quinta-feira, 30 de junho de 2011

Vida urbana afeta cérebro humano

Um estudo publicado [na] quarta-feira (22) mostra que a vida urbana afeta o cérebro, mostrando a relação entre a ativação de duas regiões do cérebro e o fato de as pessoas terem crescido ou viverem em cidades. “Basicamente a atividade cerebral em situações de estresse está ligada à urbanicidade [o fato de viver na cidade]”, afirmou ao iG Andreas Meyer-Linderberg, da Universidade de Heidelberg, na Alemanha, principal autor da pesquisa, publicada no periódico especializado Nature. Estudos anteriores já haviam mostrado que a saúde mental das pessoas é afetada negativamente pela vida urbana. Problemas relacionados à ansiedade, por exemplo, são mais prevalentes em pessoas que vivem em cidades e a incidência de esquizofrenia é maior em pessoas nascidas e criadas em regiões urbanas, mas ninguém havia ainda buscado medir os processos neurais por detrás deles.

Meyer-Linderberg tomou exatamente esta direção: coletar dados da reação do cérebro a situações de estresse. Em conjunto com um grupo de pesquisadores, ele analisou o que ocorria com o cérebro de estudantes alemães enquanto estes realizavam testes matemáticos e recebiam feedback positivo ou negativo. Ao serem submetidos à situação de estresse (feedback negativo), o cérebro dos jovens que haviam crescido em cidades ou que vivem em centros urbanos ficou mais ativo do que os que crescerem ou vivem em áreas rurais. Em especial, a diferença se deu em duas áreas relacionadas ao processamento das emoções, a amigdala (no caso dos que cresceram nas cidades) e o córtex cingulado anterior (no caso dos que habitam nelas). Ou seja: crescer e viver em áreas urbanas afeta a forma como os neurônios processam o estresse.

A descoberta foi feita com base em imagens produzidas por ressonância magnética funcional, uma técnica de visualização de ativação do cérebro em tempo real. [...]

(Último Segundo)

Nota: Segundo a Bíblia, o ser humano foi criado num jardim, para viver em harmonia com a natureza e não em selvas de pedra.[DB]

Espanha faz alerta sobre consumo de atum

De acordo com as recomendações da agência, citadas pelo diário espanhol El País, em causa está o elevado nível de mercúrio que os grandes peixes podem conter, assim como o cádmio dos crustáceos e os nitratos presentes em alguns legumes. Até agora a Agência Espanhola de Segurança Alimentar e Nutrição recomendava que as grávidas e as crianças com menos de três anos não consumissem mais do que 100 gramas de espadarte ou de cação uma vez por semana, ou mais de duas porções de atum. Isso porque essas grandes espécies acumulam nos seus tecidos gordos o mercúrio que absorvem através das guelras e na sua forma mais tóxica: o metilmercúrio. O mercúrio é um químico que está presente naturalmente no ambiente, mas também resulta da poluição industrial. Quase todos os peixes contêm metilmercúrio, mas as espécies com vida mais longa e os predadores maiores, como o tubarão ou o espadarte, acumulam maiores quantidades da substância e oferecem maior risco para a saúde dos consumidores habituais – o que é agravado nos casos das grávidas e crianças com menos de três anos.

O período pré-natal é a fase da vida humana mais susceptível à exposição ao metilmercúrio, sendo mais grave quando ocorre no segundo trimestre da gravidez, podendo provocar atrasos no crescimento e danos neurológicos permanentes. Tal fato é explicado pela maior sensibilidade do sistema nervoso em desenvolvimento que apresenta uma barreira hematoencefálica mais permeável devido a uma imaturidade do sistema de transporte e na capacidade de fazer de barreira, facilitando a absorção do metilmercúrio. [...]

“Concluímos não só que não havia margem para relaxamento, como que a maioria das mulheres e das crianças já estão próximas dos limites aceitáveis desse tóxico”, disse ao El País Victorio Teruel, responsável pela área de gestão de riscos químicos da Agência Espanhola de Segurança Alimentar e Nutrição. E explicou que agora a recomendação é de que as grávidas e crianças com menos de três anos não comam de todo espadarte, tubarão ou atum e que as crianças dos três aos 12 não ultrapassem os 50 gramas por semana. [...]

(Público)

Nota: Para os que comem peixe, em relação ao atum, talvez o melhor seja seguir a recomendação: na dúvida, não ultrapasse. Note que esses riscos praticamente não existem para aqueles que seguem as recomendações de Levítico 11, que dizem respeito, também, ao não consumo de peixes que não tenham barbatana e escamas.[DB]

terça-feira, 21 de junho de 2011

A ciência adverte: fumar maconha emburrece

Um recente estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) acaba de ratificar o que já havia sido objeto de pesquisa em outros países: o hábito de fumar maconha frequentemente, mesmo que em pouca quantidade, pode danificar seriamente a área do cérebro responsável pela memória. Por sua vez, [...] a chamada “corrente progressista” - são cerca de 190 milhões de usuários no mundo segundo a ONU - que luta pela legalização do cultivo, venda e consumo da maconha, acaba de sofrer um duro golpe. Nos EUA, a Califórnia, primeiro estado a oficializar o uso medicinal da cannabis em 1996, rejeitou, em referendo popular, tal proposta. Mesmo para uso medicinal o uso da maconha foi ainda rejeitado, pela corrente de conservadores, nos estados de Oregon e Dakota do Sul. Medida de bom senso contra uma droga, com seu componente psicoativo (tetrahidrocannabinol - THC), cada vez mais potente hoje - vide a maconha hidropônica - que nada tem de tão recreativo assim.

Uma opinião, das mais importantes, já citada inclusive em artigo do jornalista Jorge Antônio Barros de O Globo, que coloca em xeque o pressuposto de que a maconha é uma droga inofensiva, parte da diretora do Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas (EUA), a mexicana Nora Volkow, ao afirmar: “Há quem veja a maconha como uma droga inofensiva. Trata-se de um erro. Comprovadamente, a maconha tem efeitos bastante danosos. Ela pode bloquear receptores neurais muito importantes. Estudos feitos em animais mostraram que, expostos ao componente ativo (THC) há interferências sob controle do apetite, memória e humor. Isso causa desde aumento da ansiedade, até a perda de memória e depressão. [...]

A professora de psiquiatria Maria Teresa Costa de Aquino, da FCM/UERJ, diretora do Nepad (Núcleo em Atenção ao Uso Indevido de Drogas), no Rio, afirma que a maconha pode causar síndrome amotivacional, um estado letárgico de falta de motivação para o trabalho, estudo, atividades físicas e outras tarefas do dia a dia. “A maconha de que falamos hoje não é a mesma de 20 ou 30 anos atrás.A percentagem de substância alucinógena é bem maior”, diz a estudiosa.

Outros estudiosos afirmam que a maconha, em uso contínuo, pode levar os dependentes a um estado agressivo exacerbado e dar causa a episódios psicóticos. [...]

Chega agora a notícia de que o uso prolongado do álcool - droga lícita - causa talvez mais danos do que o crack e a heroína. [...] Já nos bastam os males causados em todo mundo pelo alcoolismo e o tabagismo. Drogas não agregam valores sociais positivos. Há outros prazeres para os jovens, na vida, sem que necessitem da busca (falsa) do “mundo colorido” através de estados alterados de consciência. O bom senso determina a proteção de nossas futuras gerações no posicionamento contrário à descriminalização de drogas. Aos pais e responsáveis fica o alerta de que, neste caso, o preço da felicidade é a eterna vigilância de seu filhos. A maconha é uma perigosa porta aberta para o caminho da destruição.

(Milton Corrêa da Costa, O Globo)

Nota: A despeito de todos esses males, o STF aprovou que se façam manifestações (marchas) de apoio ao uso da maconha. O estilo de vida desregrado (chamado por alguns de “liberdade”) e o estilo de vida homossexual, assim como o consumo de drogas (“lícitas” ou não) também são comprovadamente prejudiciais à saúde, no entanto, cedendo a prossões, os governantes e magistrados têm dado apoio a manifestações que enaltecem essas coisas. Mundo difícil o nosso...[DB]

Estresse é transmitido por gerações

Pais passam seus genes para filhos, que são iguais aos recebidos dos avós. Esse é o senso comum, mas, com o passar do tempo, o determinismo genético tem sido menos aplicado na medicina. Por outro lado, hábitos adquiridos e alterações causadas pelo ambiente são cada vez mais detectados. Comer muito fast food, fumar e levar uma vida estressante pode deixar marcas que serão carregadas por gerações. O organismo se adapta ao meio e isso é transmitido geneticamente para os descendentes. E não é só em questões físicas, mas também em predisposições genéticas para doenças, como o diabetes e o câncer, e suscetibilidade ao estresse. A epigenética, como é conhecido esse fenômeno, foi um dos temas do 7º Congresso Brasileiro Cérebro, Comportamento e Emoções, [de] 15 a 18 de junho, em Gramado, RS. “O DNA de uma pessoa é sempre o mesmo, mas ele possui marcadores que levam à diferenciação celular, por exemplo, o que indica que uma célula vira pele e outra, neurônio. E o ambiente também influência a expressão genômica”, explica o psiquiatra Marcelo Allevato. Os tais marcadores indicam ainda características comportamentais e cognitivas.

