segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Slow Living: para uma vida mais calma

Estamos vivendo os tempos da ditadura da FELICIDADE, em letras maiúsculas. Ser feliz virou uma obrigação e, teoricamente, estaria ao alcance de todos. Basta querer muito, fazer muito, se preocupar muito, se inquietar muito, correr muito, comprar muito. Na contramão dessa cultura, há quem busque um estilo de viver de maneira mais calma, com consciência e cuidado, um jeito de morar de forma sustentável, com respeito aos tempos internos, atenção na hora de consumir, leveza nos relacionamentos e responsabilidade ao usar os recursos naturais do planeta.

É o chamado Slow Living, um movimento desencadeado na carona do movimento Slow Food – resposta ao jeito desatento de engolir fast-food. A prática do Slow Living procura não só o caminho de tranquilidade, o tempo de descanso, tempo para o trabalho e para a família, mas também como ter tempo para nós mesmos. É para quem acredita em um estilo de viver mais humano, priorizando a qualidade dos momentos. Vale salientar, portanto, que essa forma de vida significa também estar pronto e produtivo quando necessário. Planejamento, organização e atitude ajudam bastante na materialização dessa proposta. [...]

(Clic RBS)

Nota: O nome pode ser novo, mas o conceito da sábia administração da vida, com períodos de trabalho seguidos de descanso (o sábado) é bem antigo e está na Bíblia. É só lê-la e colocar em prática.[DB]

Jovens vegetarianos precisam ficar de olho no que colocam no prato

[Clique na imagem ao lado para vê-la ampliada.] “Meus pais comem muita carne. Minha mãe comprava galinha e matava em casa. Aquilo mexia comigo. Um dia, fui visitar familiares no Nordeste e eles mataram um porco a marretadas! Como tinham coragem de marretar a cabeça de um bicho que era quase de estimação? Ali eu parei.” Foi assim que Rodolfo Duarte, 23, gerente de restaurante em São Paulo, riscou as carnes do seu cardápio. Mesmo sem presenciar um abate, a estudante Laura Viana, 17, chegou à mesma conclusão. “Comecei a achar que, com tantas opções de alimentos, não era necessário criar animais com o único objetivo de comê-los.” Enfrentando os preconceitos que ainda existem contra vegetarianos (seriam hippies tardios, fracotes) e a pressão dos pais (meu filho vai ficar anêmico?), um grupo crescente de jovens tem optado por não comer animais, movidos mais por questões éticas e ambientais do que de saúde.

Pesquisa da Escola Superior de Propaganda e Marketing no final de 2010 contabilizou 4% de vegetarianos entre jovens de São Paulo e Rio, das classes A, B e C. Nos EUA, um em cada cinco universitários já aboliu a carne.

Segundo Johathan Safran Foer, autor de Comer Animais, “virou um fenômeno político. Quando eles se tornarem jornalistas e políticos, o ponto de vista sobre a questão da carne vai mudar completamente”, diz.

É nas redes sociais, em eventos como a Verdurada (festival de música com comidinhas sem carne), ou na base da curiosidade que os novos vegetarianos se viram. A estudante Ana Carvalho, 15, parou de comer carne há três anos e começou a se encher de pão e doces. No fim de 2009, estava anêmica. Foi um drama. A mãe queria porque queria que ela parasse com aquela história. E Ana concordou em voltar aos bifes. “Só por seis meses.” Assim que o sangue voltou ao normal, ela - de novo - aboliu a carne. “Agora, sigo a dieta indicada por uma médica, com soja, beterraba, cenoura e verduras. Estou ótima”, diz.

Segundo o nutrólogo e hebiatra Mauro Fisberg, docente da Universidade Federal de São Paulo, “aprender com os amigos não basta; é importante procurar a ajuda de um médico ou nutricionista para uma dieta equilibrada”.

“Quando parei de comer carne, parecia que eu é que era a aberração”, diz Thiago Vasconcelos, 18. Nem a mãe dispunha-se a cozinhar para ele. “Eu já sabia cozinhar de forma péssima. Aí, tive de melhorar para ruim.”

