Mostrando postagens com marcador álcool. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador álcool. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Cerveja aumenta doença de pele em mulheres

Mulheres que bebem cerveja regularmente têm mais chances de desenvolver psoríase, uma doença de pele crônica, segundo sugere um estudo de pesquisadores americanos. O estudo descobriu que as mulheres que bebem cinco cervejas por semana têm o dobro de risco de desenvolver a doença em comparação com as mulheres que não bebem. A pesquisa, da Harvard Medical School, nos Estados Unidos, analisou dados de mais de 82 mil enfermeiras entre 27 e 44 anos e seus hábitos de consumo de bebidas alcoólicas entre 1991 e 2005. Os pesquisadores disseram observar um aumento de 72% no risco de psoríase entre as mulheres que bebiam mais do que uma média de 2,3 cervejas por semana em relação às mulheres que não bebiam. Para as mulheres que bebiam cinco copos de cerveja por semana, o risco era 130% maior. [...] "A cerveja comum foi a única bebida alcoólica que aumentava o risco de psoríase, sugerindo que alguns componentes não-alcoólicos da cerveja, que não são encontrados no vinho ou nos destilados, podem ter um papel importante no estabelecimento da psoríase", afirma o autor da pesquisa, Abrar Qureshi. [...]

A psoríase é uma doença crônica de pele caracterizada por escamações com coceira que normalmente aparecem nos joelhos, nos cotovelos e no coro cabeludo, mas que podem também atingir outras áreas do corpo, incluindo a face. A doença, cuja origem é genética, é normalmente desencadeada por alguma situação específica. Seus efeitos são comumente leves, mas em alguns casos extremos chegam a deixar os pacientes desfigurados.

(Diário da Saúde)

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Beber demais causa envelhecimento precoce

Cientistas italianos descobriram mais um efeito negativo do consumo excessivo de álcool: o envelhecimento precoce. De acordo com os pesquisadores da Universidade de Milão, a bebida acelera o processo natural de envelhecimento das células - e pode também aumentar as chances de desenvolvimento de câncer. O estudo mostra que o álcool causa inflamações nos telômeros - longas fitas de DNA que formam as extremidades dos cromossomos. Os telômeros tornam-se mais curtos a cada divisão celular. Naturalmente, com o passar dos anos, ficam tão curtos que impedem a divisão das células - o que as danifica seriamente ou até mesmo destrói. Esse processo é conhecido como "envelhecimento replicativo."

O consumo excessivo de álcool, segundo os pesquisadores, acelera o processo de "encurtamento" dos telômeros. Como tal diminuição é também a causa de alguns tipos de câncer, os cientistas alertam para o fato de que a bebida pode contribuir para o surgimento da doença.

"Pessoas que bebem em demasia costumam ter o olhar abatido e frequentemente têm a aparência envelhecida. Eles também costumam desenvolver doenças típicas do envelhecimento ainda jovens", explica Andrea Baccarelli, cientista que liderou o estudo.

Durante o estudo, os cientistas dividiram em dois um grupo de 250 voluntários - todos tinham idades e características físicas semelhantes. Os participantes do primeiro grupo bebiam mais do que quatro doses de álcool por dia. Os resultados mostraram que o comprimento dos telômeros foi drasticamente reduzido nesses voluntários. Em alguns deles, o comprimento dos telômeros caiu quase a metade.

A pesquisa foi apresentada na conferência anual da Associação Americana de Pesquisa do Câncer.

(Veja)

Nota: Pelo visto, o mito do calicezinho diário de vinho para promover a longevidade era apenas isto mesmo: mito. E se alguém quiser argumentar dizendo que uma pequena dose não faz mal, é bom lembrar que nenhum alcoólatra começou bebendo uma garrafa por dia. Por que arriscar?[DB]

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Álcool: não há dose segura

A lista dos possíveis fatores que elevam o risco de câncer de mama cresce a cada ano. Obesidade e sedentarismo têm seus efeitos danosos comprovados em números e estatísticas. A novidade no tema, embora ainda sem garantias oficiais, aponta que o consumo moderado de álcool também aumenta as chances da doença. Fabiana Baroni Makadissi, mastologista do Hospital A.C Camargo, explica a relação usando a metáfora da balança: os fatores de risco estão de um lado, e os de proteção, no outro. Nesse caso, endossa a médica, o desequilíbrio é condição para aumentar ou não a chance de aparecimento da doença. Quanto maior for o peso da proteção menor serão os riscos.

A especialista diz que a matemática é simples. O câncer está diretamente relacionado à qualidade de vida. “Ainda não temos como dominar e controlar a doença, mas tudo que for possível fazer para deixar o organismo equilibrado, é benéfico e diminui as chances dela aparecer.”

