quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Tempero: esqueça os industrializados

Todos os produtostestados apresentam higiene adequada na fabricação e possuem um baixo teor de gordura total e de gordura saturada. Mas os altos teores de sódio e glutamato monossódico os vilanizam. O sódio, se consumido além dos limites diários recomendados, pode levar ao desenvolvimento da hipertensão ou piorar o problema se ele já existe. Numa dieta de 2.000 Kcal, a quantidade máxima de sódio que um adulto deve ingerir é de 2.400 mg. A maioria dos produtos testados apresentam quantidades que chegam perto dos limites diários por porção. Confira a quantidade de sódio por marca:

No caso dos temperos de sal e alho, Kitano, Sabor a Mi e Arisco ficam na faixa dos 70% da quantidade diária de sódio recomendada. O menos prejudicial é o Knorr Tok (32%). Entre os caldos de galinha, o Kitano é o que contém mais sódio (54% da quantidade diária recomendada), seguido por Jurema (48%) e Arisco e Sazon (47% cada). Os com menos sódio são Goodlight e Etti (37% cada). Já entre os temperos para aves, peixes e arroz, o Maggi Fondor (também indicado para temperar legumes e saladas) foi o que se saiu pior (55%) e o Kitano, melhor (25%).

Os produtos Knorr Tok, Sabor A Mi, Kitano Mais e Maggi Fondor, por poderem ser utilizados diretamente no alimento sem necessidade de diluição, possuem altos teores de glutamato monossódico. Os demais, se utilizados conforme instrução de preparo descrito nos rótulos, possuem baixos teores deste aditivo.

Como não recomendamos o uso desses produtos, não indicaremos o melhor do teste e a escolha certa. Devido ao excesso de sódio, os temperos industrializados não devem fazer parte da rotina alimentar. Só ocasionalmente pode-se lançar mão desses temperos. No dia-a-dia, o ideal são temperos frescos, como alho e cebola. [...]

(ProTeste)

Os efeitos do vício em cafeína nas crianças

Cafeína é uma droga estimulante que a maioria dos adultos usa em abundância para ficar “ligado”: ser um viciado em café é algo perfeitamente normal. Mas qual o impacto dessa substância em crianças e adolescentes que a consomem nos refrigerantes? Jennifer Temple, pesquisadora da Universidade de Buffalo, EUA, e sua equipe, vêm estudando o consumo de cafeína em crianças e jovens adolescentes há mais de quatro anos. Agora uma versão parcial de sua pesquisa foi publicada no periódico Behavioural Pharmacology e é a primeira a observar os efeitos de refrigerantes cafeinados em crianças e adolescentes. Temple também já havia feito outros estudos do gênero e os resultados das pesquisas anteriores serviram de apoio para esse novo estudo.

Os efeitos da cafeína em adultos já são conhecidos: alterações no ritmo cardíaco, pressão sanguínea mais alta e tremores nas mãos são normais nesses indivíduos, além do desequilíbrio no padrão do sono. Isso vale para as crianças e adolescentes também. Entretanto, os resultados do estudo liderado por Temple mostraram que há uma diferença nos padrões de consumo entre os gêneros.

Observando o hábito de consumo de meninos e meninas, cujas idades variavam entre 8 e 12 anos, os pesquisadores observaram que os garotos se dispuseram a ficar bem mais tempo e trabalhar com mais afinco em um teste de laboratório cuja recompensa era um refrigerante com cafeína (não é preciso citar marcas, afinal, é quase senso comum quais são os que mais “espantam o sono”).

“Observamos também que diversas crianças não consomem somente os refrigerantes com cafeína, mas também consomem doses de café normal. E quando você vê uma criança de 12 anos dizendo que acorda todo dia e toma uma xícara de café, não é possível pensar que isso seja algo bom”, diz a pesquisadora.

Os dados obtidos por Temple mostraram o quanto algumas pessoas se dedicam para obter um alimento em particular – no caso, refrigerantes com cafeína na fórmula – e como o reforço positivo de ações por meio de alimentos é muito similar aos mecanismos de reforço do vício em drogas.

Temple também observa que a diferença do potencial de reforço – ou seja, associar algo que dá prazer a uma determinada atividade – da cafeína entre os meninos e meninas surpreendeu os pesquisadores.

“Isso pode ter relações com os hormônios circulando pelo corpo nessa idade, ou então, as meninas simplesmente são menos sensíveis aos efeitos da cafeína”, diz a pesquisadora, que também afirma que o trabalho é apenas uma parte dos estudos sobre o consumo dessa substância entre crianças. Uma terceira parte do estudo foca agora uma questão crucial: se o consumo de cafeína pode, de alguma maneira, servir de ponte entre outras drogas (legais ou não).

(O que eu tenho?)

INCA divulga direitos e deveres das mulheres sobre o câncer de mama

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) apresentou à sociedade um conjunto de recomendações para reduzir a mortalidade por câncer de mama no Brasil. São sete orientações que destacam as prioridades de ação para o controle da doença, responsável por cerca de 11 mil mortes por ano no país. Destinado à população em geral e a profissionais e gestores do Sistema Único de Saúde, o documento faz parte das comemorações do Outubro Rosa, mês de mobilização mundial em torno do tema.

"Temos um desafio de comunicação", afirmou Luiz Antonio Santini, diretor-geral do INCA, referindo-se à primeira recomendação: O INCA recomenda que toda mulher tenha amplo acesso à informação com base científica e de fácil compreensão sobre o câncer de mama.

"Com os investimentos feitos nos últimos anos pelo Ministério da Saúde, hoje temos condições de fazer recomendações que o gestor de cada instância de governo, a sociedade e cada cidadão individualmente tem capacidade de implementar", disse Santini.

A coordenadora de projetos do Instituto, Marisa Breitenbach, explicou que as recomendações são resultado do trabalho de um dos grupos multidisciplinares instituídos no INCA, chamados Grupos de Tumores.

O Grupo de Tumores em Câncer de Mama se reúne semanalmente desde março de 2009 e elaborou as recomendações a partir de estudos sobre as evidências científicas de ações de detecção precoce para mulheres com sintomas iniciais de câncer de mama (diagnóstico precoce) e para mulheres sem sintomas (rastreamento populacional).