Segundo ele, doenças metabólicas, como diabetes, podem ser influenciadas pelos hábitos alimentares dos pais. Quem come muito açúcar e gordura pode ter alterações genéticas que vão determinar se seus filhos terão mais vulnerabilidade a esses ingredientes e doenças correlatas. Filhos de mães que já fumaram alguma vez na vida têm risco aumentado de câncer no pulmão e obesidade, também por mudanças na genética da mãe que são passadas para o filho.

Quando somos jovens o DNA tem mais plasticidade e por isso é mais suscetível a essas alterações, com o passar dos anos, certos trechos são inativados e outros são expressos de acordo com o ambiente.

“A Holanda é um dos países com maior estatura média da população. No pós-segunda-guerra, o país enfrentou falta de comida, e a população ficou mais baixa. Mesmo após algumas gerações bem alimentadas, a alta estatura demorou a voltar na maioria dos holandeses. Esse é um sinal de como o ambiente influenciou nas características genéticas”, conta Allevato.

O médico faz uma pergunta que cabe a todos nós: “Até que ponto vale a pena viver uma vida estressante e arcar depois com sequelas como diabetes, depressão, ansiedade e transtornos do sono?” Para ele, mesmo que por um pequeno período de tempo, o estresse pode acarretar danos para o resto da vida.

Uma pesquisa feita com mulheres grávidas durante os atentados do 11 de setembro no World Trade Center indicou que o estresse passado por elas passou para os bebês. Os níveis de cortisol (hormônio do estresse) eram baixos tanto nas mulheres que apresentavam transtorno de estresse pós-traumático quanto em seus filhos com menos de um ano.

“Percebemos que há uma mudança biológica, não sei se podemos atribuí-las à genética, mas com certeza algo foi programado diferente”, explica Rachel Yehuda, líder da pesquisa da Escola de Medicina Monte Sinai, em Nova York (EUA).

Outro estudo, em Atlanta, analisou filhos de moradores de um bairro rico e de um pobre da cidade, e constatou que filhos do primeiro grupo apresentavam maior vulnerabilidade ao estresse e depressão.

(UOL Ciência e Saúde)

Nota: Isso coloca responsabilidade ainda maior sobre os ombros daqueles que pretendem ser pais. O estilo de vida que adotamos, além de trazer impactos positivos ou negativos sobre nós mesmos, vai afetar a vida dos nossos descendentes. Viver de acordo com a vontade de Deus é, também, lima prova de amor ao próximo – ao próximo filho, neto...[DB]

terça-feira, 24 de maio de 2011

As crianças de hoje são mais fracas

Se você é mãe ou pai, deve lembrar sempre seu preguiçoso filho do quanto você se divertia quando era criança: subia em árvores, corria descalço, escalava paredes, etc. Mas hoje? Hoje tudo que as crianças fazem é ficar no computador ou em frente à TV. Os resultados de uma nova pesquisa levam a preocupações sobre o impacto na saúde das crianças causado pelo abandono de atividades ao ar livre. Esse abandono de atividades tradicionais está deixando as crianças de 10 anos fisicamente mais fracas do que as de uma década atrás. Elas se cansam rápido, são menos capazes de se pendurar em uma parede ou barra, e têm geralmente menos massa muscular. Normalmente, essas atividades tradicionais aumentavam a força das crianças, tornando-as capazes de se levantar e segurar seu próprio peso corporal. Os pesquisadores britânicos estudaram o quão forte era um grupo de 315 crianças de 10 anos em 2008 em comparação a 309 crianças da mesma idade em 1998. Eles descobriram que mesmo que as crianças tivessem a mesma relação de altura e peso, elas ficaram mais fracas, menos musculosas e incapazes de fazer tarefas físicas que as gerações anteriores achavam fáceis.

Em particular, o número de flexões que as crianças de 10 anos podiam fazer diminuiu 27,1% entre 1998 e 2008, a força do braço caiu 26% e a força de preensão 7%. Uma em cada 10 crianças não conseguia segurar seu próprio peso, quando penduradas em barras. Pesquisas anteriores mostraram que as crianças estão se tornando menos ativas e mais sedentárias e, em muitos casos, mais pesadas do que antes. Mas o novo estudo também descobriu que as crianças em 2008 tinham o mesmo índice de massa corporal (IMC) das da década anterior.

Isso sugere que é o tipo de atividade que a criança faz que mudou. A saúde e segurança impostas atualmente estão impedindo que elas escalem árvores e brinquem com cordas, que costumavam ser práticas correntes para as crianças do passado.

Agora, as autoridades escolares não deixam mais isso acontecer. Segundo os pesquisadores, cair de uma árvore costumava ser uma boa lição em como aprender a escalar melhor. Agora, o medo de repreensão faz com que a criança nem tente subir mais.

Mas o que seria melhor: que ela fosse livre para praticar atividades ao ar livre, ou que ela ficasse em segurança jogando videogame dentro de quatro paredes, sem ver um raio de sol?

(Hypescience)

Nota: Há um século, Ellen White escreveu: “Muitas crianças foram arruinadas para a vida em razão de se exigir demais do intelecto e negligenciar fortalecer o físico. [...] A mente foi-lhes sobrecarregada com lições quando não deviam ser forçadas, antes contidas até que a constituição física estivesse suficientemente forte para suportar esforço mental. As criancinhas devem ser deixadas tão livres como cordeiros e correr ao ar livre, soltas e felizes, dando-lhes as melhores oportunidades de lançarem bases para uma constituição sadia” (Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 79).

Como está seu casamento?

Muitas vezes um casamento vai bem e acaba abalado por causa de um relacionamento inesperado com uma terceira pessoa. Começa de maneira inocente e agradável, torna-se cada vez mais envolvente. Por fim, traz complicações e desgraças para muita gente. Não foi um acidente ou “um grande amor que surgiu”. Foi um relacionamento do qual o casamento deveria ter sido protegido. Não seja ingênuo, pensando que isso só acontece com os outros. Muita gente boa já caiu exatamente por ser ingênua assim. Lembre-se de 1 Coríntios 10:12. Por isso, proteja seu casamento. Eis algumas dicas.

TENHA BOM SENSO COM SUAS COMPANHIAS. Evite gastar tempo desnecessário com alguém do sexo oposto. Muitos casos surgem por não se agir assim. Um executivo precisa de aulas particulares de inglês e contrata uma jovem professora. Contrate um homem. Não significa que cada contato com alguém do sexo oposto seja porta para adultério. Significa evitar oportunidades para cair. Companhia contínua cria intimidade. Intimidade com o sexo oposto traz problemas.

TOME CUIDADO COM CONFIDÊNCIAS. A pessoa mais íntima de alguém deve ser seu cônjuge. Segundo a Bíblia, são “uma só carne”, isto é, uma só pessoa. Se há aspectos de seu relacionamento que você não pode compartilhar com a(o) esposa(o) e compartilha com alguém do sexo oposto, a coisa está ruim. As pessoas tendem a se solidarizar com quem sofre, e a proximidade emocional se torna perigosa. Um homem que se queixa de sua esposa para outra mulher está traçando um caminho perigoso. Isso vale para quem faz e para quem ouve confidências.

EVITE MOMENTOS A SÓS. Decida não ter momentos privados com alguém do sexo oposto. Se um(a) colega de trabalho pedir para ter um almoço com você, convide uma terceira pessoa. Se necessário, não se constranja em compartilhar os limites que você e seu cônjuge concordaram ter no seu casamento. É melhor ser visto como rude que vir a cair em pecado.

VIGIE SEUS PENSAMENTOS. Cuidado com o que pensa. Se você só se detém nos defeitos de seu cônjuge, qualquer outro homem ou mulher parecerá melhor. Faça uma lista das coisas que inicialmente lhe atraíram em seu cônjuge. Aumente o positivo e diminua o negativo. Evite filmes, conversas, sites e literatura que apologizam o adultério. Lembre-se de Colossenses 3:2.

EVITE COMPARAÇÕES. Um homem trabalha com uma mulher perfumada, maquiada, bem vestida. Em casa encontra a esposa, com criança no colo, cabelo desfeito, banho por tomar. Uma mulher encontra um homem compreensivo com quem pode se abrir, e se sente mais à vontade com ele do que com o esposo. Ignoraram situações e contextos diferentes. Foram iludidos pelo irreal. Lembre-se do pródigo: o mundo lhe era fascinante, mas terminou num chiqueiro. As aparências iludem, porque o mundo em que vivemos em casa é o real. O mundo de relacionamentos fora de casa é sempre artificial.

