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terça-feira, 24 de maio de 2011

Como está seu casamento?

Muitas vezes um casamento vai bem e acaba abalado por causa de um relacionamento inesperado com uma terceira pessoa. Começa de maneira inocente e agradável, torna-se cada vez mais envolvente. Por fim, traz complicações e desgraças para muita gente. Não foi um acidente ou “um grande amor que surgiu”. Foi um relacionamento do qual o casamento deveria ter sido protegido. Não seja ingênuo, pensando que isso só acontece com os outros. Muita gente boa já caiu exatamente por ser ingênua assim. Lembre-se de 1 Coríntios 10:12. Por isso, proteja seu casamento. Eis algumas dicas.

TENHA BOM SENSO COM SUAS COMPANHIAS. Evite gastar tempo desnecessário com alguém do sexo oposto. Muitos casos surgem por não se agir assim. Um executivo precisa de aulas particulares de inglês e contrata uma jovem professora. Contrate um homem. Não significa que cada contato com alguém do sexo oposto seja porta para adultério. Significa evitar oportunidades para cair. Companhia contínua cria intimidade. Intimidade com o sexo oposto traz problemas.

TOME CUIDADO COM CONFIDÊNCIAS. A pessoa mais íntima de alguém deve ser seu cônjuge. Segundo a Bíblia, são “uma só carne”, isto é, uma só pessoa. Se há aspectos de seu relacionamento que você não pode compartilhar com a(o) esposa(o) e compartilha com alguém do sexo oposto, a coisa está ruim. As pessoas tendem a se solidarizar com quem sofre, e a proximidade emocional se torna perigosa. Um homem que se queixa de sua esposa para outra mulher está traçando um caminho perigoso. Isso vale para quem faz e para quem ouve confidências.

EVITE MOMENTOS A SÓS. Decida não ter momentos privados com alguém do sexo oposto. Se um(a) colega de trabalho pedir para ter um almoço com você, convide uma terceira pessoa. Se necessário, não se constranja em compartilhar os limites que você e seu cônjuge concordaram ter no seu casamento. É melhor ser visto como rude que vir a cair em pecado.

VIGIE SEUS PENSAMENTOS. Cuidado com o que pensa. Se você só se detém nos defeitos de seu cônjuge, qualquer outro homem ou mulher parecerá melhor. Faça uma lista das coisas que inicialmente lhe atraíram em seu cônjuge. Aumente o positivo e diminua o negativo. Evite filmes, conversas, sites e literatura que apologizam o adultério. Lembre-se de Colossenses 3:2.

EVITE COMPARAÇÕES. Um homem trabalha com uma mulher perfumada, maquiada, bem vestida. Em casa encontra a esposa, com criança no colo, cabelo desfeito, banho por tomar. Uma mulher encontra um homem compreensivo com quem pode se abrir, e se sente mais à vontade com ele do que com o esposo. Ignoraram situações e contextos diferentes. Foram iludidos pelo irreal. Lembre-se do pródigo: o mundo lhe era fascinante, mas terminou num chiqueiro. As aparências iludem, porque o mundo em que vivemos em casa é o real. O mundo de relacionamentos fora de casa é sempre artificial.

EVITE A SÍNDROME DO RETORNO. É a ideia de que a vida sentimental e sexual caiu na rotina, e agora a pessoa “renasceu”. Já vi inúmeros casos assim: “Eu renasci”, ou: “Eu me senti jovem, de novo”. Não banque o adolescente. Você é um adulto com responsabilidades e com uma pessoa com quem partilha a vida. Construa sua vida com seu cônjuge. Se sua vida conjugal “fossilizou”, há outros caminhos. Revigore-a com seu cônjuge. Há pessoas que sempre se fossilizam e pulam de relacionamento em relacionamento, procurando o que não produzem. Temos o que produzimos.