Recomendações sobre o câncer de mama

Veja as sete recomendações que o INCA anunciou a todas as mulheres com relação ao câncer de mama:

Toda mulher tenha amplo acesso à informação com base científica e de fácil compreensão sobre o câncer de mama;

Toda mulher fique atenta aos primeiros sinais e sintomas da doença e procure avaliação médica;

Toda mulher com nódulo palpável na mama e outras alterações suspeitas tenha direito a receber diagnóstico no prazo máximo de 60 dias;

Toda mulher de 50 a 69 anos faça mamografia a cada dois anos;

Todo serviço de mamografia participe do Programa de Qualidade em Mamografia. A qualificação, quando obtida, deve ser exibida em local visível às usuárias;

Toda mulher saiba que o controle do peso e da ingestão de álcool, além da amamentação e da prática de atividades físicas, são formas de prevenir o câncer de mama;

A terapia de reposição hormonal, quando indicada no período pós-menopausa, deve ter rigoroso acompanhamento médico porque essa terapia aumenta o risco de câncer de mama.

(Diário da Saúde)

"Leite" de gergelim + cuscuz nordestino

No último feriado, experimentamos o "leite" de gergelim - e aprovamos! Servi quentinho com cuscuz nordestino para o desjejum. Para quem não conhece, o cuscuz nordestino é uma ótima opção para o desjejum. Trata-se de um alimento a base de milho, 100% natural e muito prático de fazer. Basta comprar a mistura para o cuscuz que se chama "Flocão" (Yoki) e preparar conforme as instruções do rótulo. O pacote de meio quilo custa R$ 1,70 e rende muito mesmo. Para cozinhar o cuscuz será necessário adquirir uma cuscuzeira. O processo de preparo e cozimento leva menos de 15 minutos. Aqui em casa gostamos de preparar o cuscuz nordestino apenas com uma pitada de sal e de vez em quando acrescentamos sementes de erva doce ou coco ralado, mas o cuscuz pode ser feito doce ou salgado (para quem gosta do cuscuz salgado, um ótimo acompanhamento é o molho de tomate). Após o cozimento, colocamos o cuscuz numa tigela e acrescentamos "leite" e mel. Já experimentamos com o "leite" de castanha, de coco e agora com o de gergelim. Aprovamos todas as combinações feitas até agora! Aí vai a receita do "leite" de gergelim:

"Leite" de Gergelim:

Ingredientes:

1 xícara de gergelim branco sem casa
1 litro de água fervendo
1 c.c. de sal
2 c.c. de baunilha
Mel a gosto (coloquei 4 c.s. na minha receita)

Modo de fazer:

Colocar todos os ingredientes no liquidificador e bater bem. Coar apenas se desejar.

Bom apetite e até a próxima!

Karina Carnassale Deana

Comida industrializada contém altos níveis de conservantes, corantes e outras substâncias sintéticas

Seu gosto pode ser delicioso, mas o excesso de conservantes, corantes e outras substâncias sintéticas fazem dos lanches fast-food verdadeiras bombas para a saúde. Um simples pedaço de nugget contém pelo menos 20 ingredientes, dependendo da rede de lanchonetes. Esta foi uma das descobertas do jornalista David Zinczenko, autor do livro "Eat This, Not That", que faz uma análise dos piores alimentos da indústria alimentícia:

Nuggets: A receita original, que une frango, pão e óleo, já não existe há tempos nas lanchonetes. O nugget industrializado tem pelo menos 20 ingredientes (alguns chegam a ter 35), entre eles água, dextrose, óleo de girassol, conservantes, açúcar e fosfato de sódio. Em um único pedaço, é possível encontrar a carne de pelo menos sete galinhas diferentes.

Sanduíche de salame: A maioria das carnes processadas vendidas em lanchonetes e grandes redes de fast-food tem a mistura de porco e carne para baratear seu custo. O salame, principalmente o de baixa qualidade, costuma ser feito de restos do boi, geralmente sobras de músculo, coração e tripa. Uma fatia de salame costuma ter cerca de 15 ingredientes e muito, mas muito sal. Também contém nitrito e nitrato de sódio, conservantes considerados cancerígenos pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Hambúrguer: Estes pedaços de carne estão cada vez mais contaminados graças à produção em larga escala, que aumenta a proliferação de bactérias nas fábricas. Muitas companhias utilizam a amônia na carne para evitar a proliferação de E.coli e salmonella, duas bactérias que causam intoxicação alimentar. O problema é que acabamos ingerindo carne com detergente. Um outro alerta: nos Estados Unidos, estudos já demonstraram que um único hambúrguer tem pedaços de pelo menos 100 bois.

Sanduíches feitos com pão integral: Não caia nesta pegadinha. A maioria dos pães integrais nas redes de fast-food tem menos de 2% de grãos integrais, ou seja, não são nada saudáveis. Além disso, contém substâncias que não são encontradas nos pães caseiros, como o sulfato de amônia, o sulfato de cálcio e o xarope de milho de alta frutose. Em uma pesquisa na rede Subway americana, Zinczenko descobriu que a coloração escura de alguns pães não era por causa dos grãos integrais. A rede utilizava um corante caramelo para deixar as fatias com uma cara mais saudável.

Balas coloridas: O excesso de corantes nas balas e nos chocolates com casquinhas coloridas é péssimo para as crianças. Um estudo publicado no jornal científico 'Lancet', mostra que eles podem aumentar a hiperatividade e os problemas de comportamento nos pequenos. Além disso, são riquíssimos em açúcar. Um pacote pequeno de bala, por exemplo, pode conter mais açúcar do que duas barras de chocolate.

Salgadinhos e batatas chips: O típico salgadinho industrializado contém nada menos do que 39 ingredientes. Destes, apenas três são encontrados no supermercado: a batata, o queijo e o óleo de soja. A maioria tem gordura hidrogenada e glutamato monossódico (MSG), usado para realçar o sabor e estimular o apetite. Estudos ligam o glutamato a enxaquecas, alergias, irritabilidade, tonteiras e até dores no peito.