EVITE A SÍNDROME DO RETORNO. É a ideia de que a vida sentimental e sexual caiu na rotina, e agora a pessoa “renasceu”. Já vi inúmeros casos assim: “Eu renasci”, ou: “Eu me senti jovem, de novo”. Não banque o adolescente. Você é um adulto com responsabilidades e com uma pessoa com quem partilha a vida. Construa sua vida com seu cônjuge. Se sua vida conjugal “fossilizou”, há outros caminhos. Revigore-a com seu cônjuge. Há pessoas que sempre se fossilizam e pulam de relacionamento em relacionamento, procurando o que não produzem. Temos o que produzimos.

PONHA SEU CORAÇÃO NO SEU LAR. A solidez do casamento vem pelo tempo que os cônjuges gastam juntos. Conversas, risos, passeios, programas comuns. Se você não sai com seu cônjuge, marque datas para os próximos meses. Vocês devem ter um ao outro como o melhor companheiro. Mantenham o clima de namoro: querer estar junto com a pessoa. Orem juntos. Dificilmente duas pessoas que oram juntas brigarão entre si. Sejam parceiros espirituais.

INVISTA EM SEU CÔNJUGE. O marido da mulher virtuosa é conhecido quando se levanta em público (Pv 31:23). A ideia é que ele está bem vestido e se vê o caráter dela pela roupa dele. Uma boa esposa é um bom tesouro (Pv 18:22). De bom tesouro, cuida-se, e evita-se perdê-lo. Marido: mulher bem tratada é um grande investimento. O retorno emocional é garantido. Mulher: marido bem tratado é um grande investimento. O retorno emocional é garantido.

BUSQUE AJUDA. Havendo problemas, busque ajuda. Primeiro em Deus. Lembre-se de Tiago 1:5. Busque orientação de pessoas mais experientes ou de seu pastor. Evite que o problema se avolume. Evite conselhos de gente que não tem o que dizer. Os amigos de Roboão lhe deram maus conselhos (1Rs 12:6-12). Nessa busca de ajuda, evite pôr mais lenha na fogueira. E evite também a raiz de amargura (Hb 12:15). Busque ajuda e não um juiz a seu favor.

CONCLUSÃO. Bons casamentos não acontecem por acaso. São produto de muito trabalho e da graça de Deus. Boa parte do trabalho é investimento emocional no relacionamento conjugal. “Vender a alma” para o cônjuge. Mas investir sem proteger é problemático. É preciso levantar cercas contra os problemas externos, porque os internos são mais vistos e os dois os vivenciam. Não permita brechas. Não dê armas ao inimigo.

(Blog da Família)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Bactéria resistente contamina 25% da carne americana

Pedaços de carne obtidos em mercados de cinco cidades dos Estados Unidos revelaram a existência de uma bactéria resistente em quase 25% da carne bovina, de frango, porco e peru oferecida aos consumidores, demonstra um estudo publicado nesta sexta-feira. O estafilococo aureus, bactéria que pode provocar infecções na pele, pneumonia, septicemia ou endocardite, foi encontrado em 47% das mostras, segundo o estudo publicado pela revista Clinical Infectious Diseases. Mais da metade (52%) das amostras infectadas continha uma dura cepa do estafilococo aureus, resistente a pelo menos três tipos de antibióticos. Na maioria dos casos, a bactéria morre durante o preparo do alimento, mas os riscos de contaminação podem estar na manipulação da carne crua na cozinha e de outros utensílios, ou no consumo de carne muito mal passada.

“Pela primeira vez, sabemos quanto de nossa carne e aves está contaminada com um estafilococo resistente aos antibióticos, e é essencial saber”, afirmou Lance Price, do Translational Genomics Research Institute de Phoenix, Arizona, coordenador do estudo. “O assunto é preocupante e exige atenção sobre como são utilizados os antibióticos na atual produção de alimentos para animais”, completou Price, para quem “provavelmente” a bactéria resistente “está na comida dos próprios animais”.

O estafilococo aureus não figura entre as quatro bactérias que habitualmente o governo americano busca nas análises que faz da carne: salmonela, campylobacter, escherichia coli e enterococo.

Mais de dois milhões de pessoas são infectadas nos Estados Unidos anualmente com estas bactérias. Centenas delas morrem, com um risco maior para crianças, idosos e pessoas com sistema imunológico vulnerável.

As 136 mostras obtidas incluíram 80 marcas de carne e foram retiradas de 26 mercados nas cidades de Los Angeles, Chicago, Fort Lauderdale (Flórida), Flagstaff (Arizona) e na capital Washington DC.

O estudo mostra que a bactéria foi encontrada dentro da carne e, portanto, não é, em absoluto, provável que a presença seja motivada pela manipulação. A culpa provavelmente recai sobre “as granjas industriais com densidade de estoque, onde os alimentos animais sistematicamente têm pequenas doses de antibióticos (...), ideal para um caldo de cultivo para bactérias resistentes que passam dos animais aos humanos”, destaca o estudo.

“Os antibióticos são os medicamentos mais importantes que temos para tratar infecções por estafilococo; mas quando o estafilococo é resistente a três, quatro, cinco e até mesmo nove antibióticos diferentes - como comprovamos neste estudo -, os médicos ficam com poucas opções”, afirmou Price.

O documento não avalia os riscos para a população desta cepa de estafilococo. “Agora, precisamos determinar o que significa isto em termos de risco para a saúde do consumidor”, disse o co-autor Paul Keim, diretor do Center for Microbial Genetics and Genomics da Northern Arizona University.

(Terra)

Nota: Isso lá nos EUA. Agora imagine países em que a fiscalização é muito menos eficiente... Está na hora de levarmos mais a sério as palavras de Ellen White: “A luz que me é dada é que não tardará muito, teremos de abandonar o uso de alimentos animais. Mesmo o leite terá de ser rejeitado. Acumula-se rapidamente a doença. Acha-se sobre a Terra a maldição de Deus, porquanto os homens a arruinaram. Os hábitos e práticas dos homens levaram a Terra a tal condição que algum outro alimento precisa substituir a carne para a família humana. Não necessitamos absolutamente de alimento Cárneo. Deus nos pode dar outra coisa” (Conselhos Sobre o Regime Alimentar, p. 384, 385). Evidentemente que tudo deve ser feito com equilíbrio e oração. Precisamos pesquisar para saber que “outro alimento” usar em lugar da carne. Mas precisamos tomar sérias atitudes a esse respeito.[DB]

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Até o consumo moderado de álcool causa câncer

Mesmo se consumido moderadamente, o álcool aumenta as chances de surgimento de tumores. É o que revela uma pesquisa de cientistas da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha. Pesquisas anteriores já relacionavam a ingestão de bebidas alcoólicas ao câncer, mas, desta vez, os pesquisadores encontraram indícios de que o risco não está apenas em casos de consumo excessivo de bebida. Até quem consome álcool em quantidade inferior ao limite diário recomendado - o equivalente a uma taça de vinho, uma dose de uísque ou 250 mililitros de cerveja - corre mais risco de sofrer de câncer do que pessoas abstêmias. De acordo com a pesquisa, publicada no British Medical Journal, 1 em cada 10 casos da doença em homens, e 1 a cada 33 nas mulheres, é causado pelo álcool na Grã-Bretanha. Embora a maioria dos casos seja provocada pelo consumo de bebidas em excesso, os pesquisadores britânicos afirmam que o risco existe entre quem consome álcool moderadamente - e as chances de aparecimento de tumores não diminuem significativamente assim que a pessoa abandona definitivamente a bebida.

O álcool é responsável por, pelo menos, 13.000 casos de câncer por ano - incluindo os tumores de mama, boca, esôfago e intestino. Os pesquisadores analisaram dados de 360.000 pessoas com idade entre 35 e 70 anos de oito países europeus. O consumo diário de três doses de bebida para homens e uma e meia para as mulheres foi o ponto de partida para o estudo. Descobriu-se que os tumores de faringe, esôfago, laringe e fígado são os mais comuns entre os causados pelo álcool.

A pesquisa britânica integra a maior investigação já conduzida na Europa sobre a relação entre câncer e alimentação. “Os resultados desse estudo são um reflexo dos hábitos de consumo de bebida que essas pessoas tinham há 10 anos. Mas hoje se bebe ainda mais, e isso pode ser um sério fator de causa para cânceres futuros”, diz Naomi Allen, que participa da pesquisa.

