém para lidar com ela construtivamente, mais cedo se pode administrá-la e, assim, evitar atitudes destrutivas para tentar encobri-la, como compulsões, por exemplo. A resolução dessa solidão envolve dois níveis de atuação e de convivência. Um vertical e outro horizontal. É como a cruz, com os dois paus, um apontando para o alto e o outro para os lados, direito e esquerdo. Isso significa que o ser humano precisa de relacionamentos “horizontais”, ou seja, com outros seres humanos, e “vertical” com um Poder Superior bom, que eu chamo Deus.

A necessidade desses dois níveis de relacionamento não é algo para a pessoa decidir se precisa ou não. Ela precisa. A diferença é que muitos não sentem, não creem que necessitam. Não sentir e não crer não é a palavra final quanto à necessidade profunda do indivíduo. Melhorar a qualidade da vida afetiva é uma necessidade na relação horizontalizada. Por “vida afetiva” me refiro à compaixão pelas pessoas, empatia, sensibilidade, não-competitividade, compartilhar, expressar o afeto verbalizando-o, transmitindo-o em gestos também. Melhorar a intimidade afetiva é uma necessidade e isso não está relacionado com intimidade sexual obrigatoriamente. Muitos têm intimidade sexual mas não conseguem intimidade afetiva. Não conseguem amar. Só “transar”. “Transar” – ter relações sexuais – é o mais fácil num relacionamento. Agora, amar...

Talvez você tenha vivido perdas afetivas significativas em sua vida na infância e adolescência, chegando à vida adulta com dores emocionais e medo de novos relacionamentos íntimos. A frustração do passado, quando você tentou se aproximar e ter intimidade com pessoas afetivamente importantes em sua vida, pode ter causado uma barreira dentro de si mesmo contra novas relações íntimas. Ficou o vazio “horizontal”, nas relações humanas. E é preciso vencer isso, arriscar se abrir, não ter medo do medo da frustração e avançar, com simplicidade e prudência.

Vá com calma nos novos relacionamentos, mas vá. Evite colocar expectativas altas demais nas respostas afetivas das pessoas. Há pessoas confiáveis com quem você poderá se abrir. E as não confiáveis com quem você se relacionará com respeito, mas com alguma distância, dependendo da situação. É mais importante melhorar a qualidade da intimidade afetiva com poucos amigos, do que aumentar o número deles e permanecer superficial.

(Cesar Vasconcellos de Souza, www.portalnatural.com.br)

Câncer no intestino cresce no País

O câncer de intestino (cólon e reto) será o terceiro tipo de tumor de maior incidência no Brasil em 2010, passando o de pulmão, segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Uma dieta rica em gorduras, carne vermelha e baixo teor de cálcio, além de obesidade e sedentarismo, são fatores que contribuem para esse tipo de câncer.

"Todo mundo sabe que o tabagismo causa câncer, mas pouco se fala sobre a adoção de hábitos alimentares saudáveis. Um alto consumo de vegetais e frutas é fator de proteção contra a doença", disse o diretor-geral do Inca, Luiz Antonio Santini. Segundo ele, a alimentação poderia prevenir o surgimento de 35% de novos casos de câncer e o controle do tabagismo, 30%.

De acordo com a Estimativa 2010-2011 de Incidência do Câncer no Brasil, serão diagnosticados 56 mil novos casos de câncer do intestino até 2011 - 28 mil por ano - e 55 mil no pulmão - 27,5 mil por ano. Nos países desenvolvidos, os tumores intestinais ficam atrás apenas dos localizados na próstata.

Nas regiões mais ricas do Brasil, Sul e Sudeste, o câncer de intestino já está em segundo lugar no ranking. O aumento das estimativas se dá principalmente entre mulheres. O câncer de mama continua a ser o mais prevalente na população feminina, mas os tumores no cólon e reto serão até mais frequentes que o de colo do útero.

"Nessas regiões, as mulheres estão se expondo mais ao tabagismo, sobrepeso, obesidade e sedentarismo", explica o coordenador de Prevenção e Vigilância do Inca, Claudio Noronha. Por outro lado, a cultura de fazer o exame preventivo para o colo do útero (papanicolau) está mais consolidada. (...)

No total, dois em cada mil brasileiros terão algum tipo de câncer em 2010. O Inca prevê 489.270 novos casos da doença no ano que vem (para 2008 e 2009, a previsão foi de 466 mil novos casos por ano). Desse total, 52% atingirão mulheres, e 48%, homens. "Esse resultado se deve à população feminina brasileira ser muito maior que as masculina e elas terem uma expectativa de vida maior", justifica Santini. Ele acrescentou que o câncer é uma doença crônica ligada ao envelhecimento e destacou que 40% desses novos casos poderiam ser prevenidos pelo fim do tabagismo, adoção de hábitos alimentares saudáveis, práticas de atividades físicas e uso de proteção solar. (...)