(O Globo)

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O marido deve ser o dono do manual


Ivan Martins, editor-executivo da revista Época, escreveu um artigo que me chamou atenção mais pelo que não disse do que pelo que disse. Leia o texto aqui e meu comentário logo abaixo: “Quem gosta de ouvir as mulheres acaba escutando coisas que não têm equivalência na linguagem masculina. Outro dia, falando com uma amiga, ouvi uma expressão inédita para mim: o dono do manual. Quando percebeu a minha cara de espanto, a amiga deu uma risada gostosa e explicou que o dono do manual é, simplesmente, o sujeito que melhor transa com uma mulher. Não é o cara de quem ela mais gosta ou a quem ela mais admira, tampouco é o sujeito que ela ama ou com quem deseja se casar. É apenas (se é que o advérbio se aplica) o sujeito com quem ela faz sexo mais gostoso. Com mais liberdade, com mais intensidade, com mais prazer. Ao terminar essa explicação, minha amiga voltou à sua história e concluiu com ar tristonho: ‘Só de pensar que eu nunca mais vou transar com esse cara me dá uma tristeza...’ Ele é o dono do manual. [Leia mais]

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O alto preço da pornografia

A pornografia é um negócio grandioso. Com rendimentos anuais excedendo aos 13 bilhões de dólares nos Estados Unidos e 97 bilhões ao redor do mundo, a indústria pornográfica é maior do que a Microsoft, Google, Amazon, eBay, Yahoo!, Apple, Netflix e EarthLink juntas. Claramente, o apetite por obscenidade é voraz. Mas seria isso ruim? Muitos diriam que não. De acordo com as pesquisas do Barna Group, 38% dos adultos acreditam não haver qualquer imoralidade em ver material de sexo explícito. Além disso, aproximadamente um a cada quatro acredita que não deveria haver restrições quanto à pornografia ou ao seu acesso, a despeito de seu conteúdo impróprio para menores. Infelizmente, 28% dos cristãos “nascidos de novo” acreditam que, mesmo com o que está escrito em Mateus 5:28, não há nada de errado em ver pornografia. O mais triste é descobrir que por volta de 50% dos cristãos e 40% de seus pastores admitem ter problemas com a pornografia. Sob tudo isso está o conceito de que a pornografia seja uma relação particular entre um provedor do mercado livre e seus consumidores. Diferente de outras formas de atividade sexual como a prostituição, o adultério ou o estupro, as consequências negativas, em qualquer das citadas, são apenas vivenciadas pelo usuário. Ainda que a pornografia possa não ser saudável, de acordo com o ponto de vista social, tem pouca ou nenhuma importância. Quanto a todas as preocupações excessivas dos grupos religiosos e conservadores, essa está ultrapassada e inapropriada. Contra tais noções, está a evidência esmagadora da natureza destrutiva da obscenidade, não pelos usuários, mas pelos familiares e a sociedade.

Os estudos mostraram que as imagens sexualmente estimulantes deixam marcas no cérebro que ativam respostas bioquímicas espontâneas, causando dependência psicológica que influencia comportamentos e hábitos. Por exemplo, em uma audiência do Senado americano em 2004, a Dra. Mary Anne Layden, do Departamento de Psiquiatria da Universidade da Pensilvânia, declarou que o cérebro rastreia os resultados mostrados das imagens pornográficas, da mesma forma que ocorre com usuários de cocaína. Em suma, a pornografia é viciante e na internet ela é como o crack.

Atraídos pela disponibilidade, acessibilidade e o anonimato, 40 milhões de americanos adultos visitam regularmente os sites de sexo virtual. De acordo com o National Council on Sexual Addiction and Compulsivity (Conselho Nacional sobre o Vicio e a Compulsividade Sexuais), existem entre 18 e 24 milhões de viciados em sexo nos Estados Unidos, 70% dos quais “afirmam ter problemas de comportamento sexual virtual”.

Muitos descrevem seu vício como sendo uma “vida no inferno”. Como sua tolerância psicológica produz pelo material sexualmente explícito, os usuários são conduzidos a mais e mais imagens pervertidas, a fim de alcançar os mesmos níveis de satisfação sexual. Eles descobriram, assim como C. S. Lewis uma vez propôs, “um desejo cada vez mais crescente por um prazer cada vez menor”.

O consumidor habitual pode gastar horas procurando na internet por aquela imagem especial que ela espera lhe satisfazer por todo o dia; as procuras estendem-se ao local de trabalho. Uma pesquisa da Nielsen Online descobriu que 25 por cento dos empregados com acesso à internet visitam sites de sexo explicito no escritório, ainda que corram riscos de serem disciplinados ou mesmo demitidos. Mas tais comportamentos não estão limitados aos trabalhadores de nível inferior ou em posições não críticas.

Só em abril, o inspetor geral da Comissão Americana de Valores Mobiliários (CAVM) descobriu que, em 2008, trinta e um oficiais superiores acessavam pornografia nos computadores do escritório, enquanto o mercado financeiro estava em chamas. Mais recentemente, mesmo com o derramamento sem fim de petróleo BP no Golfo, funcionários do governo responsáveis por supervisionar as atividades de perfuração foram pegos, entre outras atividades, baixando pornografia no local de trabalho.

No local de trabalho, o vicio em pornografia resulta na perda da produtividade e na negligência de cumprir os deveres, que podem ter efeitos danosos talvez até desastrosos. Em casa, resulta paradoxal e tragicamente em desordens íntimas.

Como o desejo do viciado é pelas cenas eróticas, sua excitação pela “coisa real” diminui. Os fóruns médicos online estão cheios de preocupações quanto aos homens que perderam a libido pelas mulheres na sua vida após a inclinação prolongada à pornografia. Um homem escreve o seguinte:

“Desde que coloquei internet de alta velocidade em casa, comecei a ver muito mais pornografia e meu desejo e desempenho sexuais diminuíram lentamente. Agora está se tornando um problema real. Eu simplesmente não fico tão excitado quanto ao sexo como de costume e parece que perco o interesse depois de alguns minutos.”