PONHA SEU CORAÇÃO NO SEU LAR. A solidez do casamento vem pelo tempo que os cônjuges gastam juntos. Conversas, risos, passeios, programas comuns. Se você não sai com seu cônjuge, marque datas para os próximos meses. Vocês devem ter um ao outro como o melhor companheiro. Mantenham o clima de namoro: querer estar junto com a pessoa. Orem juntos. Dificilmente duas pessoas que oram juntas brigarão entre si. Sejam parceiros espirituais.

INVISTA EM SEU CÔNJUGE. O marido da mulher virtuosa é conhecido quando se levanta em público (Pv 31:23). A ideia é que ele está bem vestido e se vê o caráter dela pela roupa dele. Uma boa esposa é um bom tesouro (Pv 18:22). De bom tesouro, cuida-se, e evita-se perdê-lo. Marido: mulher bem tratada é um grande investimento. O retorno emocional é garantido. Mulher: marido bem tratado é um grande investimento. O retorno emocional é garantido.

BUSQUE AJUDA. Havendo problemas, busque ajuda. Primeiro em Deus. Lembre-se de Tiago 1:5. Busque orientação de pessoas mais experientes ou de seu pastor. Evite que o problema se avolume. Evite conselhos de gente que não tem o que dizer. Os amigos de Roboão lhe deram maus conselhos (1Rs 12:6-12). Nessa busca de ajuda, evite pôr mais lenha na fogueira. E evite também a raiz de amargura (Hb 12:15). Busque ajuda e não um juiz a seu favor.

CONCLUSÃO. Bons casamentos não acontecem por acaso. São produto de muito trabalho e da graça de Deus. Boa parte do trabalho é investimento emocional no relacionamento conjugal. “Vender a alma” para o cônjuge. Mas investir sem proteger é problemático. É preciso levantar cercas contra os problemas externos, porque os internos são mais vistos e os dois os vivenciam. Não permita brechas. Não dê armas ao inimigo.

(Blog da Família)

domingo, 20 de março de 2011

Namoro sério faz bem para a saúde


O namoro tranquilo protege de problemas mentais e obesidade, e induz a manter um estilo de vida com menores condutas de risco e consumo abusivo de álcool e tabaco, conclui um recente estudo. Muitos casais, com anos de convivência em uma relação estável e sólida, mas, às vezes cheias de problemas práticos como fazer compras, pagar contas e cumprir tarefas domésticas, costumam lembrar com saudade da época do namoro, quando viviam um para o outro sob o quente e doce abraço do amor. "Por um lado tínhamos menos dinheiro. Por outro, mais tempo do que agora, mas éramos mais felizes e a vida parecia uma aventura", afirmam Javier e Elena, um veterano casal que, confessa, gostaria de sentir os suspiros do início, "quando eram apenas namorados e curtiam cada instante como se fosse o último". Agora os cientistas acabam de descobrir uma razão adicional, mais relacionada aos problemas de saúde do que aos afãs do amor, para sentir saudades da doce etapa inicial de toda relação, na qual parece que tudo é possível e está prestes a ser descoberto, em que os relacionamentos parecem destinados a durar para sempre.

Pesquisadores do Departamento de Psicologia da Universidade da Flórida (EUA) constataram que os estudantes universitários que namoram firme têm vantagens para saúde similares as dos casados felizes, desde apresentarem menos depressão, ansiedade e estresse do que os solteiros, até menor risco de sofrer doenças graves e crônicas.

No estudo, o médico Scott Braithwaite e sua equipe de psicólogos, investigam se a saúde física e mental pode variar em função da relação romântica não matrimonial e se este tipo de relacionamento também protege de algumas condutas de risco.

O estudo foi feito com a participação de 1.621 universitários com idades entre 18 e 25 anos. Eles responderam sobre o tipo de relação amorosa, se sofriam de problemas psicológicos e afetivos e transtornos da alimentação, se os resultados acadêmicos foram influenciados por gripes, lesões, problemas de sono, bronquite, otites e mononucleose.