(Veja)

Leia também: "Consumo de álcool começa na juventude"

domingo, 20 de março de 2011

Namoro sério faz bem para a saúde


O namoro tranquilo protege de problemas mentais e obesidade, e induz a manter um estilo de vida com menores condutas de risco e consumo abusivo de álcool e tabaco, conclui um recente estudo. Muitos casais, com anos de convivência em uma relação estável e sólida, mas, às vezes cheias de problemas práticos como fazer compras, pagar contas e cumprir tarefas domésticas, costumam lembrar com saudade da época do namoro, quando viviam um para o outro sob o quente e doce abraço do amor. "Por um lado tínhamos menos dinheiro. Por outro, mais tempo do que agora, mas éramos mais felizes e a vida parecia uma aventura", afirmam Javier e Elena, um veterano casal que, confessa, gostaria de sentir os suspiros do início, "quando eram apenas namorados e curtiam cada instante como se fosse o último". Agora os cientistas acabam de descobrir uma razão adicional, mais relacionada aos problemas de saúde do que aos afãs do amor, para sentir saudades da doce etapa inicial de toda relação, na qual parece que tudo é possível e está prestes a ser descoberto, em que os relacionamentos parecem destinados a durar para sempre.

Pesquisadores do Departamento de Psicologia da Universidade da Flórida (EUA) constataram que os estudantes universitários que namoram firme têm vantagens para saúde similares as dos casados felizes, desde apresentarem menos depressão, ansiedade e estresse do que os solteiros, até menor risco de sofrer doenças graves e crônicas.

No estudo, o médico Scott Braithwaite e sua equipe de psicólogos, investigam se a saúde física e mental pode variar em função da relação romântica não matrimonial e se este tipo de relacionamento também protege de algumas condutas de risco.

O estudo foi feito com a participação de 1.621 universitários com idades entre 18 e 25 anos. Eles responderam sobre o tipo de relação amorosa, se sofriam de problemas psicológicos e afetivos e transtornos da alimentação, se os resultados acadêmicos foram influenciados por gripes, lesões, problemas de sono, bronquite, otites e mononucleose.

Foi levado em consideração ainda o índice de massa corporal dos participantes, assim como o consumo de álcool, tabaco e drogas e a vida sexual durante o ano acadêmico.

Comprovou-se que os estudantes com namoro estável não só têm melhor saúde mental, mas menos sobrepeso e obesidade do que os que permanecem solteiros.

De acordo com analistas da Flórida, o namoro poderia "proteger" contra os comportamentos de risco. Os jovens envolvidos em "relacionamentos românticos" têm menos encontros sexuais do que os solteiros e também abusam menos do álcool.

Os especialistas acreditam que o "efeito protetor" do casamento - os casais felizes tendem a fumar e beber menos, a dirigir de forma mais segura e estar em forma - começa antes de contraí-lo, durante o namoro.

A pesquisa da Universidade da Flórida é uma das primeiras a investigar os efeitos do namoro na saúde. Os efeitos do casamento já foram alvos de outros estudos.

Como exemplo, cita a feita por especialistas da Universidade de Pittsburg, nos Estados Unidos, que descobriram que as mulheres felizes no casamento têm menos problemas para dormir do que as que não mantêm uma relação estável.

"As mulheres felizes no casamento se queixam menos de dificuldades para dormir, de acordar durante a noite ou muito cedo e de sono agitado, se comparadas com as que têm relacionamentos felizes", assinala a professora de Psiquiatria Wendy Troxel, diretora da investigação.

Por sua vez, os casais felizes reduzem o risco de acidente vascular cerebral nos homens, de acordo com outro estudo, liderado pelo médico Uri Goldbourt, professor de medicina preventiva da Universidade de Tel Aviv, em Israel.

A pesquisa descobriu que os homens solteiros e os que não estão à vontade com suas relações parecem estar em maior risco de morrer de derrame, coágulo e ruptura dos vasos sanguíneos que irrigam o cérebro se comparados com os aqueles que têm a sorte de um casamento feliz.

(MSN Notícias)

Nota: Não é à toa que Deus tenha dito, quando da criação do ser humano: "Não é bom que o homem esteja só." O casamento entre um homem e uma mulher foi estabelecido por Deus para ser uma bênção ao ser humano. Fica claro que a estabilidade (compromisso) do casamento e o romantismo dos tempos de namoro são os ingredientes essenciais para um relacionamento feliz e saudável. É preciso investir no casamento para que os cônjuges possam viver os benefícios dessa relação sagrada. Além disso, fica claro, também, que sexo sem compromisso e relacionamentos fugazes como o "ficar" não levam aos mesmos benefícios da relação estável e compromissada. Não poderia ser diferente, já que foi Deus quem projetou o ser humano para relacionamentos corretos. Detalhe: o namoro e o casamento são assuntos tão importantes que a escritora inspirada Ellen White recomenda orar quatro vezes mais quando o assunto é a escolha da(a) companheiro(a) para a vida.[DB]

Bolo de Milho da Gabi

Olá amigos, a receita desta semana é o Bolo de Milho da Gabi. Ela criou essa receita esta semana e tive o privilégio de experimentar. Chamamos de bolo de milho, mas se parece mais com uma pamonha assada. Uma delícia!

Aí vai:

Ingredientes:

3 copos de milho verde cru (não pode ser em conserva)
1 copo de água
1 colher de café de sal
3/4 de copo de açúcar demerara
1/3 de copo de óleo

Modo de fazer:

Bater tudo no liquidificador. Despejar em um pirex untado e enfarinhado. Colocar para assar por 50 min a 230 graus.

Bom apetite!

Karina Carnasale Deana

quinta-feira, 3 de março de 2011

"Quando e por que me tornei vegetariano"

Michelson, qual a sua experiência com o vegetarianismo?

Eu era recém-convertido quando comecei meu curso de jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis, em 1992. Na pensão em que eu morava, havia alguns jovens estudantes adventistas; um deles cursava engenharia de alimentos e o outro, processamento de dados. Os dois eram vegetarianos. Nos tornamos amigos e eles viviam lendo para mim trechos dos livros A Ciência do Bom Viver e Conselhos Sobre o Regime Alimentar, de Ellen White. Aos poucos, fui me convencendo de que o estilo de vida orientado por Deus promove não apenas a saúde física, mas também a saúde mental e espiritual. Entendi que nossa mente (a “antena” de comunicação com o Céu) pode se tornar muito mais clara quando vivemos de acordo com as orientações divinas e nos alimentamos o mais corretamente possível. [Leia mais]

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Slow Living: para uma vida mais calma

Estamos vivendo os tempos da ditadura da FELICIDADE, em letras maiúsculas. Ser feliz virou uma obrigação e, teoricamente, estaria ao alcance de todos. Basta querer muito, fazer muito, se preocupar muito, se inquietar muito, correr muito, comprar muito. Na contramão dessa cultura, há quem busque um estilo de viver de maneira mais calma, com consciência e cuidado, um jeito de morar de forma sustentável, com respeito aos tempos internos, atenção na hora de consumir, leveza nos relacionamentos e responsabilidade ao usar os recursos naturais do planeta.

É o chamado Slow Living, um movimento desencadeado na carona do movimento Slow Food – resposta ao jeito desatento de engolir fast-food. A prática do Slow Living procura não só o caminho de tranquilidade, o tempo de descanso, tempo para o trabalho e para a família, mas também como ter tempo para nós mesmos. É para quem acredita em um estilo de viver mais humano, priorizando a qualidade dos momentos. Vale salientar, portanto, que essa forma de vida significa também estar pronto e produtivo quando necessário. Planejamento, organização e atitude ajudam bastante na materialização dessa proposta. [...]

(Clic RBS)

Nota: O nome pode ser novo, mas o conceito da sábia administração da vida, com períodos de trabalho seguidos de descanso (o sábado) é bem antigo e está na Bíblia. É só lê-la e colocar em prática.[DB]

Jovens vegetarianos precisam ficar de olho no que colocam no prato

[Clique na imagem ao lado para vê-la ampliada.] “Meus pais comem muita carne. Minha mãe comprava galinha e matava em casa. Aquilo mexia comigo. Um dia, fui visitar familiares no Nordeste e eles mataram um porco a marretadas! Como tinham coragem de marretar a cabeça de um bicho que era quase de estimação? Ali eu parei.” Foi assim que Rodolfo Duarte, 23, gerente de restaurante em São Paulo, riscou as carnes do seu cardápio. Mesmo sem presenciar um abate, a estudante Laura Viana, 17, chegou à mesma conclusão. “Comecei a achar que, com tantas opções de alimentos, não era necessário criar animais com o único objetivo de comê-los.” Enfrentando os preconceitos que ainda existem contra vegetarianos (seriam hippies tardios, fracotes) e a pressão dos pais (meu filho vai ficar anêmico?), um grupo crescente de jovens tem optado por não comer animais, movidos mais por questões éticas e ambientais do que de saúde.

Pesquisa da Escola Superior de Propaganda e Marketing no final de 2010 contabilizou 4% de vegetarianos entre jovens de São Paulo e Rio, das classes A, B e C. Nos EUA, um em cada cinco universitários já aboliu a carne.