Eu sempre me perguntei acerca do mercado frenético de drogas sexuais masculinas que começaram a aparecer na televisão uma década ou mais atrás. Como um vermelho sangue, homem de meia idade, eu tive um péssimo momento, imaginando uma clientela suficiente para comprar todos aqueles produtos. Li registro após registro de homens que se alimentam de pornografia, os quais começaram por uma foto, mas experimentam disfunção erétil (DE) com uma pessoa. Essa é uma experiência masculina comum.

“É assustador o pouco conhecimento que há na internet de que a DE, causada pelo excesso de pornografia, é um problema bem real... Acredito de fato em toda essa anulação de sentimentos. Embora meu coração e alma estejam em minha esposa, ela não pode fisicamente me excitar.”
A baixa libido e o medo de falhar fazem com que muitos homens “pornografados” se tornem indiferentes à sua esposa, até irritados ao ponto de evitarem seus avanços românticos.

Assim como os homens objetificam as mulheres em montantes de seios, coxas e bumbuns, todos unidos para a felicidade masculina, as mulheres se objetificam em espécie. Para competir com aquela modelo das telinhas toda photoshopada, cheia de silicone, as mulheres tentam imitar sua aparência. Lábios com botox, aumento de seios, bronzeamento, “bumbum brasileiro”, entre muitos outros. A auto-objetificação feminina se reflete, o que se tornou, rapidamente, em um dos presentes mais populares de graduação às garotas: aumento de seios, com preços iguais ou maiores que 4.000 dólares. Não é coincidência o fato de que as demandas de drogas para o desempenho masculino e os aumentos do corpo feminino seguem juntos à explosão da pornografia na internet.

Às vezes, uma esposa visitará os sites favoritos de seu marido, na esperança de aprender o que o satisfaz. Mas no fim, de coração partido, ela sempre perde para a megera computadorizada. Assim um viciado reflete dolorosamente: “Ela não pode competir; nenhuma garota nunca pode competir com a ficção visual sexual sem fim que a pornografia oferece.”

A pornografia coloca um enorme estresse no relacionamento, principalmente o casamento. É comum que a esposa do usuário expresse sentimentos de traição, desconfiança e perda de autoestima. Com frequência, tais sentimentos levam à depressão clínica com feridas psicológicas e emocionais duradouras.

Com o surgimento da desconfiança e da ferida, muitas mulheres decidem terminar seu casamento em divórcio. Para ter ideia de quantos, dois terços dos advogados presentes na reunião de 2003 da Academia Americana de Advogados Matrimoniais disseram que a pornografia virtual estava envolvida na metade dos casos que representaram. Considerando as consequências negativas do divórcio, sentido principalmente pelas mulheres e crianças, a pornografia, contrariando o movimento do livre arbítrio, é uma doença social grave. E isso inclui a própria indústria pornográfica.

Shelley Lubben, ex-estrela pornô que abandonou esse mercado, é hoje advogada cristã para os que são vítimas da indústria que lhes é prejudicial física, emocional e espiritualmente. Falando da própria experiência, Shelley diz: “[As atrizes] devem fazer no set o que eles desejam… As garotas… sentem-se como estrelas. São alvos das atenções… Elas não percebem a degradação… Originadas na pornografia, [elas] nem mesmo perguntam se isso é errado… Se afundam nas drogas para dormir. Têm seu [corpo] rasgado… Elas contraem HIV e herpes e se desligam emocionalmente, morrendo.”

Isso é pelos empregados “voluntários” no mercado, mas e quanto aos involuntários? Um número significativo de pessoas na pornografia no cinema e na internet são vítimas de tráfico internacional de humanos. O Departamento Estadual Americano registra que há mais de 12 milhões de escravos modernos, aproximadamente 1,5 milhão dos quais são forçados para o mercado do sexo. Também são incluídas as vítimas mais jovens da demanda insaciável pela obscenidade infantil.

Como mencionado anteriormente, o consumo habitual leva à tolerância psicológica, que cria um desejo crescente pelas imagens distorcidas e chocantes. A escalada no desvio leva com frequência à pornografia infantil.

O Departamento de Justiça Americano estima que há quase 100 mil pedófilos em todo o mundo, que mantêm a internet cheia de mais de um milhão de imagens pornográficas de crianças, que nem são adultas nem consentiram com isso por qualquer definição racionável. Há vítimas que vivem o mesmo tipo de efeitos físicos e psicológicos assim como outras crianças abusadas sexualmente, mas com uma diferença. Agregadas às memórias do abuso em si, estão as imagens degradantes que permanecem “lá fora”, escondidas nas gavetas da escrivaninha ou arquivos eletrônicos, prontos para reaparecer a qualquer momento ao redor do mundo com o clique de um mouse e a re-traumatização da vítima.

Homens, mulheres e famílias, cristãos ou não cristãos, leigos e clérigos, adultos e crianças, empregados, local de trabalho e a indústria. Não há segmento da sociedade que não seja tocado pelos tentáculos corrosivos da pornografia, a um custo financeiro inestimável e um custo humano para o qual nenhuma cifra de dólar pode ser assinada.

(Regis Nicoll é colunista da BreakPoint, Salvo e Crosswalk, além de contribuir para o blog da Irmandade da Prisão, The Point; tradução Elizandra Milene da Rocha)

domingo, 3 de outubro de 2010

Café, chocolate e açúcar podem viciar

Milhares de pessoas têm algum tipo de vício em alimento, um mal responsável por sintomas prejudiciais à saúde e ao convívio social. E não é apenas a cafeína que tem efeitos similares aos de um vício. Engrossam a lista as guloseimas preferidas de mulheres com TPM (tensão pré-menstrual) e das crianças: chocolate e açúcar. Mas, se mesmo podendo viciar, esses alimentos continuam a ser vendidos em qualquer esquina, o motivo é bem simples: os cientistas ainda não chegaram a um consenso sobre eles. O único ponto de acordo é que algumas substâncias podem, sim, causar dependência. Porém, na maioria das vezes, apenas psicológica. “A cafeína, no entanto, tem ação associada ao sistema nervoso central. Ela é um estimulante e atua deixando a pessoa mais disposta, com melhora no raciocínio e na concentração”, afirma João César Castro Soares, endocrinologista e nutrólogo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O chocolate e o açúcar, por sua vez, atuam diretamente no sistema límbico (responsável pelas emoções), estimulando a produção de serotonina. Apesar desses vícios ainda não terem sido equiparados a outros, como o fumo e ao alcoolismo, a falta deles pode trazer sintomas típicos de abstinência – como [...] dor de cabeça.