Foi levado em consideração ainda o índice de massa corporal dos participantes, assim como o consumo de álcool, tabaco e drogas e a vida sexual durante o ano acadêmico.

Comprovou-se que os estudantes com namoro estável não só têm melhor saúde mental, mas menos sobrepeso e obesidade do que os que permanecem solteiros.

De acordo com analistas da Flórida, o namoro poderia "proteger" contra os comportamentos de risco. Os jovens envolvidos em "relacionamentos românticos" têm menos encontros sexuais do que os solteiros e também abusam menos do álcool.

Os especialistas acreditam que o "efeito protetor" do casamento - os casais felizes tendem a fumar e beber menos, a dirigir de forma mais segura e estar em forma - começa antes de contraí-lo, durante o namoro.

A pesquisa da Universidade da Flórida é uma das primeiras a investigar os efeitos do namoro na saúde. Os efeitos do casamento já foram alvos de outros estudos.

Como exemplo, cita a feita por especialistas da Universidade de Pittsburg, nos Estados Unidos, que descobriram que as mulheres felizes no casamento têm menos problemas para dormir do que as que não mantêm uma relação estável.

"As mulheres felizes no casamento se queixam menos de dificuldades para dormir, de acordar durante a noite ou muito cedo e de sono agitado, se comparadas com as que têm relacionamentos felizes", assinala a professora de Psiquiatria Wendy Troxel, diretora da investigação.

Por sua vez, os casais felizes reduzem o risco de acidente vascular cerebral nos homens, de acordo com outro estudo, liderado pelo médico Uri Goldbourt, professor de medicina preventiva da Universidade de Tel Aviv, em Israel.

A pesquisa descobriu que os homens solteiros e os que não estão à vontade com suas relações parecem estar em maior risco de morrer de derrame, coágulo e ruptura dos vasos sanguíneos que irrigam o cérebro se comparados com os aqueles que têm a sorte de um casamento feliz.

(MSN Notícias)

Nota: Não é à toa que Deus tenha dito, quando da criação do ser humano: "Não é bom que o homem esteja só." O casamento entre um homem e uma mulher foi estabelecido por Deus para ser uma bênção ao ser humano. Fica claro que a estabilidade (compromisso) do casamento e o romantismo dos tempos de namoro são os ingredientes essenciais para um relacionamento feliz e saudável. É preciso investir no casamento para que os cônjuges possam viver os benefícios dessa relação sagrada. Além disso, fica claro, também, que sexo sem compromisso e relacionamentos fugazes como o "ficar" não levam aos mesmos benefícios da relação estável e compromissada. Não poderia ser diferente, já que foi Deus quem projetou o ser humano para relacionamentos corretos. Detalhe: o namoro e o casamento são assuntos tão importantes que a escritora inspirada Ellen White recomenda orar quatro vezes mais quando o assunto é a escolha da(a) companheiro(a) para a vida.[DB]

terça-feira, 16 de março de 2010

Tédio, mais do que as brigas, pode levar ao fim do casamento

Um estudo realizado conjuntamente por pesquisadores da Universidade do Michigan e da Universidade Stony Brook, ambas nos EUA, afirma que o tédio, e não os conflitos, pode fazer os casais perderem o interesse pela manutenção do casamento. A pesquisa observou mais de cem casais que tinham ao menos sete anos de união e acompanhou a evolução de seus relacionamentos nove anos depois (após 16 anos de casamento). “Não somente os conflitos, mas a sensação de tédio presente na união pode levar ao fim do relacionamento ao longo do tempo”, afirma Terri Orbuch, um dos pesquisadores envolvidos na pesquisa. O estudo também mostrou que o nível de tédio podia levar à previsão da qualidade do relacionamento no final da pesquisa. Os participantes do estudo eram casais no seu primeiro casamento e com idade média de 33 anos.