Segundo Johathan Safran Foer, autor de Comer Animais, “virou um fenômeno político. Quando eles se tornarem jornalistas e políticos, o ponto de vista sobre a questão da carne vai mudar completamente”, diz.

É nas redes sociais, em eventos como a Verdurada (festival de música com comidinhas sem carne), ou na base da curiosidade que os novos vegetarianos se viram. A estudante Ana Carvalho, 15, parou de comer carne há três anos e começou a se encher de pão e doces. No fim de 2009, estava anêmica. Foi um drama. A mãe queria porque queria que ela parasse com aquela história. E Ana concordou em voltar aos bifes. “Só por seis meses.” Assim que o sangue voltou ao normal, ela - de novo - aboliu a carne. “Agora, sigo a dieta indicada por uma médica, com soja, beterraba, cenoura e verduras. Estou ótima”, diz.

Segundo o nutrólogo e hebiatra Mauro Fisberg, docente da Universidade Federal de São Paulo, “aprender com os amigos não basta; é importante procurar a ajuda de um médico ou nutricionista para uma dieta equilibrada”.

“Quando parei de comer carne, parecia que eu é que era a aberração”, diz Thiago Vasconcelos, 18. Nem a mãe dispunha-se a cozinhar para ele. “Eu já sabia cozinhar de forma péssima. Aí, tive de melhorar para ruim.”

Muitos vegetarianos são obrigados a aprender a cozinhar, já que ainda há poucas opções nos restaurantes. Mas conforme tornam-se mais importantes na demografia, grandes indústrias passam a cobiçar o novo mercado. A Perdigão, por exemplo, já oferece produtos como salsicha e hambúrguer de soja. Outras empresas vêm com quibes e linguiças vegetais, bife de glúten e até os inacreditáveis glutadela (mortadela de glúten) e tofupiry (requeijão de tofu).

Já que essa geração de vegetarianos tem mais problemas com os maus-tratos da indústria do abate e seu ônus para o planeta do que com o gosto da carne em si, dá-lhe imitação. “Adoro os industrializados”, diz Iran Pereira, 21, da banda Still Strong. É um vegetarianismo muito além das abobrinhas.

(Folha.com)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Vantagens do vegetarianismo

Em países emergentes, como a China e o Brasil, o consumo de carne está aumentando dramaticamente. Na verdade, o consumo mundial de carne vermelha quadruplicou desde 1961. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) espera que o aumento da prosperidade conduza a uma duplicação da produção mundial de carne até o ano de 2050. A questão é se o nosso planeta, com seus recursos limitados, ainda será capaz de satisfazer todas as nossas necessidades no futuro. “Produzir um quilo de carne consome entre sete e 16 kg de grãos ou soja como ração animal”, afirma o Dr. Peter Eisner, do Instituto Fraunhofer, na Alemanha. “Como resultado, nos EUA, cerca de 80 por cento do grãos produzidos vira alimento para o gado.”

Comparado à produção de carne, o cultivo de plantas para servir de alimento para o homem é consideravelmente menos terra-intensivo. Gasta-se 40 metros quadrados de terras agricultáveis para produzir um quilo de carne, mas o mesmo espaço pode produzir 120 kg de cenouras ou 80 kg de maçãs.

“As plantas são uma fonte de alimentos de alta qualidade, mas elas também podem fornecer matérias-primas para aplicações tecnológicas - e são uma fonte de energia”, salienta o pesquisador. É o caso das sementes de girassol: até agora elas têm sido usadas para a produção de óleo, e seus resíduos servem como alimento para o gado. Como resultado, uma área de 2 ½ acres de terra gera uma renda de cerca de 950 euros.

Se todos os componentes da semente de girassol fossem processados e convertidos para matérias-primas de alta qualidade para a indústria alimentar, indústria de cosméticos e de combustível, a mesma área de terra geraria para o agricultor uma renda de €1.770,00.

Eisner acredita que os ingredientes alimentares à base de plantas podem desempenhar um papel particularmente importante como um substituto para os alimentos de origem animal. Como exemplo, ele apresentou um “substituto do leite” feito de proteínas de tremoço, e adequado como base para a preparação de alimentos como sorvete ou queijo. Esse substituto artificial do leite não contém lactose, tem sabor neutro, é isento de colesterol e rico em ácidos graxos poli-insaturados.

As sementes de tremoço também são o ingrediente básico de uma nova proteína vegetal com propriedades parecidas com gordura, que foi desenvolvida pela pesquisadora Daniela Sussmann, do mesmo instituto alemão.

Um método especial de produção, aplicado às sementes de tremoço, produz uma suspensão de proteínas com uma consistência muito cremosa, altamente viscosa. “A estrutura microscópica do produto assemelha-se às partículas de gordura em uma salsicha. Então você pode usá-lo para a produção de salsichas com pouca gordura, com um gosto que equivale exatamente ao original”, acrescentou a cientista.

Em testes sensoriais, Daniela investigou se a adição de proteínas de tremoço poderia melhorar a sensação gustativa de uma receita de linguiça com pouca gordura. Com sucesso: “Com a adição de 10 por cento da proteína que isolamos, fomos capazes de melhorar sensivelmente a impressão de gordura de uma salsicha de baixo teor de gordura.”

Como as salsichas e produtos similares estão entre os alimentos com os mais altos níveis de gordura, este seria certamente um passo na direção certa para melhorar a qualidade nutricional dos alimentos industrializados.

Se uma parte da gordura fosse substituída com proteínas derivadas das plantas, todos se beneficiariam: o consumidor, ao comer menos gordura, o agricultor, ao obter uma renda maior pela sua produção, e o meio ambiente, porque as plantas podem ser produzidas de forma mais sustentável do que a carne.

(Diário da Saúde)

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Memórias de infância. Você tem?

Acordei num quarto de hotel que não era o nosso. Achei que estava sozinha, por uns instantes, até minha madrinha aparecer. Meus pais e irmãos tinham saído para um passeio. Fiquei. Quando descobri, chorei. Estávamos em Barbacena (MG). 1978. O carrinho branco de bolas azuis descia sacolejando as escadas da varanda da casa. Alguém me levava para passear. Eu tinha dois? Três anos? Meu corpinho magro e leve boiava na correnteza da piscina redonda armada no quintal de casa. As nuvens no céu passavam rápidas sobre mim – ou eu sob elas. Às vezes alguém parava na frente, e eu atropelava na inércia. Meus irmãos e minhas primas mais velhas faziam a água girar. Eu era café-com-leite e me deixava arrastar. Eu devia ter uns quatro anos. Eu acordava animadíssima, antes do sol raiar. Estava escuro ainda lá fora quando meu pai começava a arrumar o bagageiro da Brasília azul com nossas malas. Mamãe fazia meu Nescau e preparava o lanche para o longo caminho. A gente ia viajar, e antes de começar, o carro já tinha cheiro “de viagem”. Eu enjoava, e não entendia por que a estrada fazia tantas curvas até Lambari (MG). Eu era muito pequena.

Memórias de infância sempre me intrigaram. Eu queria lembrar mais, porém tenho que me contentar com cenas que aparecem na minha mente como flashes. Movida por minhas curiosidades, fiz algumas (poucas) perguntas ao psicanalista carioca Luiz Alberto Py. Ele me explicou que são muitos (e difusos) os fatores que farão com que a gente se lembre de algo, esqueça outros fatos, mas é certo que tudo, tudinho, ele afirma, vem à tona numa sessão de hipnose. Quer dizer, a gente até acha que nada ficou, mas está tudo lá, registrado no nosso inconsciente. Esse tema me fascina, só que não vai dar para esgotá-lo, nem começar a aprofundá-lo, neste post. Leia só algumas explicações.

Por que é tão difícil acessar esses registros? Qual a lembrança mais remota que se pode ter? “Varia muito. Tem gente com lembrança do berço ainda, mas a verdade é que a memória está lá, e é possível acessá-la em estado hipnótico. Vem tudo”, diz o psicanalista carioca Luiz Alberto Py.

É mais fácil ficar com o registro de momentos traumáticos? “Não, isso não é verdade. A memória é seletiva, mas não necessariamente para a dor”, diz Luiz Alberto Py.

De que forma o registro do que aconteceu na infância vai influenciar na relação com os pais? “Vai influenciar em toda relação. Como psicanalista vejo que pessoas submetidas a determinadas situações das quais não lembram reagem em função daquilo que viveram. Por exemplo: há estudos comprovando que pessoas claustrofóbicas, a maioria delas, passaram por um parto demorado. Outras que passaram fome durante o aleitamento tendem à voracidade, a gula é algo arraigado demais. É a prova da permanência da memória, mesmo quando ela não é consciente”, diz Py.