Segundo Fabiana, o câncer de mama é multifatorial, ou seja, causado por diversos fatores. A obesidade, o sedentarismo e o consumo de álcool não desencadeiam a doença sozinhos, mas potencializam os riscos. “Nascer mulher e estar envelhecendo também são fatores de risco para o surgimento da doença. Estes dois não temos como mudar, mas os outros fatores sim. A manutenção da saúde, é responsabilidade de cada um.”

Na teoria, os médicos revelam que consumir 120 ml de vinho (o equivalente a uma taça) ou 275 ml de cerveja, quantidade inferior a uma latinha, por dia já é considerado uma dosagem de risco. O ideal, aponta a mastologista, seria limitar a ingestão a celebrações e ocasiões especiais e, ainda assim, manter a disciplina. [Por que não cortar de vez?]

"As mulheres que consomem álcool apresentam níveis elevados de hormônios, em especial o estrógeno e, em particular, o estradiol, que é um tipo de estrógeno, o hormônio considerado como o grande vilão do câncer de mama", esclarece a mastologista.

Alguns estudos sugerem que a bebida aumentaria a suscetibilidade à carcinogênese - sequência de eventos que culmina no aparecimento do câncer no tecido mamário. O álcool causaria também dano no DNA (molécula que armazena as informações genéticas) das células e ampliaria o potencial metastático (capacidade que as células do tumor têm de se espalhar para outras partes do copo) das células tumorais.

Felipe Andrade, mastologista do Hospital Sírio Libanês de São Paulo, explica que o álcool e a gordura têm uma influência negativa sobre o hormônio feminino. “O câncer é um tumor que se alimenta de hormônios. A gordura estimula a produção do estrogênio, que é extremamente prejudicial à mulher, e o álcool sinaliza esse hormônio de forma negativa.” [Portanto, uma dieta natural não cárnea e a abstinência de álcool são o caminho mais seguro - exatamente como sugere o estilo de vida defendido nas páginas da Bíblia.]

Apesar de os estudos ainda serem inconclusivos, o médico não descarta a importância do alerta. “Embora ainda não tenhamos dados que decifrem de que forma essa sinalização é feita, já sabemos que a relação entre o álcool e o estrogênio é negativa, o que exige um cuidado redobrado.”

(Delas)

quarta-feira, 17 de março de 2010

Beber moderadamente não traz benefícios

Um estudo realizado na Itália com 3 mil adultos aponta que beber moderadamente pode não trazer os benefícios proclamados por outras pesquisas. O estudo foi feito com pessoas de 70 a 79 anos e mostra que fatores ligados ao estilo de vida, como exercícios e alimentação saudável, são muito mais ligados à saúde do que a o costume de beber pouco ou moderadamente. De acordo com os pesquisadores da Universidade de Ferrara, beber uma ou duas doses alcoólicas diárias podem simplesmente ser um costume de pessoas saudáveis, e não o motivo pelo qual elas têm saúde. Vários estudos mostram que pessoas que bebem moderadamente vivem mais que os abstêmios e as que bebem muito. Pesquisas anteriores mostram que existe uma relação entre o consumo de álcool e a mortalidade, em que o risco de morte diminui com algumas doses semanais e aumenta quando as doses também são em maior número. O principal motivo apontado para isso é a diminuição do risco de doenças cardiovasculares em pessoas que bebem moderadamente. Além disso, o álcool serve como afinador do sangue e reduz o risco do entupimento de artérias, como a aspirina. Porém, muitas pesquisas passaram a relacionar a bebida com inúmeras melhorias fisiológicas, desde capacidade cognitiva a cura de resfriados, levando à suspeita dos pesquisadores italianos. [Mudanças saudáveis no estilo de vida, sem os riscos do consumo de álcool, levam aos mesmos benefícios.]

A equipe que fez o estudo analisou um questionário feito com os participantes da pesquisa, que responderam sobre a sua ingestão de álcool e problemas comuns durante a terceira idade, como dificuldades cognitivas, quedas e declínio das funções corporais. Os resultados mostraram que as pessoas que afirmaram beber moderadamente têm estas funções em melhor estado que aquelas que não bebem ou que bebem muito.

A pesquisa, entretanto, foi mais fundo na questão: outro questionário foi feito para observar características relacionadas ao estilo de vida, como atividades físicas, peso, educação e renda. Quanto mais o estilo de vida era levado em consideração, menos o consumo de álcool parecia ter um papel importante para os resultados positivos durante a idade avançada.

Além disso, os pesquisadores consideraram que, muitas vezes, os abstêmios deixam de beber devido a medicações usadas para tratar doenças ou até mesmo porque se sentem doentes ou fracos para ter o hábito. [...]

(Hypescience)
Related Posts with Thumbnails