Nas duas fases da pesquisa os casais eram entrevistados sobre diversas questões a respeito de sua satisfação com a relação, o quanto realmente se sentiam casados e o quanto a relação ainda os excitava. O principal indicativo de que o tédio poderia levar ao fim da relação foi que quanto maior o nível de insatisfação em determinado período, maior o declínio da relação ao longo do tempo, ou seja, quando o processo se instaura dificilmente se reverte naturalmente.

Surpreendentemente, estar satisfeito no sétimo ano do casamento não predizia se a relação iria ou não passar por períodos de tédio – sentimento que leva ao afastamento do casal e à perda de intimidade.

“O resultado sugere que estar animado com a relação, fazer planos conjuntos para o futuro e não deixar de sempre querer fazer algo em médio e longo prazo promove uma maior aproximação do casal, aumenta o comprometimento e a confiança e, consequentemente, a satisfação com o parceiro”, explicam Irene Tsapelas e Arthur Aron, que também colaboraram com a pesquisa.

(Sis Saúde)

sexta-feira, 12 de março de 2010

O que as novelas não ensinam

Uma mulher, abrindo o coração, disse que quando era criança poucas vezes sentiu como tendo o suficiente de qualquer coisa, especialmente amor, manifestações de carinho, aprovação. A sensação que tinha era de que independentemente do que seus pais fizessem ou falassem, ela sempre queria mais. Quando ficou adulta, ela tentou preencher suas necessidades da maneira variadas. Comia demais, quem sabe pela sensação de que preencheria o vazio com alimentos. Tinha compulsão para comprar coisas em lojas variadas, sempre procurando uma mercadoria que, talvez, a fizesse feliz e completa. Envolveu-se com amizades que, no fundo, eram “pais substitutos”, crendo que a atenção e aprovação delas a faria sentir-se bem com ela mesma.

Num grupo de apoio psicológico aprendeu que quando sua expectativa é maior do que o que as pessoas podem lhe dar, ela cai numa armadilha. Quando você fica esperando de qualquer pessoa aquilo que ela não pode lhe dar, você está colocando seu pé num caminho infeliz desnecessário. Quando tenta conseguir que algo ou alguém de fora de si mesmo o faça feliz por dentro, você está fazendo algo insensato. Não funciona. A felicidade é algo de dentro que tem que ver com responsabilidade pessoal.

Nenhum ser humano tem o poder de nos fazer completos, plenamente felizes, saciados por inteiro. Isso depende do relacionamento de cada um com Deus e de trabalho pessoal. Pensar nisto pode ser muito libertador e de fato é, porque assim tiramos das costas das pessoas o que não é para estar lá, e buscamos Alguém eficaz.

É, pois, importante que cada um pense: que comportamentos utilizo para tentar preencher minhas necessidades de atenção, afeto, aprovação? Eles me prendem ou me libertam? Estão baseados em expectativas realistas ou ilusórias?

Outra pessoa narrou que começou a perceber que quando era bem cuidada por alguém, sentia uma mistura de bem estar e sofrimento. Achou estranho aquilo e tentou entender. Como é que podia sentir duas coisas opostas ao mesmo tempo? Ao compartilhar isso com uma amiga do grupo, esta lhe perguntou se quando ela era criança, ao experimentar bons sentimentos provocava nela alguma sensação desagradável. Ela disse que sim, após meditar bastante, evocando cenas do passado. Disse que o “receber” poderia, por alguns momentos, trazer à superfície da sua mente o “não receber”. Algumas pessoas podem não pedir afeto por medo de receber menos do que desejam e ao invés de aproveitar o que podem ter, perdem isto e ficam sem nada, com medo de não ter tudo o que desejariam receber.