Eu me pergunto muito sobre o que restará na memória das minhas pequenas filhas sobre esse tempo de intensa dedicação. Das gargalhadas ou das broncas? Das ausências ou da presença até em noites em claro? Dos castelos que construímos e desmontamos a oito mãos ou daquela vez em que a gente viajou e deixou as duas sob cuidados da avó? (ó culpa, culpa…) Do que, afinal, elas se lembrarão?

A memória é curiosa, construída pelo que nos contam e pelo que carregamos. Chega uma hora que tudo se mistura. Por isso, eu posso até nunca saber que episódios a consciência das minhas filhas escolherá para reter, nem por que motivos, mas uma certeza eu tenho. Minhas filhas e quase todas as crianças que conhecemos são parte de uma geração privilegiada em registros da própria história.

Blogs, fotos digitais, câmeras no celular… nunca foi tão fácil registrar detalhes do presente. O registro é uma vantagem valiosa na construção de uma memória. Municiados de arquivos variados de si mesmos, eles terão à disposição um imenso acervo da vida que passou, sob a perspectiva de pais, tios, avós, primos e amigos. E se desconfiarem da fonte, poderão até confrontar pontos de vista diferentes de um mesmo acontecimento. O passado dessas crianças será um gigantesco e singular quebra-cabeças que, mesmo sem determinadas peças, oferecerá uma rica paisagem delas mesmas.

Enfim, o que me consola é que elas poderão até não lembrar de muita coisa, mas certamente saberão mais da própria história. [...]

(Mulher 7x7)

Nota: Deixando a hipnose pra lá, esse texto de Isabel Clemente faz pensar na tremenda responsabilidade que os pais têm de deixar boas memórias e experiências armazenadas na cabecinha dos filhos. Ser pai/mãe é a missão mais importante nesta vida, já que o caráter é a única coisa que levaremos daqui para a eternidade. Mas, e se tive uma infância que me desfavorece? Aí vem a promessa: “Deus não nos deixou lutar com o mal em nossa própria, limitada força. Sejam quais forem nossas tendências herdadas ou cultivadas para o erro, podemos vencer, mediante o poder que Ele nos está disposto a comunicar” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 175, 176).[DB]

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Você é aos 40 anos o que cultivou aos 20

Com toda informação disponível sobre os benefícios de hábitos saudáveis, vem aí uma geração de jovens envelhecidos precocemente. Ao contrário dos pais, que têm entre 40 e 50 anos e estão preocupados em adotar uma dieta equilibrada, se exercitar, parar de fumar e se dedicar a atividades que reduzam a carga de estresse, os filhos entre 15 e 25 anos preocupam até os médicos. “A saúde de muitos jovens tem sido ameaçada pelos constantes excessos a que se expõem. Fatores como alimentação inadequada (excesso de lanches, salgadinhos e bolachas), consumo elevado de álcool e fumo, sedentarismo, sono irregular e, inclusive, certa negligência com relação à prática sexual, representam um risco muito grande. Caso esse ritmo persista por algum tempo, eles não chegarão à idade dos pais nas mesmas condições”, diz o doutor Paulo Rocha, médico clínico do Hospital Santa Paula .

Rocha é taxativo com relação às consequências de hábitos desregrados. “Mais cedo do que se pensa, esses jovens começarão a dar sinais de fragilidade, estando mais propensos ao surgimento de doenças e ao envelhecimento precoce. Você é aos 40 anos o que você cultivou aos 20. A isso se deve o aumento da obesidade, dos distúrbios do sono, das doenças do coração, renais ou hepáticas. É preciso alertar as gerações mais novas para a importância de adotarem hábitos de vida mais saudáveis desde já.”

A figura daquele jovem que dorme mal, come qualquer bobagem e a qualquer hora, que passa horas isolado diante do computador ou se expõe demasiadamente ao sol, que fuma e bebe além da conta nas baladas, deve ser substituída urgentemente por um modelo mais saudável.

“É imprescindível que esse jovem aprenda a se alimentar bem, depois de uma boa noite de sono. O café da manhã deve ser a principal refeição do dia. As frutas não podem continuar sendo ignoradas, já que são ricas em nutrientes e fibras, auxiliando na digestão. É igualmente importante praticar esportes, caminhar e procurar não virar as noites nas baladas nem em frente ao computador. Cigarro e bebidas alcoólicas, então, devem ser banidos - pelo menos deve haver um esforço nesse sentido”, diz o médico.

Confira as dicas de Rocha do que fazer aos 20 anos para chegar à maturidade com a saúde em dia:

Evite o consumo exagerado de álcool. O consumo de bebidas alcoólicas por jovens ainda é muito significativo. Esse comportamento é fator de risco para uma série de doenças, como as hepáticas, cardiovasculares e a cirrose. A dependência psicológica e os problemas sociais decorrentes disso estão fortemente relacionados também. De acordo com pesquisa do Ministério da Saúde (VIGITEL 2010) o uso abusivo do álcool aumentou entre os brasileiros e é mais freqüente entre os jovens de 18 a 24 anos. [Na verdade, se há perigo, por que corrê-lo? A abstinência é a decisão mais segura.]

Tenha uma alimentação saudável. Alimentos ricos em açúcar, gordura e sal, como doces, petiscos salgados e fast foods fazem parte da alimentação da maioria dos jovens. A obesidade e as doenças ligadas a ela, como as cardiovasculares (infarto do miocárdio, AVC) hipertensão, diabetes, alterações no colesterol e triglicérios, são os principais problemas.

Não fume. Segundo dados da Pesquisa Especial de Tabagismo (PETab), o vício do cigarro começa por volta dos 17 anos no Brasil. As doenças respiratórias são as mais frequentes, mas o fumo traz prejuízos a quase todos os órgãos do corpo. Também é um dos maiores fatores de risco para o câncer. As toxinas do cigarro também causam envelhecimento precoce da pele, amarelamento dos dentes, redução da capacidade respiratória e problemas cardiovasculares, como a impotência sexual nos homens.

Tenha uma boa rotina de sono. Privação do sono é muito comum durante a adolescência e o início da vida adulta. Está ligada a uma série de doenças como hipertensão, arritmias e até problemas psicológicos.

Não abuse dos fones de ouvido em volume alto. Escutar música com fones de ouvido é hábito clássico dos jovens. Mas isso pode custar caro quando há excesso de volume e uso contínuo. O ideal é nunca ultrapassar a metade da capacidade do aparelho. A perda da audição pode ocorrer a médio e longo prazo e é irreversível.

Tenha cuidado com a má postura em frente à TV ou computador. Longas horas fazendo uso de computadores ou assistindo televisão induz ao sedentarismo, à obesidade e a doenças da coluna, que podem se tornar graves problemas a longo prazo.

Não se exponha demasiadamente ao sol. O bronzeado perfeito dura apenas um verão, mas os efeitos do sol na pele podem ser carregados para o resto da vida. Além de envelhecer a pele, as manchas causadas pela exposição podem evoluir para um câncer de pele.

(Bem-estar)

domingo, 31 de outubro de 2010

Viva até 20 anos mais com cinco hábitos

Dois americanos parecem ter encontrado a fórmula para viver até 20 anos mais sem recorrer a tratamentos absurdos. No livro Diminua Sua Idade (editora Best Seller), o médico Frederic J. Vagnini e o jornalista Dave Bunnell apresentam hábitos que aumentam em décadas a longevidade - com justificativas cientificamente comprovadas. As principais recomendações dos americanos são: comer mais fibras, fugir do açúcar, cortar gorduras saturadas, dormir bem, fazer mais sexo e sorrir mais. No Brasil, a expectativa de vida é de 72 anos. No entanto, poucos são os que sonham viver somente até essa idade. Fomos conversar com um time de especialistas para entender como essas simples mudanças são capazes de garantir que você chegue à velhice com uma vida e saúde mais plenas.

Coma mais fibras

As fibras fazem bem para o bom funcionamento do intestino. É verdade, mas elas não servem apenas para isso. "Fibras desempenham uma série de funções importantes, como auxiliar a assimilação de outros nutrientes, reduzir o mau colesterol (LDL), prevenir doenças e até evitar o mau hálito", explica a nutricionista Daniela Jobst.

E para atingir bons níveis de fibras não são necessários grandes esforços, pois elas são encontradas em alimentos que ingerimos comumente. A quantidade ideal de ingestão gira em torno de 25 a 30 gramas por dia e é importante não exagerar, como explica a nutricionista Daniela Jobst. "O estômago se adapta ao 'efeito esponja' das fibras e acaba se dilatando. Se a pessoa ultrapassa essa quantidade, precisará comer mais do que antes para se sentir saciada." Além disso, é importante ingerir as fibras com um pouco de líquido, pois a seco sua ingestão é mais difícil.

Vários alimentos do dia a dia possuem fibras: cereais (farelos), hortaliças, frutas (com cascas), leguminosas, verduras, trigo, cereais integrais (arroz, pão, torrada), aveia, cevada, bagaço de frutas cítricas, maçã, goiaba, castanha, nozes, ervilha e leguminosas em geral.