Muitos vegetarianos são obrigados a aprender a cozinhar, já que ainda há poucas opções nos restaurantes. Mas conforme tornam-se mais importantes na demografia, grandes indústrias passam a cobiçar o novo mercado. A Perdigão, por exemplo, já oferece produtos como salsicha e hambúrguer de soja. Outras empresas vêm com quibes e linguiças vegetais, bife de glúten e até os inacreditáveis glutadela (mortadela de glúten) e tofupiry (requeijão de tofu).

Já que essa geração de vegetarianos tem mais problemas com os maus-tratos da indústria do abate e seu ônus para o planeta do que com o gosto da carne em si, dá-lhe imitação. “Adoro os industrializados”, diz Iran Pereira, 21, da banda Still Strong. É um vegetarianismo muito além das abobrinhas.

(Folha.com)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Vantagens do vegetarianismo

Em países emergentes, como a China e o Brasil, o consumo de carne está aumentando dramaticamente. Na verdade, o consumo mundial de carne vermelha quadruplicou desde 1961. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) espera que o aumento da prosperidade conduza a uma duplicação da produção mundial de carne até o ano de 2050. A questão é se o nosso planeta, com seus recursos limitados, ainda será capaz de satisfazer todas as nossas necessidades no futuro. “Produzir um quilo de carne consome entre sete e 16 kg de grãos ou soja como ração animal”, afirma o Dr. Peter Eisner, do Instituto Fraunhofer, na Alemanha. “Como resultado, nos EUA, cerca de 80 por cento do grãos produzidos vira alimento para o gado.”

Comparado à produção de carne, o cultivo de plantas para servir de alimento para o homem é consideravelmente menos terra-intensivo. Gasta-se 40 metros quadrados de terras agricultáveis para produzir um quilo de carne, mas o mesmo espaço pode produzir 120 kg de cenouras ou 80 kg de maçãs.

“As plantas são uma fonte de alimentos de alta qualidade, mas elas também podem fornecer matérias-primas para aplicações tecnológicas - e são uma fonte de energia”, salienta o pesquisador. É o caso das sementes de girassol: até agora elas têm sido usadas para a produção de óleo, e seus resíduos servem como alimento para o gado. Como resultado, uma área de 2 ½ acres de terra gera uma renda de cerca de 950 euros.

Se todos os componentes da semente de girassol fossem processados e convertidos para matérias-primas de alta qualidade para a indústria alimentar, indústria de cosméticos e de combustível, a mesma área de terra geraria para o agricultor uma renda de €1.770,00.

Eisner acredita que os ingredientes alimentares à base de plantas podem desempenhar um papel particularmente importante como um substituto para os alimentos de origem animal. Como exemplo, ele apresentou um “substituto do leite” feito de proteínas de tremoço, e adequado como base para a preparação de alimentos como sorvete ou queijo. Esse substituto artificial do leite não contém lactose, tem sabor neutro, é isento de colesterol e rico em ácidos graxos poli-insaturados.

As sementes de tremoço também são o ingrediente básico de uma nova proteína vegetal com propriedades parecidas com gordura, que foi desenvolvida pela pesquisadora Daniela Sussmann, do mesmo instituto alemão.

Um método especial de produção, aplicado às sementes de tremoço, produz uma suspensão de proteínas com uma consistência muito cremosa, altamente viscosa. “A estrutura microscópica do produto assemelha-se às partículas de gordura em uma salsicha. Então você pode usá-lo para a produção de salsichas com pouca gordura, com um gosto que equivale exatamente ao original”, acrescentou a cientista.

Em testes sensoriais, Daniela investigou se a adição de proteínas de tremoço poderia melhorar a sensação gustativa de uma receita de linguiça com pouca gordura. Com sucesso: “Com a adição de 10 por cento da proteína que isolamos, fomos capazes de melhorar sensivelmente a impressão de gordura de uma salsicha de baixo teor de gordura.”