É supercomum pessoas fazerem a transferência do que faltou de afeto na sua relação com seus pais (ou cuidadores) para namorados e namoradas. Fica uma “misturança” danada de sentimentos, porque em parte o que cada um sente pelo outro é algo da relação mesmo, e parte é o que cada um projeta no outro daquilo que tinha de bom e de ruim do que havia na infância com os pais. Muitos vivem numa relação obsessiva e querendo que o outro se torne tudo de bom para se sentirem bem consigo mesmos. De novo a armadilha: colocar a esperança de ter serenidade e paz interior na dependência do comportamento de alguém fora de você mesmo. Muitos vivem anos esperando que os outros possam mudar para serem felizes, tentando mudar aquilo que não podem controlar. Mas é possível aprender a dar amor incondicional e aceitação independentemente de como você é tratado. Este é o caminho da felicidade que as novelas não ensinam.

Fonte: “A Esperança para Hoje”, Al-Anon, 2005.

(Cesar Vasconcellos de Souza, www.portalnatural.com.br)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Separação à vista

Se seu casamento já está com problemas, e você teme a possibilidade de separação, gostaria de sugerir a você alguns recursos. Alguns deles aparentemente nada têm que ver com a salvação do seu casamento. Conheço muitas pessoas que conseguiram reorganizar a vida familiar apenas por praticar estas poucas sugestões, primeiro em sua própria vida:

1. Programe um horário para se levantar mais cedo todos os dias para orar, ler a Bíblia, estudar a Lição da Escola Sabatina, e depois ler os escritos inspirados Espírito de Profecia (você encontra vários livros dessa categoria na seção de downloads de www.ministeriodafamiliausb.org.br ou simplesmente clicando aqui. Isso precisa acontecer antes de você sair de casa ou antes de fazer qualquer coisa. Peça a Deus a ajuda para colocar esse princípio em prática (Jo 15:5). Se você não tiver tempo para fazer tudo isso antes de sair de casa ou antes de começar o trabalho, estabeleça um mínimo razoável para fazer logo no início do dia (como, por exemplo, apenas orar e ler a Bíblia), e então programe o resto das atividades de comunhão com Deus para outro momento do dia. Durante esses momentos, o próprio Senhor vai falar para você o que deve fazer (Sl 25). Ele vai dar conselhos melhores do que qualquer terapeuta ou pastor desse mundo conseguiria! Peça a Deus força e motivação para obedecer a tudo o que Ele ordenar. [Leia as outras sugestões aqui]

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Intimidade afetiva x intimidade sexual

Dr. Dean Ornish, cardiologista e professor da Universidade da Califórnia em São Francisco, Estados Unidos, em um de seus livros, explica que uma pessoa isolada afetivamente de si mesma e dos outros adoece e pode agravar a doença cardíaca presente. Ele conta a história real vivida por um filósofo professor, Jacob Needleman, numa experiência muito interessante sobre o tema “solidão”. Needdleman comenta: “Há vários anos, perguntei aos meus alunos: ‘O que vocês consideram os principais problemas de nossa sociedade?’ Obtive as respostas usuais: desintegração da família, guerra nuclear, ecologia. Então alguém disse ‘solidão’. Eu perguntei: ‘Quantas pessoas aqui se sentem basicamente sós?’ Todos levantaram as mãos. Fiquei estarrecido. Então perguntei a outro grupo maior de pessoas, com um espectro mais amplo de tipos, e todas, exceto duas, levantaram as mãos. Assim fiquei interessado na solidão. Então um estudante de trinta e cinco anos de idade proveniente da Nigéria disse: ‘Você sabe, quando cheguei à Inglaterra proveniente da Nigéria, não entendia o que as pessoas queriam dizer quando falavam que estavam sós. Somente agora, depois de estar morando nos Estados Unidos por dois anos, é que sei o que significa estar só.' Na cultura dele, a solidão simplesmente não existia; eles tampouco tinham uma palavra para ela. Havia muito sofrimento, muita dor, muita tristeza, mas não solidão. O que é essa solidão que estamos experimentando? As pessoas ficam separadas não somente umas das outras, mas também de uma força harmonizadora em si mesmas. Não se trata somente de ‘Eu estou só’; trata-se do ‘Eu’ estar sozinho. Estamos desprovidos de um relacionamento harmonioso essencial com alguma força universal. Para mim, eis por que a solidão é um fenômeno importante que se deve entender” (Dean Ornish, Salvando o Seu Coração, Editora Relume-Dumará, c.4, 1995).