Uma das frutas com mais fibras na composição é a goiaba com casca, que tem 5 gramas por cada unidade média. Uma porção de 40g de cereal matinal integral tem 12g de fibras, enquanto meia unidade de abacate tem pouco mais de 7g de fibras - mas tome cuidado com a escolha do cereal, pois muitos contêm açúcar e com a grande quantidade de açúcares e gorduras do abacate.

Uma colher de sopa de aveia possui 1,5g de fibra, assim como uma banana média - ótima combinação, não? E quem gosta do feijão, vale saber que ele possui 2g de fibra para cada 40g, enquanto a mesma quantidade de lentilha (que pode ser uma boa substituta) possui um pouco mais de 5g, assim como o mamão papaia, velho e bom companheiro de quem sofre de prisão de ventre.

Fuja do açúcar

De acordo com a dermatologista Marcella Delcourt, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, depois da preocupação com radicais livres e raios UV, o alvo para combater o envelhecimento é diminuir o açúcar. Isso porque ele libera um processo que liga moléculas de glicose maléficas às moléculas de proteína saudáveis.

"A glicação ocorre quando uma molécula de açúcar em excesso, por aumento da ingestão ou por lentidão do metabolismo da glicose, se adere a uma molécula de proteína (colágeno, elastina) formando os AGEs, que alteram a estrutura dessas proteínas, impedindo a eficácia no desempenho de seus papéis mais importantes e, na pele, leva ao aparecimento das rugas", explica a especialista.

Além de alterarem a estrutura da proteína, os AGEs são fábricas de radicais livres que se acumulam ao longo do tempo, piorando seus efeitos no organismo e também deixando a pele com um aspecto opaco e envelhecido. Mesmo com a corrida para tentar combater os AGEs, é possível diminuir seus efeitos com hábitos alimentares saudáveis:

- Amêndoas e quinua são uma boa pedida para as refeições, da mesma forma que o consumo de maçã também é recomendado (rica em antioxidantes e flavonoides)

- As fibras também são importantíssimas: feijão, lentilha, ervilha. Agem como estabilizadores do açúcar e ajudam a queimar a gordura;

- Beba seis a oito copos de água por dia e prefira alimentos orgânicos;

- Evite comidas industrializadas, como flocos de milho, salgadinhos, bolachas, ketchup, refrigerantes e alimentos que contêm corante caramelo na sua composição, dentre outros.

- Tome chá verde ou suplementos à base dessa bebida com probióticos, antioxidantes e substâncias anti-AGEs de ultima geração na composição (prescritos pelo médico).

Dormir bem

Um estudo realizado pela American Academy of Sleep Medicine mostrou que dormir bem é um dos segredos para a longevidade. Alguns problemas de saúde foram associados com pior qualidade de sono. Entre os avaliados, 46% dos participantes que tiveram a autoavaliação de saúde insatisfatória também relataram não dormir bem. As chances de um bom sono foram também menores em pessoas que muitas vezes se sentiam ansiosas, que tinham pelo menos uma doença crônica e dificuldades com as tarefas diárias.

De acordo com o neurologista Renato Lima Ferraz, a quantidade ideal de horas de sono varia de pessoa para pessoa. "Mas o mínimo recomendado é de seis horas ao dia, sendo importante não ultrapassar nove para adultos, porque quem dorme mais que isso acaba ficando, na verdade, menos descansado", explica o especialista.

A importância do sono, também se estende ao aprendizado. "A fase REM, quando acontecem os sonhos, tudo que aprendemos durante o dia é processado e armazenado. Quando dormimos menos que o necessário, a memória de curto prazo não é processada e não conseguimos transformar em conhecimento aquilo que foi aprendido", explica o neurologista.

Não se sature de gordura

Viver com gordura pode ser ruim, mas viver sem ela é péssimo para seu paladar e inviável para seu organismo. As gorduras servem de base para a formação de diversos hormônios, inclusive os hormônios sexuais. Entretanto, as gorduras saturadas são as mais nocivas para a saúde do organismo. Para identificá-las, basta lembrar da banha de porco que sua avó tinha guardada na cozinha ou a capa da picanha que causa arrepios no seu cardiologista. As gorduras saturadas contêm o número máximo possível de átomos de hidrogênio (daí o termo saturadas), e ingeri-las em excesso é um passaporte garantido para um infarto no miocárdio.

Derrames e alguns tipos de câncer, como o de próstata e o de mama, também têm a origem associada aos excessos dessas gorduras no organismo - sem contar que a gordura saturada é inimiga número um do emagrecimento. Para prevenir tudo isso, restrinja o consumo diário desse nutriente a, no máximo, 7% das calorias totais da sua dieta.

Fazer mais sexo

Aqui cabe uma ressalva: priorize a qualidade, em vez da quantidade. O sexo, quando em uma frequência que atrapalha a rotina da pessoa, pode ser um sintoma da compulsão por sexo. Mas, nos dias atuais, o que vem acontecendo com muita gente é deixar o sexo de lado, por conta da falta de tempo e do estresse do dia a dia, que detonam a libido. Segundo o ginecologista Neucenir Gallani, o sexo é importante para a saúde física e emocional, pois o orgasmo libera substâncias como as endorfinas, que atuam no sistema nervoso. "Elas diminuem a sensibilidade à dor, relaxando a musculatura e melhorando o humor", afirma.

Estabelecer uma quantidade normal de desejo sexual não é algo satisfatório, pois cada um lida com a própria libido de forma diferente - e ao longo da vida ela costuma oscilar e até se modificar por completo. "No entanto, quando há insatisfação pessoal, há algo de errado provavelmente", de acordo com o sexólogo Paulo Bonança.

Sorrir mais

Manter uma fisionomia pacífica é essencial para a boa convivência, afinal a expressão "cara de poucos amigos" não surgiu à toa: quem vive de cara feia, afasta todos ao redor.

E sorrir vale até para ajudar a manter aquela linda história de amor. Um estudo realizado pela Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, identificou que pessoas que sorriem de forma sincera e verdadeira têm mais chances de manter o casamento. Isso porque a sinceridade do sorriso revela a atitude da pessoa diante da vida. "Sabemos também que a falta de senso de humor, ou uma vida acompanhada de impaciência, raiva e atitudes hostis, estão associados a um maior risco de desenvolver pressão alta, piorar o controle dos níveis de glicose e ainda aumentar o risco de doença isquêmica do coração e de morte", de acordo com o neurologista de Unifesp Ricardo Teixeira.

(Minha Vida)

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Dicas de educação do Dr. Içami Tiba

1. A educação não pode ser delegada à escola. Aluno é transitório. Filho é para sempre.

2. O quarto não é lugar para fazer criança cumprir castigo. Não se pode castigar com internet, som, tv, etc.

3. Educar significa punir as condutas derivadas de um comportamento errôneo. Queimou índio pataxó, a pena (condenação judicial) deve ser passar o dia todo em hospital de queimados.

4. É preciso confrontar o que o filho conta com a verdade real. Se falar que professor o xingou, tem que ir até a escola e ouvir o outro lado, além das testemunhas.

5. Informação é diferente de conhecimento. O ato de conhecer vem após o ato de ser informado de alguma coisa. Não são todos que conhecem. [...]

6. A autoridade deve ser compartilhada entre os pais. Ambos devem mandar. Não podem sucumbir aos desejos da criança. Criança não quer comer? A mãe não pode alimentá-la. A criança deve aguardar até a próxima refeição que a família fará. A criança não pode alterar as regras da casa. A mãe NÃO PODE interferir nas regras ditadas pelo pai (e nas punições também) e vice-versa. Se o pai determinar que não haverá um passeio, a mãe não pode interferir. Tem que respeitar sob pena de criar um delinquente.

7. Em casa que tem comida, criança não morre de fome. Se ela quiser comer, saberá a hora. E é o adulto quem tem que dizer QUAL É A HORA de se comer e o que comer.

8. A criança deve ser capaz de explicar aos pais a matéria que estudou e na qual será testada. Não pode simplesmente repetir, decorado. Tem que entender.

9. É preciso transmitir aos filhos a ideia de que temos de produzir o máximo que podemos. Isto porque na vida não podemos aceitar a média exigida pelo colégio: não podemos dar 70% de nós, ou seja, não podemos tirar 7,0.

10. As drogas e a gravidez indesejada estão em alta porque os adolescentes estão em busca de prazer. E o prazer é inconsequente.

11. A gravidez é um sucesso biológico e um fracasso sob o ponto de vista sexual.

12. Maconha não produz efeito só quando é utilizada. Quem está são, mas é dependente, agride a mãe para poder sair de casa, para fazer uso da droga. A mãe deve, então, virar as costas e não aceitar as agressões. Não pode ficar discutindo e tentando dissuadi-lo da ideia. Tem que dizer que não conversará com ele e pronto. Deve "abandoná-lo".