Como as salsichas e produtos similares estão entre os alimentos com os mais altos níveis de gordura, este seria certamente um passo na direção certa para melhorar a qualidade nutricional dos alimentos industrializados.

Se uma parte da gordura fosse substituída com proteínas derivadas das plantas, todos se beneficiariam: o consumidor, ao comer menos gordura, o agricultor, ao obter uma renda maior pela sua produção, e o meio ambiente, porque as plantas podem ser produzidas de forma mais sustentável do que a carne.

(Diário da Saúde)

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Memórias de infância. Você tem?

Acordei num quarto de hotel que não era o nosso. Achei que estava sozinha, por uns instantes, até minha madrinha aparecer. Meus pais e irmãos tinham saído para um passeio. Fiquei. Quando descobri, chorei. Estávamos em Barbacena (MG). 1978. O carrinho branco de bolas azuis descia sacolejando as escadas da varanda da casa. Alguém me levava para passear. Eu tinha dois? Três anos? Meu corpinho magro e leve boiava na correnteza da piscina redonda armada no quintal de casa. As nuvens no céu passavam rápidas sobre mim – ou eu sob elas. Às vezes alguém parava na frente, e eu atropelava na inércia. Meus irmãos e minhas primas mais velhas faziam a água girar. Eu era café-com-leite e me deixava arrastar. Eu devia ter uns quatro anos. Eu acordava animadíssima, antes do sol raiar. Estava escuro ainda lá fora quando meu pai começava a arrumar o bagageiro da Brasília azul com nossas malas. Mamãe fazia meu Nescau e preparava o lanche para o longo caminho. A gente ia viajar, e antes de começar, o carro já tinha cheiro “de viagem”. Eu enjoava, e não entendia por que a estrada fazia tantas curvas até Lambari (MG). Eu era muito pequena.

Memórias de infância sempre me intrigaram. Eu queria lembrar mais, porém tenho que me contentar com cenas que aparecem na minha mente como flashes. Movida por minhas curiosidades, fiz algumas (poucas) perguntas ao psicanalista carioca Luiz Alberto Py. Ele me explicou que são muitos (e difusos) os fatores que farão com que a gente se lembre de algo, esqueça outros fatos, mas é certo que tudo, tudinho, ele afirma, vem à tona numa sessão de hipnose. Quer dizer, a gente até acha que nada ficou, mas está tudo lá, registrado no nosso inconsciente. Esse tema me fascina, só que não vai dar para esgotá-lo, nem começar a aprofundá-lo, neste post. Leia só algumas explicações.

Por que é tão difícil acessar esses registros? Qual a lembrança mais remota que se pode ter? “Varia muito. Tem gente com lembrança do berço ainda, mas a verdade é que a memória está lá, e é possível acessá-la em estado hipnótico. Vem tudo”, diz o psicanalista carioca Luiz Alberto Py.

É mais fácil ficar com o registro de momentos traumáticos? “Não, isso não é verdade. A memória é seletiva, mas não necessariamente para a dor”, diz Luiz Alberto Py.

De que forma o registro do que aconteceu na infância vai influenciar na relação com os pais? “Vai influenciar em toda relação. Como psicanalista vejo que pessoas submetidas a determinadas situações das quais não lembram reagem em função daquilo que viveram. Por exemplo: há estudos comprovando que pessoas claustrofóbicas, a maioria delas, passaram por um parto demorado. Outras que passaram fome durante o aleitamento tendem à voracidade, a gula é algo arraigado demais. É a prova da permanência da memória, mesmo quando ela não é consciente”, diz Py.

Eu me pergunto muito sobre o que restará na memória das minhas pequenas filhas sobre esse tempo de intensa dedicação. Das gargalhadas ou das broncas? Das ausências ou da presença até em noites em claro? Dos castelos que construímos e desmontamos a oito mãos ou daquela vez em que a gente viajou e deixou as duas sob cuidados da avó? (ó culpa, culpa…) Do que, afinal, elas se lembrarão?