(Estadão)

Comer devagar pode ajudar no controle do peso

Colocar menores quantidades de alimento na boca e mastigar por mais tempo pode ajudar no controle do peso, segundo estudo publicado na revista especializada Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism. Segundo os pesquisadores, comer mais rapidamente pode atrapalhar a liberação de hormônios responsáveis pela sensação de satisfação, fazendo com que as pessoas comam em excesso. A pesquisa avaliou 17 homens saudáveis que tiveram que, em duas ocasiões diferentes, comer 300 ml de sorvete em cinco e 30 minutos. Analisando amostras de sangue, os pesquisadores observaram que, ao comer mais devagar, os voluntários tinham maior resposta do peptídeo anorexigênico, o que leva a uma redução do apetite.

Os especialistas explicam que o estudo oferece evidências importantes para entender aspectos da atual epidemia de obesidade. “Muitas pessoas, pressionadas por trabalhos e condições de vida demandantes, comem mais rapidamente e em maiores quantidades do que no passado”, ressaltou o pesquisador grego Alexander Kokkinos. “Nosso estudo oferece uma possível explicação para a relação entre a velocidade em comer e a alimentação em excesso, mostrando que a taxa na qual alguém come pode afetar a liberação de hormônios gastrointestinais que sinalizam para cérebro parar de comer”.

(WebMD)

Sono "recuperação" não recupera noites sem dormir

A afirmação: uma pessoa pode "compensar" o sono atrasado dormindo até tarde nos finais de semana. Os fatos: a privação crônica do sono é um fato para a maioria dos americanos. Porém, compensar o sono atrasado não é tão simples quanto dormir até tarde no sábado. Em estudos realizados ao longo dos anos, cientistas descobriram que pode levar uma semana ou mais para que as consequências cognitivas ou fisiológicas das noites mal-dormidas apareçam – até mesmo depois que as horas de sono aumentam.

Em um estudo do Walter Reed Army Institute of Research realizado em 2003, por exemplo, cientistas examinaram os efeitos cognitivos de uma semana de noites mal-dormidas, seguidas de três dias de sono de pelo menos oito horas por noite. Os cientistas descobriram que o sono de "recuperação" não reverteu completamente pioras no desempenho em um teste de tempos de reação e outras tarefas psicomotoras, especialmente no caso de participantes que tinham sido forçados a dormir apenas três ou quatro horas por noite.

Em um estudo similar, realizado em 2008, cientistas do Karolinska Institute, em Estocolmo, descobriram que, quando os participantes dormiam quatro horas por noite em cinco dias, e depois "tiravam o atraso" com oito horas por noite na semana seguinte, eles ainda apresentavam leves deficiências cognitivas residuais uma semana depois, embora eles não relatassem sonolência alguma.

No entanto, em outro estudo, também do Walter Reed Army Institute of Research, cientistas descobriram que as pessoas se recuperavam muito mais rapidamente de uma semana mal-dormida quando ela era precedida por uma semana de "acumulação", que incluía dez horas de descanso.

Em outras palavras, se você sabe que tem pela frente uma semana de pouco sono, tente "adiantar" o sono antes, e não tentar recuperá-lo depois.

Conclusão: é necessário mais do que uma noite com horas a mais de sono para tirar o atraso de noites mal-dormidas.

(G1 Notícias)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Muita força na escovação deixa dentes sensíveis

Escovar os dentes com muita força e o consumo excessivo de alimentos e bebidas ácidos são os principais fatores que levam à sensibilidade dos dentes, segundo dentistas da Academy of General Dentistry dos Estados Unidos. Uma pesquisa com 700 especialistas apontou que um terço dos dentistas indica que o consumo de alimentos ácidos é a principal causa dos dentes sensíveis, seguido da técnica de escovação.

Resultado da irritação do nervo do dente, a sensibilidade dos dentes é caracterizada pelo desconforto ou dor súbita e acentuada em um ou mais dentes, principalmente quando se consome alimentos ou bebidas quentes ou frias demais, quando se inspira ar frio, ou com a pressão sobre o dente. Segundo a Academia, ela afeta pelo menos 40 milhões de americanos adultos.

Segundo o especialista Van B. Hayward, da Escola de Odontologia do Medical College of Georgia, a escovação agressiva e as substâncias ácidas podem desgastar o esmalte dos dentes e afetar também as gengivas. "Quando a camada protetora do esmalte é corroída ou as linhas da gengiva recuam, um tecido mais sensível no seu dente – chamado dentina – pode ficar exposto", explicou o dentista. "A dentina se conecta ao centro do nervo interno do dente, então, quando ela está desprotegida, o centro nervoso pode ser deixado sem escudo e vulnerável a sensações, incluindo a dor".

Além dessas duas causas principais citadas na pesquisa, os dentistas relataram que alguns cremes dentais, enxaguantes bucais e produtos para branquear os dentes, além de dentes quebrados ou rachados, bulimia e refluxo, podem contribuir para a sensibilidade dos dentes.

Para aliviar o problema, os especialistas recomendam: usar um creme dental especial para dentes sensíveis; usar uma escova de cerdas macias; ter boa prática de higiene oral, usando fio dental regularmente e escovando os dentes pelo menos duas vezes por dia durante dois ou três minutos; manter a escova em ângulo de 45 graus, escovando delicadamente em movimentos circulares, com a escova na ponta dos dedos, e não na palma da mão; e evitar alimentos e bebidas ácidas, como refrigerantes e alimentos cítricos.