Confira abaixo os motivos pelos quais café, chocolate e açúcar podem significar um risco à saúde quando consumidos em demasia.

Café – A cafeína age diretamente no sistema nervoso central. Por ter capacidade de chegar à corrente sanguínea, ela atinge o córtex cerebral exercendo efeitos como redução da fadiga e uma melhora na concentração e na capacidade de pensamento. Entre os sintomas de abstinência da cafeína estão dor de cabeça, tremedeira, tontura, aumento da ansiedade e fraqueza. [...]

Chocolate – A teobromina, uma substância presente neste doce, estimula a produção do neurotransmissor serotonina, que proporciona uma sensação de prazer e bem-estar. [...] De acordo com o endocrinologista Walmir Coutinho, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, existem estudos que apontam que a região do cérebro ativada com o consumo do chocolate é a mesma afetada em um dependente de cocaína. O alimento é tão eficiente em proporcionar prazer (e viciar), que, contam os registros históricos, já foi relacionado com forças ditas malignas. “No século 16, os jesuítas deixaram escrito que a bebida feita de cacau consumida pelos nativos era uma coisa do demônio. Isso porque eles não conseguiam parar de consumi-la, era algo viciante”, conta o endocrinologista João César Castro Soares. [...]

Açúcar – Festa de aniversário tem bolo. A inclusão de verduras e legumes no prato da criança é recompensada com uma deliciosa sobremesa. Segundo o endocrinologista João César Castro Soares, nossa cultura tem ainda o hábito de gratificar situações de sofrimento e estresse com... um doce. Se o açúcar já era responsável por uma sensação de prazer – associada à produção de serotonina pelo sistema límbico (emocional) -, ele tem ainda um efeito psicológico incutido na educação quando ainda somos crianças. “É quase um antidepressivo, uma cura momentânea para nossas angústias”, diz. De acordo com Soares, os mamíferos em geral, mesmo aqueles que nunca sentiram o gosto doce antes, são estimulados pelo açúcar. “Se você der um pedaço de doce para um cachorro, ele vai ficar agitado e vai querer mais. Isso em função da sensação de prazer que ele sente com esse alimento.”

Excesso de açúcar: além de estimular o ganho de peso e a obesidade, aumenta as chances de se desenvolver diabetes e de aparecimento de cáries. Algumas pessoas apresentam problemas gástricos.

(Veja)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Abaixo a crueldade humana

A revista Veja da semana passada aparentemente abraçou a causa que visa a combater o sofrimento dos animais de corte. Não é bem assim... mas, de qualquer forma, a matéria chama atenção para uma realidade até então denunciada quase que exclusivamente por ONGs e outras entidades (algumas bem sensacionalistas e polêmicas, como a Peta, outras mais sérias, como o holandês Party for the Animals, dirigido pela adventista Marianne Thieme, e o brasileiro Instituto Nina Rosa). Diz o texto de Veja: “Uma lei aprovada nos Estados Unidos há dois meses dá sinais de que está em curso uma mudança nas relações dos seres humanos com os animais. Ela determina que os frangos criados no estado de Ohio tenham um mínimo de espaço para abrir as asas e ciscar o chão. A lei pode parecer excêntrica – afinal, esses são comportamentos instintivos da espécie. Ocorre que em toda granja avícola moderna os frangos são confinados em lugares apertados, sem espaço para se movimentar. As galinhas poedeiras permanecem espremidas em gaiolas e, frequentemente, têm o bico cortado para não se bicarem. A União Europeia se sensibilizou com o assunto e quer abolir o uso de gaiolas na criação de frangos e galinhas a partir de 2012. Pretende também eliminar uma prática largamente adotada na criação de suínos – o isolamento das fêmeas gestantes em cubículos onde elas não podem se mexer. [Leia mais]

Carne e risco de doença cardíaca em mulheres

Às fãs de carne vermelha, uma má notícia. Comê-la duas vezes ao dia pode aumentar o risco de doenças cardíacas em mulheres, de acordo com um estudo da Escola de Saúde Pública de Harvard, dos Estados Unidos. A equipe analisou a dieta de 84.136 pessoas do sexo feminino de 30 a 55 anos, entre 1980 e 2006. As participantes preencheram um questionário apontando com que frequência ingeriam 116 diferentes itens alimentares. Durante o período do trabalho, 2.210 sofreram ataques cardíacos não-fatais e 952 morreram de patologia coronariana.

A pesquisa descobriu que as voluntárias que ingeriam duas porções de carne vermelha (fresca ou processada) por dia eram 30% mais propensas a sofrer problemas no coração do que as que saboreavam apenas a metade. Substituir a iguaria por nozes mostrou reduzir a chance de enfermidades do coração em 30%; por peixe, em 24%; por ave, em 19%.

A nutricionista Marek Doyle comentou as conclusões ao jornal Daily Mail. Afirmou que evitar totalmente a carne vermelha priva a pessoa de uma fonte rica de proteínas e ferro [na verdade, é possível substituir adequadamente a carne por alimento de origem vegetal]. Além disso, apontou que há uma grande diferença entre o produto fresco e processado, sendo o segundo menos saudável.

