segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Ingestão de marisco aumenta risco de diabetes

A ingestão regular de peixe branco e gordo protege contra o desenvolvimento da diabetes tipo 2. No entanto, a ingestão de marisco parece ter um efeito contrário, revela um estudo publicado na revista Diabetes Care. Para esse estudo, os pesquisadores da University of Cambridge, no Reino Unido, contaram com a participação de 9.801 homens e 12.183 mulheres saudáveis, com idades compreendidas entre os 13 e os 18 anos, os quais forneceram dados relativos ao seu consumo semanal de marisco e peixe branco, nomeadamente, bacalhau, linguado ou peixe gordo, como a cavala, arenque, atum e salmão.

O estudo revelou que, ao longo de um período médio de 10 anos, 725 participantes desenvolveram diabetes tipo 2 e que o risco de desenvolvimento dessa patologia foi cerca de 25% menor nos participantes que ingeriram uma ou mais porções de peixe branco ou gordo por semana.

Inesperadamente, os investigadores verificaram que os participantes que ingeriram quantidades semelhantes de marisco, principalmente camarão, caranguejo e mexilhões, tinham um risco 36% maior de desenvolverem diabetes tipo 2.

O baixo risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2 relacionado com a ingestão de peixe branco e gordo e o risco elevado com a ingestão de marisco mantiveram-se mesmo quando os pesquisadores tiveram em conta alguns fatores de risco para a diabetes, nomeadamente a atividade física, a obesidade e o consumo de álcool, de frutas e vegetais.

Na opinião da líder do estudo, Nita Forouhi, a relação entre o consumo de marisco e o risco de diabetes requer ainda mais estudos."

(Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo)

Comentário de Ana Carolina, aluna adventista do curso de Medicina da PUC-SP: O capítulo 11 do livro de Levítico traz, de forma detalhada, especificações da lei mosaica sobre animais próprios ou não para a alimentação humana. No versículo 12 desse capítulo, encontramos um expressa recomendação contra os assim chamados frutos do mar: “Todo o que nas águas não tem barbatana ou escamas será para vós outros abominação.”

Alimentação, nutrição e leis dietéticas são um tema bíblico amplo que começa com a criação de plantas por Deus para servir de alimentação para Adão e Eva. Isso demonstra que antes mesmo de criar o ser humano, Deus criou alimento para ele. Isso deve representar algo para o homem moderno, assolado por diversas doenças causadas por um regime alimentar inadequado.

As leis dietéticas delineiam cuidadosamente o que Deus queria que o homem comesse ou não (alimentos puros e impuros). A classificação dos alimentos, desde então, tornou-se parte da religião, lei e cultura hebraicas. Aderir a essas leis simbolizava a obediência e o amor a Deus por parte do Seu povo. Mesmo no cativeiro, essas leis ajudaram o povo de Deus a manter-se unido como uma nação separada. A obediência de Daniel, ao comer apenas alimentos limpos, apesar da imensa variedade que vinha da mesa do rei, é admirável.

A sociedade contemporânea nos oferece hoje um banquete, provavelmente muito maior do que aquele que foi oferecido a Daniel e seus amigos. No entanto, a mesma sociedade gasta, anualmente, bilhões para tratar doenças decorrentes de uma alimentação deturpada. No entanto, o lucro que se consegue com a indústria de alimentos, bebida e tabaco é muito superior aos gastos que se tem ao tratar das pessoas que ficam doentes em decorrência desses produtos.

Deus, no intuito de proteger Seus filhos, Se preocupou com nosso estilo de vida antes mesmo de nos criar e detalhou em Sua palavra a receita para a saúde e a felicidade plena.

Devemos aproveitar o alimento na medida em que precisamos dele, fazendo escolhas saudáveis e em porções apropriadas, lembrando que, ao fazê-lo, honramos a Deus, que escolheu nada menos que nosso corpo para ser Seu templo.

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