A memória é curiosa, construída pelo que nos contam e pelo que carregamos. Chega uma hora que tudo se mistura. Por isso, eu posso até nunca saber que episódios a consciência das minhas filhas escolherá para reter, nem por que motivos, mas uma certeza eu tenho. Minhas filhas e quase todas as crianças que conhecemos são parte de uma geração privilegiada em registros da própria história.

Blogs, fotos digitais, câmeras no celular… nunca foi tão fácil registrar detalhes do presente. O registro é uma vantagem valiosa na construção de uma memória. Municiados de arquivos variados de si mesmos, eles terão à disposição um imenso acervo da vida que passou, sob a perspectiva de pais, tios, avós, primos e amigos. E se desconfiarem da fonte, poderão até confrontar pontos de vista diferentes de um mesmo acontecimento. O passado dessas crianças será um gigantesco e singular quebra-cabeças que, mesmo sem determinadas peças, oferecerá uma rica paisagem delas mesmas.

Enfim, o que me consola é que elas poderão até não lembrar de muita coisa, mas certamente saberão mais da própria história. [...]

(Mulher 7x7)

Nota: Deixando a hipnose pra lá, esse texto de Isabel Clemente faz pensar na tremenda responsabilidade que os pais têm de deixar boas memórias e experiências armazenadas na cabecinha dos filhos. Ser pai/mãe é a missão mais importante nesta vida, já que o caráter é a única coisa que levaremos daqui para a eternidade. Mas, e se tive uma infância que me desfavorece? Aí vem a promessa: “Deus não nos deixou lutar com o mal em nossa própria, limitada força. Sejam quais forem nossas tendências herdadas ou cultivadas para o erro, podemos vencer, mediante o poder que Ele nos está disposto a comunicar” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 175, 176).[DB]

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Você é aos 40 anos o que cultivou aos 20

Com toda informação disponível sobre os benefícios de hábitos saudáveis, vem aí uma geração de jovens envelhecidos precocemente. Ao contrário dos pais, que têm entre 40 e 50 anos e estão preocupados em adotar uma dieta equilibrada, se exercitar, parar de fumar e se dedicar a atividades que reduzam a carga de estresse, os filhos entre 15 e 25 anos preocupam até os médicos. “A saúde de muitos jovens tem sido ameaçada pelos constantes excessos a que se expõem. Fatores como alimentação inadequada (excesso de lanches, salgadinhos e bolachas), consumo elevado de álcool e fumo, sedentarismo, sono irregular e, inclusive, certa negligência com relação à prática sexual, representam um risco muito grande. Caso esse ritmo persista por algum tempo, eles não chegarão à idade dos pais nas mesmas condições”, diz o doutor Paulo Rocha, médico clínico do Hospital Santa Paula .

Rocha é taxativo com relação às consequências de hábitos desregrados. “Mais cedo do que se pensa, esses jovens começarão a dar sinais de fragilidade, estando mais propensos ao surgimento de doenças e ao envelhecimento precoce. Você é aos 40 anos o que você cultivou aos 20. A isso se deve o aumento da obesidade, dos distúrbios do sono, das doenças do coração, renais ou hepáticas. É preciso alertar as gerações mais novas para a importância de adotarem hábitos de vida mais saudáveis desde já.”

A figura daquele jovem que dorme mal, come qualquer bobagem e a qualquer hora, que passa horas isolado diante do computador ou se expõe demasiadamente ao sol, que fuma e bebe além da conta nas baladas, deve ser substituída urgentemente por um modelo mais saudável.

“É imprescindível que esse jovem aprenda a se alimentar bem, depois de uma boa noite de sono. O café da manhã deve ser a principal refeição do dia. As frutas não podem continuar sendo ignoradas, já que são ricas em nutrientes e fibras, auxiliando na digestão. É igualmente importante praticar esportes, caminhar e procurar não virar as noites nas baladas nem em frente ao computador. Cigarro e bebidas alcoólicas, então, devem ser banidos - pelo menos deve haver um esforço nesse sentido”, diz o médico.