(Terra)

Álcool aumenta risco de câncer de mama

O consumo de álcool é um fator de risco estabelecido para câncer de mama em geral. Porém, um novo estudo descobriu que o álcool aumenta o risco de tumor lobular, mas não necessariamente tumor ductal. Ou seja, a relação entre consumo de álcool e risco de câncer de mama se aplica a alguns subtipos da doença. Para entender como o álcool pode influenciar subtipos de câncer de mama, pesquisadores realizaram um estudo observacional, conduzido entre 1993 e 1998, que incluiu 87.724 mulheres com idade entre 50 e 79 anos, na pós-menopausa. Os cientistas olharam particularmente para os seguintes dados de 2.944 mulheres que desenvolveram câncer de mama invasivo: subtipos de tumor e status hormonal, consumo de álcool, características demográficas e estilo de vida, história familiar de doenças e história reprodutiva.

As mulheres foram classificadas como as que nunca beberam, as que pararam de beber e as que bebiam atualmente. As que bebiam foram agrupadas em seis categorias de acordo com o número médio de bebidas por semana, desde menos de um drinque por semana até mais de 14 drinques por semana.

Os pesquisadores descobriram que o consumo de álcool é mais fortemente relacionado ao risco de tumor lobular do que de tumor ductal, e mais fortemente relacionado ao câncer de mama hormônio-receptor-positivo do que o câncer de mama hormônio-receptor-negativo. Esses resultados confirmam pesquisas anteriores com conclusões semelhantes. Os riscos observados não variam de acordo com o tipo de álcool consumido pelas mulheres.

Segundo os autores da pesquisa, as mulheres que bebiam uma ou mais doses de álcool por dia tiveram quase o dobro de risco de câncer de mama do tipo lobular, mas nenhum aumento no risco de câncer de mama do tipo ductal. Ainda segundo eles, é importante notar que o câncer ductal é muito mais comum do que o câncer lobular. Aproximadamente 70% de todos os cânceres de mama são ductais, sendo que cerca de 10 a 15% dos casos é lobular.

(Hypescience)

Leia também: "Além do vício em tabaco, nicotina é responsável por desenvolver câncer de mama"

Frutas que preservam a lucidez por mais tempo

Uma reunião nacional da Sociedade Americana de Química, em Boston (Massachussets, EUA), terminou concluindo que frutas vermelhas – tais como morango, framboesa e amora, que em inglês são identificadas por terminar com “Berry” – são úteis para desacelerar o processo de desgaste natural do cérebro, ou seja, retardam o envelhecimento de nosso sistema nervoso. O motivo: alguns compostos químicos, presentes nestas frutas, limpam e reciclam proteínas tóxicas, que ocorrem naturalmente e são responsáveis pelo declínio gradativo das capacidades mentais e pela perda de memória. Tais compostos naturais são os polifenóis, que além destas frutas também podem ser encontrados (em quantidade um pouco menor) em legumes e nozes. Os polifenóis têm um antioxidante e exercem efeito anti-inflamatório que pode proteger contra a degradação cerebral que vem com a chegada da “melhor idade”.

Os testes para comprovar essa tese foram especialmente preparados para serem apresentados na conferência em Boston. Apesar de um experimento como este não ser dos mais perigosos, foi inicialmente testado em ratos. Os cientistas passaram a alimentar os camundongos perto do fim da vida (eles, assim como as ratazanas, vivem entre 2 e 3 anos), durante dois meses, com porções de morango, mirtilo (também chamado de uva-do-monte, é outra frutinha do grupo com propriedades quase miraculosas) ou amora. Os exames mostraram uma reversão do declínio relativo à idade nas funções nervosa e comportamental que envolvem o aprendizado e a memória nos ratos.

Os pesquisadores, no entanto, não têm dúvidas de que os mesmos efeitos são observados em humanos. Isso porque os nutrientes das frutas e os compostos tóxicos que elas limpam são os mesmos, entre ratos e humanos. A alimentação, assim, desempenha na sanidade mental dos velhinhos um papel mais importante do que imaginamos.

(WebMD)

Patê de cenoura crua

Ingredientes:

2 cenouras grandes raladas
1 c. c. de sal
Suco de 1 limão
Cheiro verde a gosto
1 dente de alho
Óleo ou azeite suficiente para o liquidificador começar bater a mistura

Modo de fazer:

Colocar todos os ingredientes no liquidificador e bater. Vai dar um pouquinho de trabalho para bater. Será preciso desligar de vez em quando e ajudar a mexer a mistura com a colher. Bater até triturar bem a cenoura. Excelente com pão integral!

Bom apetite!

Karina Carnassale Deana

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Palestra com o Dr. Silmar Cristo

Há duas semanas, assistimos uma palestra com o Dr. Silmar Cristo, que apresentou 12 passos a serem seguidos, se quisermos restaurar a saúde e termos uma vida longeva e de qualidade. Para ele, ao contrário do que muitos pregam por aí, o primeiro passo é diminuir a quantidade de comida ingerida (geralmente comemos muito mais do que necessitamos) e diminuir a frequência das refeições, ou seja, darmos um descanso de no mínimo 5 horas para o nosso estômago fazer o seu trabalho e descansar (hoje em dia se prega que devemos comer de 3 em 3 horas - coitado do nosso aparelho digestório!). Para a surpresa de muitos dos ouvintes, o segundo passo apresentado por ele foi evitar o uso de açúcar e refinados. Acho que esse é um grande desafio para todos nós. Segundo ele, o açúcar realmente é viciante e seus efeitos negativos sobre a saúde são imensos. O açúcar é um dos responsáveis pela vida cada vez mais curta, ou cada vez mais problemática em termos de saúde do ser humano. O artigo abaixo publicado pela Folha só veio a confirmar o que ouvimos em sua palestra sobre o açúcar.

Para o Dr. Silmar, os melhores recursos para "adoçar a vida" são as frutas, com seu dulçor natural, o mel e o melado (com moderação, claro). Aqui em casa, há algum tempo fazemos uso do açúcar mascavo (para receitas de bolo, biscoitos, etc.) e o açúcar demerara (para eventuais sucos e sobremesas), mas no dia a dia nos adaptamos muito bem ao sabor do mel. Faça um teste de alguns dias sem o açúcar refinado (incluindo o cristal). Os resfriados frequentes, a dor de garganta que nunca passa, a dor de cabeça, os problemas respiratórios, as alergias, a depressão e a sonolência certamente vão diminuir significativamente. Vale a pena passar por essa crise de abstinência.