(Academy of General Dentistry, press release, novembro de 2009)

Leia também: "A força dos dentes"

Cafeína interfere na produção hormonal feminina

Um estudo que acaba de ser finalizado pela Escola Médica de Harvard indica que a cafeína afeta a produção de estrogênio e de outros hormônios sexuais femininos, podendo favorecer casos de câncer de mama e nos ovários. Os especialistas ainda não desvendaram os detalhes da relação entre a substância e o risco de câncer. Mas, conhecendo a influência dos hormônios sexuais na doença, a hipótese é que a variação hormonal causada pela substância acabe aumentando a incidência de câncer quando já existe a propensão.

"Segundo a IFIC (International Food Information Council), o ideal é consumir, no máximo, 300 mg de cafeína por dia, o que equivale a três xícaras de café", afirma a nutricionista Roseli Rossi, diretora da Clínica Equilíbrio Nutricional [mas por que arriscar? O ideal mesmo é nenhuma...]. Para ultrapassar esse limite, sem temer os riscos, ela indica uma consulta com o cardiologista ou, no caso das mulheres, até mesmo com o ginecologista. Para chegar a esta conclusão, os médicos acompanharam 1.200 mulheres, verificando a relação entre o consumo de cafeína e as variações hormonais.

As pacientes ainda preencheram vários questionários, relatando hábitos alimentares e descrevendo o estilo de vida, além de fornecerem amostras sanguíneas para avaliação das dosagens hormonais. Após a análise dos dados, foi confirmado que quanto maior o consumo de cafeína numa mulher em pré-menopausa, menores são os níveis do hormônio estradiol na segunda metade do ciclo menstrual. (...)

Onde ela está? Não é somente o café que contém a substância polêmica:

Refrigerantes tipo cola - lata (355 ml) - 37 a 45 mg de cafeína
Café coado - 1 xícara pequena (50 ml) - 39 mg de cafeína
Café coado - 1 xícara grande (240 ml) - 186 mg de cafeína
Café instantâneo - 1 xícara pequena (50 ml)- 22 mg de cafeína
Café instantâneo - 1 xícara grande (240 ml) - 106 mg de cafeína
Chá [preto] em saquinho - 1 xícara grande (240 ml) - 3,2 mg de cafeína
Leite com achocolatado - 1 copo (240 ml) - 5 mg de cafeína
Chocolate ao leite - 30 g - 60 mg de cafeína

(Yahoo Minha Vida)

domingo, 22 de novembro de 2009

Estresse no início da vida modifica comportamento


Um estudo alemão recentemente publicado na revista científica Nature Neuroscience indica que o estresse nos primeiros anos de vida pode ter um impacto significativo nos genes, podendo resultar em problemas de comportamento. A partir de testes com ratos, os cientistas descreveram que os pequenos estressados produzem hormônios que modificam os genes, o que afetaria o comportamento ao longo da vida. No estudo, os pesquisadores separaram os filhotes das mães três horas por dia durante dez dias. "Foi um estresse muito leve, e os animais não foram afetados em nível nutricional, mas eles se sentiram abandonados", explicaram os autores. E eles notaram que aqueles que haviam se sentido dessa forma no início da vida eram menos capazes de lidar com situações estressantes ao longo da vida, além de apresentarem pior memória.

De acordo com os autores da pesquisa, esses efeitos são causados por "mudanças epigenéticas", em que a experiência estressante muda o DNA de alguns genes. E esse processo ocorreria em dois momentos: quando os filhotes são estressados, produzem altos níveis de hormônios do estresse; e esses hormônios "ajustam" o DNA de um gene que codifica um hormônio específico do estresse chamado vasopressina. "Isso deixa uma marca permanente no gene da vasopressina", explicou o cientista Christopher Murgatroyd, destacando que "esse gene é programado para produzir altos níveis desse hormônio ao longo da vida".

Na pesquisa, os cientistas mostram que esse processo envolvendo a vasopressina está por trás de problemas de comportamento e de memória. Quando eles deram, aos ratos adultos, drogas que bloqueavam os efeitos do hormônio, o comportamento dos roedores voltou ao normal.

Os autores acreditam que os resultados dos testes com ratos possam ser replicados em humanos, e eles já estão investigando como o trauma na infância pode levar a problemas como depressão. "Há forte evidência de que adversidades como abuso e negligência durante a infância contribui para o desenvolvimento de doenças psiquiátricas, como a depressão", destacaram. "Isso ressalta a importância do estudo de mecanismos epigenéticos nos distúrbios relacionados ao estresse."

(BBC News, 8 de novembro de 2009)

Nota: Embora dizer isso seja como "chover no molhado", essa pesquisa reforça a necessidade de que o lar seja um ambiente de paz e manifestação de amor, a fim de que a criança tenha um ambiente favorável ao seu desenvolvimento.[DB]
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