13. A mãe é incompetente para "abandonar" o filho. Se soubesse fazê-lo, o filho a respeitaria. Como sabe que a mãe está sempre ali, não a respeita.

14. Se o pai ficar nervoso porque o filho aprontou alguma coisa, não deve alterar a voz. Deve dizer que está nervoso e, por isso, não quer discussão até ficar calmo. A calmaria, deve o pai dizer, virá em 2, 3, 4 dias. Enquanto isso, o videogame, as saídas, ficarão suspensas, até ele se acalmar e aplicar o devido castigo.

15. Se o filho não aprendeu ganhando, tem que aprender perdendo.

16. Não pode prometer presente pelo sucesso que é sua obrigação. Tirar nota boa é obrigação. Não xingar avós é obrigação. Ser polido é obrigação. Passar no vestibular é obrigação. Se ganhou o carro após o vestibular, ele o perderá se for mal na faculdade.

17. Quem educa filho é pai e mãe. Avós não podem interferir na educação do neto, de maneira alguma. Jamais. Não é cabível palpite. Nunca.

18. Se a mãe engolir sapos do filho, ele pensará que a sociedade terá que engolir também.

19. Videogames são um perigo: os pais têm que explicar como é a realidade, mostrar que na vida real não existem "vidas", e sim uma única vida. Não dá para morrer e reencarnar. Não dá para apostar tudo, apertar o botão e zerar a dívida.

20. Professor tem que ser líder. Inspirar liderança. Não pode apenas bater cartão.

21. Pais e mães não podem se valer do filho por uma inabilidade que eles tenham. "Filho, digite isso aqui pra mim porque não sei lidar com o computador." Pais têm que saber usar o Skype, pois no mundo em que a ligação é gratuita pelo Skype, é inconcebível pagarem para falar com o filho que mora longe.

22. O erro mais frequente na educação do filho é colocá-lo no topo da casa. O filho não pode ser a razão de viver de um casal. O filho é um dos elementos. O casal tem que deixá-lo, no máximo, no mesmo nível que eles. A sociedade pagará o preço quando alguém é educado achando-se o centro do universo.

23. Filhos drogados são aqueles que sempre estiveram no topo da família.

24. Cair na conversa do filho é criar um marginal. Filho não pode dar palpite em coisa de adulto. Se ele quiser opinar sobre qual deve ser a geladeira, terá que mostrar qual é o consumo (KWh) da que ele indicar. Se quiser dizer como deve ser a nova casa, tem que dizer quanto isso (seus supostos luxos) incrementará o gasto final.

25. Dinheiro "a rodo" para o filho é prejudicial. Mesmo que os pais o tenham, precisam controlar e ensinar a gastar.


Frase: "A mãe (ou o pai) que leva o filho para a igreja, não vai buscá-lo na cadeia."

(UOL Mais)

Pizza Ararat

Encaminho a vocês a receita da Pizza Ararat. Ela foi batizada com esse nome, pois surgiu aqui no Sítio Ararat. Fizemos essa pizza no sábado passado e ficou muuuuito boa. Como moramos longe da civilização, fizemos também a massa (semi-integral). Mas se vocês sabem onde comprar uma boa massa, testem o molho, o recheio base e o recheio principal. Tenho certeza de que vão gostar muito.

Ingredientes massa (rende 3 discos tamanho médio):

½ kg de farinha de trigo branca
½ kg de farinha de trigo integral
1 envelope de fermento biológico seco
2 ½ de água morna
1 cebola média
1 c. s. de sal
½ xíc. de óleo

Modo de fazer:

Proceder como a receita para pão: misturar metade da quantidade de farinha com os outros ingredientes secos. Bater a água com a cebola. Acrescentar a água e o óleo aos ingredientes secos misturando bem. Em seguida, dar o ponto de pão acrescentando aos poucos o restante da farinha. Amassar e sovar. Repartir a massa em três partes, esticar com o rolo e colocar na forma para pizza. Deixar crescer e colocar para assar em forno médio.

Ingredientes para o recheio base (suficiente para 1 disco):

250 gr de tofu
Sal a gosto
Temperos picadinhos (cheiro verde, cebola, alho, manjericão, etc)
Azeite

Modo de fazer:

Amassar o tofu e misturar com os temperos. Regar com o azeite. Reservar.

Ingredientes para o molho (suficiente para 1 disco):

2 tomates maduros
½ cebola
½ c. c. de sal

Modo de fazer:

Bater os tomates com casca e sementes no liquidificador juntamente com a cebola. Se desejar, acrescentar outros temperos de sua preferência Não é necessário acrescentar água nem ferver o molho.

Sugestões de recheio principal:

Milho verde com manjericão e cebola temperada; berinjela assada com pimentão vermelho; brócolis cozido e temperado com alho; tomate seco picadinho com azeitona preta.

Modo de montar a Pizza Ararat:

Espalhar o molho de tomate sobre o disco de pizza. Acrescentar o tofu temperado. Em seguida, colocar o recheio principal de sua preferência e assar até a massa ficar crocante.

Hummm, já deu fome!

Bom apetite a todos.

Karina Carnasale Deana

Bomba calórica: o que acontece com seu corpo quando você toma refrigerante?

Você sabe o que acontece no seu corpo quando você toma uma latinha de refrigerante, especialmente se ele tem grandes concentrações de cafeína na fórmula? Veja abaixo o caminho natural dessas substâncias e a resposta do seu organismo.

1. Após os primeiros minutos de ingestão. Dependendo da marca, um refrigerante de 600 ml pode ter, aproximadamente, o equivalente a 10 colheres (chá) de açúcar (a Associação Americana de Cardiologia recomenda que esse consumo seja de 9 colheres diárias para os homens e 6 para as mulheres). Essa quantidade de doce, tomada de uma só vez, seria o suficiente para sobrecarregar seu corpo e deixá-lo enjoado, porém, o ácido fosfórico contido nessas fórmulas corta parte do sabor do açúcar.

2. Após 20 minutos, aproximadamente. Há um pico de açúcar na sua corrente sanguínea e sua insulina – hormônio responsável pela redução da glicemia, a taxa de glicose no sangue, e que promove o ingresso de glicose nas células – vai às alturas. Seu fígado responde a isso queimando o açúcar disponível no organismo e – caso seu gasto calórico seja menor do que o consumo calórico – isso se transformará em gordura.

3. Após os 40 minutos. Se seu refrigerante preferido tem cafeína, ela foi toda absorvida. Sua pressão sanguínea está mais alta e como resposta seu fígado libera mais açúcar no seu sangue. Os receptores de adenosina – agora ligados à cafeína – não “enxergam” a real adenosina, um hormônio responsável pela diminuição do ritmo do corpo. Consequentemente você tem dificuldades para relaxar e os vasos sanguíneos do seu cérebro estão mais comprimidos (da mesma forma que ficariam caso você tivesse optado por uma xícara de café).

4. Após os 45 minutos iniciais. Seu corpo aumenta a produção da dopamina – um dos hormônios envolvidos na sensação de prazer. Fisiologicamente, o processo é muito similar ao que acontece com os usuários de cocaína. (leia mais AQUI e AQUI)

5. Após uma hora. O ácido fosfórico do refrigerante se liga ao cálcio que está no seu intestino. Isso, combinado com a cafeína, de acordo com um estudo de Heaney e Rafferty, pesquisadores da Universidade de Creighton, EUA, aumenta a excreção do cálcio via urina (a chamada calciúria). A hipocalcimia causada por refrigerantes também foi documentada por outros estudos (leia mais AQUI e AQUI).

6. Ao final da primeira hora, aproximadamente. A cafeína também tem propriedades diuréticas. Nesse momento, se você for ao banheiro, seu corpo vai passar excretar junto com a urina, uma parte do cálcio que deveria servir para manter seus ossos saudáveis, além de eletrólitos – cargas elétricas que facilitariam diversas funções celulares, incluindo as ligações entre os neurônios – e água.

7. Finalmente, após mais de uma hora. Nesse momento você já foi ao banheiro e mandou embora todas aquelas substâncias do refrigerante, junto com diversos minerais, eletrólitos e água. O pico de glicose está em uma curva descendente e seu corpo quer mais (afinal, isso ativa os centros de prazer no cérebro). Você começa a ficar irritado. Alguém pode sugerir que é hora de fazer uma pausa e ir à lanchonete tomar um refrigerante. O ciclo, então, recomeça.

“É claro que o tempo de absorção e excreção dessas substâncias pode variar de pessoa para pessoa”, observa Marcela Kotait, nutricionista do Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP (Ambulim – IPq/HC-FMUSP). Fatores como peso, altura e se houve consumo alimentar junto com o refrigerante – entre outros – podem influenciar nessa dinâmica.

(O que eu tenho?)
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