Confira as dicas de Rocha do que fazer aos 20 anos para chegar à maturidade com a saúde em dia:

Evite o consumo exagerado de álcool. O consumo de bebidas alcoólicas por jovens ainda é muito significativo. Esse comportamento é fator de risco para uma série de doenças, como as hepáticas, cardiovasculares e a cirrose. A dependência psicológica e os problemas sociais decorrentes disso estão fortemente relacionados também. De acordo com pesquisa do Ministério da Saúde (VIGITEL 2010) o uso abusivo do álcool aumentou entre os brasileiros e é mais freqüente entre os jovens de 18 a 24 anos. [Na verdade, se há perigo, por que corrê-lo? A abstinência é a decisão mais segura.]

Tenha uma alimentação saudável. Alimentos ricos em açúcar, gordura e sal, como doces, petiscos salgados e fast foods fazem parte da alimentação da maioria dos jovens. A obesidade e as doenças ligadas a ela, como as cardiovasculares (infarto do miocárdio, AVC) hipertensão, diabetes, alterações no colesterol e triglicérios, são os principais problemas.

Não fume. Segundo dados da Pesquisa Especial de Tabagismo (PETab), o vício do cigarro começa por volta dos 17 anos no Brasil. As doenças respiratórias são as mais frequentes, mas o fumo traz prejuízos a quase todos os órgãos do corpo. Também é um dos maiores fatores de risco para o câncer. As toxinas do cigarro também causam envelhecimento precoce da pele, amarelamento dos dentes, redução da capacidade respiratória e problemas cardiovasculares, como a impotência sexual nos homens.

Tenha uma boa rotina de sono. Privação do sono é muito comum durante a adolescência e o início da vida adulta. Está ligada a uma série de doenças como hipertensão, arritmias e até problemas psicológicos.

Não abuse dos fones de ouvido em volume alto. Escutar música com fones de ouvido é hábito clássico dos jovens. Mas isso pode custar caro quando há excesso de volume e uso contínuo. O ideal é nunca ultrapassar a metade da capacidade do aparelho. A perda da audição pode ocorrer a médio e longo prazo e é irreversível.

Tenha cuidado com a má postura em frente à TV ou computador. Longas horas fazendo uso de computadores ou assistindo televisão induz ao sedentarismo, à obesidade e a doenças da coluna, que podem se tornar graves problemas a longo prazo.

Não se exponha demasiadamente ao sol. O bronzeado perfeito dura apenas um verão, mas os efeitos do sol na pele podem ser carregados para o resto da vida. Além de envelhecer a pele, as manchas causadas pela exposição podem evoluir para um câncer de pele.

(Bem-estar)

domingo, 31 de outubro de 2010

Viva até 20 anos mais com cinco hábitos

Dois americanos parecem ter encontrado a fórmula para viver até 20 anos mais sem recorrer a tratamentos absurdos. No livro Diminua Sua Idade (editora Best Seller), o médico Frederic J. Vagnini e o jornalista Dave Bunnell apresentam hábitos que aumentam em décadas a longevidade - com justificativas cientificamente comprovadas. As principais recomendações dos americanos são: comer mais fibras, fugir do açúcar, cortar gorduras saturadas, dormir bem, fazer mais sexo e sorrir mais. No Brasil, a expectativa de vida é de 72 anos. No entanto, poucos são os que sonham viver somente até essa idade. Fomos conversar com um time de especialistas para entender como essas simples mudanças são capazes de garantir que você chegue à velhice com uma vida e saúde mais plenas.

Coma mais fibras

As fibras fazem bem para o bom funcionamento do intestino. É verdade, mas elas não servem apenas para isso. "Fibras desempenham uma série de funções importantes, como auxiliar a assimilação de outros nutrientes, reduzir o mau colesterol (LDL), prevenir doenças e até evitar o mau hálito", explica a nutricionista Daniela Jobst.