(Karina Carnassale Deana)

"Açúcar pode causar efeito semelhante ao da cocaína no cérebro"

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

TV provoca problemas de concentração

Longas horas em frente à TV, seja assistindo à programação ou jogando videogame, podem atrapalhar a concentração das crianças na escola, segundo novo estudo da Universidade do Estado de Iowa, nos Estados Unidos. De acordo com os especialistas, há muita discordância nesse assunto, e a nova pesquisa traz mais evidências de que esse tipo de diversão pode provocar problemas de atenção e aumentar a agressividade das crianças. Acompanhando, por um ano, mais de 1,3 mil crianças em idade escolar e entrevistando pais e professores, os pesquisadores descobriram que aquelas que ficavam mais de duas horas por dia em frente à TV - o limite recomendado pela Academia Americana de Pediatria - tinham 67% maior propensão de exceder o nível médio de problemas de atenção na escola. E testes com estudantes universitários mostraram efeitos similares, porém ainda mais preocupantes. Entretanto, nenhum dos participantes foi diagnosticado com transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, que são casos mais extremos que atingem de 3% a 7% das crianças em idade escolar.

Embora os resultados sejam claros, eles não comprovam uma relação de causa e efeito, e, por isso, os autores relativizam os efeitos da mídia. “Nem todas as crianças serão influenciadas na mesma proporção. Não há uma coisa que determina nosso comportamento. É uma combinação de todo ‘vai e vem’ que recebemos - a mídia é apenas uma variável”, explicou o pesquisador Douglas Gentile. “O estudo possivelmente oferece aos pais uma defesa de primeira linha, porque (o tempo em frente à tela) é algo que eles podem controlar”, acrescentou o especialista.

(Boa Saúde)

Males da cafeína

1. A cafeína está associada com desmineralização óssea, podendo contribuir para a osteoporose.

2. Alguns estudos recentes mostram uma possível relação entre o consumo de cafeína e o câncer de bexiga. Outros estudos mostram que o consumo de 1 xícara de café ao dia é suficiente para aumentar o risco de cancer de estomago, rins, pulmoes, colon e esofago.

3. Piora de quadros de ansiedade, insonia e depressão.

4. Problemas no estomago (gastrites e úlceras) e refluxo (azia).

5. Elevação da pressão arterial, da glicemia e do colesterol, mesmo quanto tomado sem açúcar.

6. O consumo de 5 xícaras de café por dia está associado a um aumento de 300% no risco de doenças cardiovasculares.

7. Aumento do risco de abortos e bebes nascidos com baixo peso, quando consumidos por gestantes.

8. Certamente é a droga mais consumida no mundo, por ser lícita e considerada inofensiva pela população. Lembrando que droga é uma substância química que atua no Sistema Nervoso Central e que causa dependência.

9. As últimas pesquisas de mercado feita pelos produtores de café demonstrou que o café tem uma penetração de 97% no Brasil (ou seja, das mais de 1.600 pessoas entrevistadas, 97% bebiam café regularmente e haviam tomado café no dia da pesquisa ou no dia anterior!). É realmente preocupante!

(Dr. Luiz Fernando Sella)

Cerveja aumenta doença de pele em mulheres

Mulheres que bebem cerveja regularmente têm mais chances de desenvolver psoríase, uma doença de pele crônica, segundo sugere um estudo de pesquisadores americanos. O estudo descobriu que as mulheres que bebem cinco cervejas por semana têm o dobro de risco de desenvolver a doença em comparação com as mulheres que não bebem. A pesquisa, da Harvard Medical School, nos Estados Unidos, analisou dados de mais de 82 mil enfermeiras entre 27 e 44 anos e seus hábitos de consumo de bebidas alcoólicas entre 1991 e 2005. Os pesquisadores disseram observar um aumento de 72% no risco de psoríase entre as mulheres que bebiam mais do que uma média de 2,3 cervejas por semana em relação às mulheres que não bebiam. Para as mulheres que bebiam cinco copos de cerveja por semana, o risco era 130% maior. [...] "A cerveja comum foi a única bebida alcoólica que aumentava o risco de psoríase, sugerindo que alguns componentes não-alcoólicos da cerveja, que não são encontrados no vinho ou nos destilados, podem ter um papel importante no estabelecimento da psoríase", afirma o autor da pesquisa, Abrar Qureshi. [...]

A psoríase é uma doença crônica de pele caracterizada por escamações com coceira que normalmente aparecem nos joelhos, nos cotovelos e no coro cabeludo, mas que podem também atingir outras áreas do corpo, incluindo a face. A doença, cuja origem é genética, é normalmente desencadeada por alguma situação específica. Seus efeitos são comumente leves, mas em alguns casos extremos chegam a deixar os pacientes desfigurados.

(Diário da Saúde)

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Oito benefícios do sexo para a saúde

Que o sexo te faz bem, isso você já notou. O orgasmo, por exemplo, é uma das sensações mais íntimas e deliciosas para homens e mulheres e é muito mais do que sinal do sucesso de uma relação sexual. A cada dia, os cientistas descobrem novos efeitos dessa reação orgânica que, além de melhorar as emoções, faz muito pela sua saúde. "O orgasmo contribui para que homens e mulheres vivam com mais qualidade, trata-se de um momento de prazer que reverbera por vários dias", afirma o ginecologista Neucenir Gallani, da clínica SYMCO. Porém, apesar de proporcionar prazer e qualidade de vida, uma pesquisa feita pela Universidade de São Paulo (USP) revelou que 70% dos brasileiros fazem menos sexo do que declaram em conversas e pesquisas públicas. Por isso, o Minha Vida estimula você a melhorar essa situação trazendo o que a ciência e os especialistas andam dizendo por aí sobre os benefícios que uma vida sexual ativa trazem ao corpo. [Leia mais]

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Fatores que antecipam puberdade nas meninas

Um estudo divulgado pela revista americana Pediatrics na segunda-feira, 8 de agosto, revelou que a puberdade está ocorrendo cada dia mais cedo nas garotas. O desenvolvimento dos seios, por exemplo, tem começado em média entre os 7 e 8 anos. Segundo os pesquisadores, as causas mais prováveis são a alimentação rica em gordura, que estimula a produção dos hormônios, e a presença de substâncias químicas que imitam os efeitos do estrogênio no organismo das meninas. A pesquisa, liderada pelo Dr. Frank M. Biro, é a última de uma série de estudos que buscam descobrir por que as meninas estão se tornando adolescentes cada vez mais cedo e quais os efeitos que isso pode causar à sua saúde na vida adulta. A questão é motivo de preocupação, tanto por razões médicas quanto psicológicas. Alguns estudos sugerem que a puberdade precoce, medida a partir da primeira menstruação, pode aumentar ligeiramente o risco de câncer de mama, já que a garota passa a ter uma exposição prolongada a hormônios como estrogênio e progesterona, que podem estimular alguns tumores.