Há uma solidão básica, universal, nos seres humanos. Falta algo. A percepção dessa falta não é comum a todos. Não é fácil perceber isso. Pode assustar e doer. Quanto melhor se percebe tal solidão, e quanto mais ajuda se obtém para lidar com ela construtivamente, mais cedo se pode administrá-la e, assim, evitar atitudes destrutivas para tentar encobri-la, como compulsões, por exemplo. A resolução dessa solidão envolve dois níveis de atuação e de convivência. Um vertical e outro horizontal. É como a cruz, com os dois paus, um apontando para o alto e o outro para os lados, direito e esquerdo. Isso significa que o ser humano precisa de relacionamentos “horizontais”, ou seja, com outros seres humanos, e “vertical” com um Poder Superior bom, que eu chamo Deus.

A necessidade desses dois níveis de relacionamento não é algo para a pessoa decidir se precisa ou não. Ela precisa. A diferença é que muitos não sentem, não creem que necessitam. Não sentir e não crer não é a palavra final quanto à necessidade profunda do indivíduo. Melhorar a qualidade da vida afetiva é uma necessidade na relação horizontalizada. Por “vida afetiva” me refiro à compaixão pelas pessoas, empatia, sensibilidade, não-competitividade, compartilhar, expressar o afeto verbalizando-o, transmitindo-o em gestos também. Melhorar a intimidade afetiva é uma necessidade e isso não está relacionado com intimidade sexual obrigatoriamente. Muitos têm intimidade sexual mas não conseguem intimidade afetiva. Não conseguem amar. Só “transar”. “Transar” – ter relações sexuais – é o mais fácil num relacionamento. Agora, amar...

Talvez você tenha vivido perdas afetivas significativas em sua vida na infância e adolescência, chegando à vida adulta com dores emocionais e medo de novos relacionamentos íntimos. A frustração do passado, quando você tentou se aproximar e ter intimidade com pessoas afetivamente importantes em sua vida, pode ter causado uma barreira dentro de si mesmo contra novas relações íntimas. Ficou o vazio “horizontal”, nas relações humanas. E é preciso vencer isso, arriscar se abrir, não ter medo do medo da frustração e avançar, com simplicidade e prudência.

Vá com calma nos novos relacionamentos, mas vá. Evite colocar expectativas altas demais nas respostas afetivas das pessoas. Há pessoas confiáveis com quem você poderá se abrir. E as não confiáveis com quem você se relacionará com respeito, mas com alguma distância, dependendo da situação. É mais importante melhorar a qualidade da intimidade afetiva com poucos amigos, do que aumentar o número deles e permanecer superficial.

(Cesar Vasconcellos de Souza, www.portalnatural.com.br)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Casamento feliz = melhores noites de sono

Ter um casamento feliz pode ajudar as mulheres a ter uma boa noite de sono, segundo estudo da Universidade de Pittsburgh, nos EUA. A análise de quase duas mil mulheres casadas, com idades entre 42 e 52 anos, indicou que aquelas que relatavam ser mais felizes no casamento tinham menor propensão a distúrbios do sono. As participantes tiveram de classificar a felicidade no casamento em uma escala crescente de um a sete, e responder se tinham dificuldade em cair no sono, permanecer dormindo ou se acordavam muito cedo sem conseguir dormir de novo. E, avaliando também outros fatores que poderiam afetar o sono, como sintomas depressivos, problemas econômicos ou no trabalho, presença de crianças em casa, consumo de álcool e cafeína, atividade sexual e status hormonal, os pesquisadores concluíram que se sentir feliz no casamento apresenta benefícios para o sono.