E para atingir bons níveis de fibras não são necessários grandes esforços, pois elas são encontradas em alimentos que ingerimos comumente. A quantidade ideal de ingestão gira em torno de 25 a 30 gramas por dia e é importante não exagerar, como explica a nutricionista Daniela Jobst. "O estômago se adapta ao 'efeito esponja' das fibras e acaba se dilatando. Se a pessoa ultrapassa essa quantidade, precisará comer mais do que antes para se sentir saciada." Além disso, é importante ingerir as fibras com um pouco de líquido, pois a seco sua ingestão é mais difícil.

Vários alimentos do dia a dia possuem fibras: cereais (farelos), hortaliças, frutas (com cascas), leguminosas, verduras, trigo, cereais integrais (arroz, pão, torrada), aveia, cevada, bagaço de frutas cítricas, maçã, goiaba, castanha, nozes, ervilha e leguminosas em geral.

Uma das frutas com mais fibras na composição é a goiaba com casca, que tem 5 gramas por cada unidade média. Uma porção de 40g de cereal matinal integral tem 12g de fibras, enquanto meia unidade de abacate tem pouco mais de 7g de fibras - mas tome cuidado com a escolha do cereal, pois muitos contêm açúcar e com a grande quantidade de açúcares e gorduras do abacate.

Uma colher de sopa de aveia possui 1,5g de fibra, assim como uma banana média - ótima combinação, não? E quem gosta do feijão, vale saber que ele possui 2g de fibra para cada 40g, enquanto a mesma quantidade de lentilha (que pode ser uma boa substituta) possui um pouco mais de 5g, assim como o mamão papaia, velho e bom companheiro de quem sofre de prisão de ventre.

Fuja do açúcar

De acordo com a dermatologista Marcella Delcourt, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, depois da preocupação com radicais livres e raios UV, o alvo para combater o envelhecimento é diminuir o açúcar. Isso porque ele libera um processo que liga moléculas de glicose maléficas às moléculas de proteína saudáveis.

"A glicação ocorre quando uma molécula de açúcar em excesso, por aumento da ingestão ou por lentidão do metabolismo da glicose, se adere a uma molécula de proteína (colágeno, elastina) formando os AGEs, que alteram a estrutura dessas proteínas, impedindo a eficácia no desempenho de seus papéis mais importantes e, na pele, leva ao aparecimento das rugas", explica a especialista.

Além de alterarem a estrutura da proteína, os AGEs são fábricas de radicais livres que se acumulam ao longo do tempo, piorando seus efeitos no organismo e também deixando a pele com um aspecto opaco e envelhecido. Mesmo com a corrida para tentar combater os AGEs, é possível diminuir seus efeitos com hábitos alimentares saudáveis:

- Amêndoas e quinua são uma boa pedida para as refeições, da mesma forma que o consumo de maçã também é recomendado (rica em antioxidantes e flavonoides)

- As fibras também são importantíssimas: feijão, lentilha, ervilha. Agem como estabilizadores do açúcar e ajudam a queimar a gordura;

- Beba seis a oito copos de água por dia e prefira alimentos orgânicos;

- Evite comidas industrializadas, como flocos de milho, salgadinhos, bolachas, ketchup, refrigerantes e alimentos que contêm corante caramelo na sua composição, dentre outros.

- Tome chá verde ou suplementos à base dessa bebida com probióticos, antioxidantes e substâncias anti-AGEs de ultima geração na composição (prescritos pelo médico).

Dormir bem

Um estudo realizado pela American Academy of Sleep Medicine mostrou que dormir bem é um dos segredos para a longevidade. Alguns problemas de saúde foram associados com pior qualidade de sono. Entre os avaliados, 46% dos participantes que tiveram a autoavaliação de saúde insatisfatória também relataram não dormir bem. As chances de um bom sono foram também menores em pessoas que muitas vezes se sentiam ansiosas, que tinham pelo menos uma doença crônica e dificuldades com as tarefas diárias.

De acordo com o neurologista Renato Lima Ferraz, a quantidade ideal de horas de sono varia de pessoa para pessoa. "Mas o mínimo recomendado é de seis horas ao dia, sendo importante não ultrapassar nove para adultos, porque quem dorme mais que isso acaba ficando, na verdade, menos descansado", explica o especialista.