Apesar da última pesquisa se basear no crescimento dos seios, e não na primeira menstruação, esse fator também é um demonstrativo de exposição hormonal e alguns pesquisadores defendem que isso também poderia significar um aumento do risco de câncer.

Do ponto de vista psicológico, os especialistas garantem que a experiência de ter o desenvolvimento mental diferente do físico pode ser traumática para algumas meninas, já que elas ainda não estão preparadas para lidar com as reações sexuais masculinas ou com os próprios impulsos hormonais do seu corpo.

A pesquisa avaliou o desenvolvimento de 1.239 meninas entre 6 e 8 anos, divididas em quatro grupos: brancas, negras, latinas e asiáticas.

Segundo Biro, que também é diretor de hebiatria do Hospital Cincinnati Children, os resultados mostraram que garotas brancas entraram na puberdade antes do período previsto, enquanto as negras iniciaram a adolescência, em média, antes das demais.

Garotas acima do peso também apresentaram desenvolvimento precipitado, enquanto as crianças com peso normal não apresentaram alteração na idade de início da puberdade. Apesar desse dado, o diretor da pesquisa não acredita que o nível de gordura seja o único fator relevante.

A possibilidade de fatores ambientais, como ingestão de substâncias químicas, aumentarem os níveis hormonais antes da hora estão sendo investigados pela equipe, que está avaliando a exposição dessas garotas a diversos componentes químicos.

“Essa é certamente uma séria bandeira de advertência”, afirmou Dr. Biro em entrevista ao New York Times. “Eu acho que devemos repensar tudo a que estamos expondo os nossos corpos e os corpos dos nossos filhos. Esse é um forte aviso que nós devemos prestar atenção.”

(Eco Desenvolvimento)

sábado, 7 de agosto de 2010

Leite materno protege intestino do bebê

Grande parte do leite humano não pode ser digerida por bebês e parece ter um propósito bem diferente da nutrição infantil: de influenciar a composição das bactérias no intestino da criança. Os detalhes dessa relação triangular entre a mãe, a criança e os micróbios do intestino estão sendo investigados por três pesquisadores. Eles descobriram que uma cepa particular de bactéria, uma subespécie de Bifidobacterium longum, possui um conjunto especial de genes que permitem que ela tenha sucesso no componente indigestível do leite. Essa subespécie é comumente encontrada nas fezes de crianças. Ela cobre o forro do intestino do bebê, protegendo-o de bactérias nocivas. As crianças presumivelmente adquiriram a cepa especial de bifido de suas mães, mas, estranhamente, ela ainda não tenha sido detectada em adultos.

A substância indigesta que favorece a bactéria é uma enorme quantidade de açúcares complexos derivados de lactose, o principal componente do leite. O genoma humano não contém os genes necessários para quebrar os açúcares complexos, mas a subespécie bifido tem, segundo os pesquisadores.

Os cientistas pensavam que os açúcares complexos não tinham nenhum significado biológico, apesar de constituírem até 21% do leite. Além de promover o crescimento da estirpe de bifido, eles também servem como chamarizes para as bactérias nocivas que possam atacar o intestino do bebê.

Os açúcares são muito semelhantes àquelas substâncias encontradas na superfície de células humanas, e são construídos no peito pelas mesmas enzimas. Muitas bactérias tóxicas e vírus “grudam” às células humanas se encaixando nos açúcares da superfície. No caso das crianças, eles se ligarão aos açúcares complexos do leite. Os estudiosos acreditam [haja fé para isso!] que as mães têm evoluído para deixar esse material liberado para a criança.

Os pesquisadores veêem o leite como “um produto da evolução surpreendente”, fortemente moldado pela seleção natural, crucial para a sobrevivência da mãe e da criança. Do ponto de vista do bebê, que nasce em um mundo cheio de micróbios hostis, com um sistema imunitário inexperiente e sem o ácido do estômago cáustico que em adultos mais mata bactérias, qualquer elemento no leite que protege a criança a fará ser fortemente favorecida pela seleção natural.

Os pesquisadores estão tentando “desconstruir” o leite, pois acreditam que embora ele tenha sido projetado para as crianças [foi projetado ou evoluiu?], suas lições podem ser aplicadas aos adultos. Os açúcares complexos, por exemplo, são evidentemente uma forma de influenciar a microflora intestinal, de modo que em princípio poderia ser usado para ajudar os bebês prematuros, ou aqueles que nasceram por cesariana. [...]

As proteínas do leite também têm funções especiais. Uma, chamada alfa-lactoalbumina, pode atacar as células tumorais e infectadas por vírus, restaurando sua capacidade perdida de cometer “suicídio celular”. A proteína, que se acumula quando uma criança é desmamada, também é um sinal para o peito remodelar-se de volta ao estado normal.

Tais resultados deixaram os três investigadores cientes de que cada componente do leite provavelmente tem um papel especial. Está tudo lá para um propósito, então a mensagem deles para todas as mães é: por favor, amamentem! [NewYorkTimes]

(Hypescience)

Nota: Tanta perfeição e complexidade, com um elemento dependendo do outro, só podem ser evidências de um projeto inteligente; evidências de um Criador. Essas propriedades do leite materno tinham que funcionar desde o início, caso contrário o primeiro bebê correria sérios riscos de morte.[DB]
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