(WebMD)

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Beijar o mesmo homem protege contra doença

Cientistas da Universidade de Leeds, no Reino Unido, descobriram que durante o beijo, o homem pode inocular o citomegalovirus - um vírus que vive na saliva masculina - na mulher. Apesar de inofensivo em pessoas adultas, o vírus pode ser extrememente perigoso durante a gravidez, levando ao aborto ou à deficiência do feto. Por isso, a melhor imunização é beijar. Só que para garantir bons resultados, o médico responsável pela pesquisa divulgada no jornal Medical Hypotheses, doutor Colin Hendrie, recomenda que a mulher beije o mesmo homem durante cerca de seis meses antes da gravidez. Assim, dá tempo de o corpo preparar os anticorpos, o que reduz as chances de infecção do bebê.

(Telegraph)

Nota: Fica mais uma vez evidente que Deus projetou o ser humano para a fidelidade conjugal. Além dos benefícios psicológicos e sociais desse estilo de vida, há também vantagens na área de saúde.[DB]

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Brigas de família e dores de cabeça nas crianças

Um estudo recente da Universidade de Gottingen, na Alemanha, indica que até 30% das crianças de todo o mundo sofrem dores de cabeça pelo menos uma vez por semana. Segundo os autores, as discussões de família e a falta de tempo livre estão entre as principais causas desse problema. Avaliando dados de mais de duas mil crianças sobre fatores como família e lazer, os pesquisadores descobriram que as meninas têm duas vezes chances de ter dores de cabeça do que os meninos. Além disso, as análises indicaram que os meninos que assistiam mais de uma briga de família por semana teriam 1,8 vezes mais chances de ter dores de cabeça, e aqueles que tinham pouco tempo para si mesmos teriam 2,1 vezes maior risco.

Os pesquisadores destacam que o comportamento dos pais em relação às queixas das crianças teria influência tanto positiva quanto negativa na frequência das cefaleias, principalmente entre as meninas. Por isso, os especialistas defendem que a família esteja atenta aos sintomas das crianças e evitem conflitos, que poderiam aumentar a recorrência do problema.

(Science Daily)

domingo, 18 de outubro de 2009

Casados têm mais chances de sobreviver a câncer

Pessoas casadas têm mais chances de sobreviver ao câncer do que as que estão se separando no período em que são diagnosticadas, segundo um estudo americano. Pesquisadores da Indiana University analisaram dados de 3,8 milhões de pessoas diagnosticadas com câncer entre 1973 e 2004. Eles constataram que entre os participantes casados, as chances de viver pelo menos cinco anos após o diagnóstico foram de 63%. Entre os que haviam se separado recentemente, as chances caíram para 45%. A equipe concluiu que o estresse provocado pela separação afeta a imunidade do paciente, tornando-o mais vulnerável à doença. O impacto do casamento sobre a saúde já foi alvo de estudos anteriores e os especialistas acreditam que o amor e o apoio do parceiro sejam essenciais na luta contra a doença. O novo estudo, [publicado] na edição de novembro da revista científica Cancer, da American Cancer Society, parece confirmar essa teoria.

A equipe analisou índices de sobrevivência ao câncer durante cinco e dez anos entre casados, nunca casados, divorciados, viúvos e recém-separados. Depois dos casados, o grupo dos participantes que nunca foram casados apresentou os melhores resultados, seguido pelo grupo dos divorciados e, depois, pelos viúvos. "Pacientes que estão se separando na época do diagnóstico podem ser um grupo particularmente vulnerável", disse Gwen Sprehn, principal autora do estudo. "A identificação de estresse associado a relacionamentos no período do diagnóstico poderia levar, logo cedo, a intervenções que poderiam ter um impacto favorável na sobrevivência (do paciente)", sugeriu Sprehn.

Entre as possíveis intervenções mencionadas pelos especialistas estariam, por exemplo, tratamentos psicológicos. A pesquisadora acrescentou, no entanto, que são necessárias mais pesquisas sobre o assunto principalmente para identificar a razão desses padrões de sobrevivência. (...)

(G1 Notícias)
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