A importância do sono, também se estende ao aprendizado. "A fase REM, quando acontecem os sonhos, tudo que aprendemos durante o dia é processado e armazenado. Quando dormimos menos que o necessário, a memória de curto prazo não é processada e não conseguimos transformar em conhecimento aquilo que foi aprendido", explica o neurologista.

Não se sature de gordura

Viver com gordura pode ser ruim, mas viver sem ela é péssimo para seu paladar e inviável para seu organismo. As gorduras servem de base para a formação de diversos hormônios, inclusive os hormônios sexuais. Entretanto, as gorduras saturadas são as mais nocivas para a saúde do organismo. Para identificá-las, basta lembrar da banha de porco que sua avó tinha guardada na cozinha ou a capa da picanha que causa arrepios no seu cardiologista. As gorduras saturadas contêm o número máximo possível de átomos de hidrogênio (daí o termo saturadas), e ingeri-las em excesso é um passaporte garantido para um infarto no miocárdio.

Derrames e alguns tipos de câncer, como o de próstata e o de mama, também têm a origem associada aos excessos dessas gorduras no organismo - sem contar que a gordura saturada é inimiga número um do emagrecimento. Para prevenir tudo isso, restrinja o consumo diário desse nutriente a, no máximo, 7% das calorias totais da sua dieta.

Fazer mais sexo

Aqui cabe uma ressalva: priorize a qualidade, em vez da quantidade. O sexo, quando em uma frequência que atrapalha a rotina da pessoa, pode ser um sintoma da compulsão por sexo. Mas, nos dias atuais, o que vem acontecendo com muita gente é deixar o sexo de lado, por conta da falta de tempo e do estresse do dia a dia, que detonam a libido. Segundo o ginecologista Neucenir Gallani, o sexo é importante para a saúde física e emocional, pois o orgasmo libera substâncias como as endorfinas, que atuam no sistema nervoso. "Elas diminuem a sensibilidade à dor, relaxando a musculatura e melhorando o humor", afirma.

Estabelecer uma quantidade normal de desejo sexual não é algo satisfatório, pois cada um lida com a própria libido de forma diferente - e ao longo da vida ela costuma oscilar e até se modificar por completo. "No entanto, quando há insatisfação pessoal, há algo de errado provavelmente", de acordo com o sexólogo Paulo Bonança.

Sorrir mais

Manter uma fisionomia pacífica é essencial para a boa convivência, afinal a expressão "cara de poucos amigos" não surgiu à toa: quem vive de cara feia, afasta todos ao redor.

E sorrir vale até para ajudar a manter aquela linda história de amor. Um estudo realizado pela Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, identificou que pessoas que sorriem de forma sincera e verdadeira têm mais chances de manter o casamento. Isso porque a sinceridade do sorriso revela a atitude da pessoa diante da vida. "Sabemos também que a falta de senso de humor, ou uma vida acompanhada de impaciência, raiva e atitudes hostis, estão associados a um maior risco de desenvolver pressão alta, piorar o controle dos níveis de glicose e ainda aumentar o risco de doença isquêmica do coração e de morte", de acordo com o neurologista de Unifesp Ricardo Teixeira.

(Minha Vida)

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Dicas de educação do Dr. Içami Tiba

1. A educação não pode ser delegada à escola. Aluno é transitório. Filho é para sempre.

2. O quarto não é lugar para fazer criança cumprir castigo. Não se pode castigar com internet, som, tv, etc.

3. Educar significa punir as condutas derivadas de um comportamento errôneo. Queimou índio pataxó, a pena (condenação judicial) deve ser passar o dia todo em hospital de queimados.

4. É preciso confrontar o que o filho conta com a verdade real. Se falar que professor o xingou, tem que ir até a escola e ouvir o outro lado, além das testemunhas.

5. Informação é diferente de conhecimento. O ato de conhecer vem após o ato de ser informado de alguma coisa. Não são todos que conhecem. [...]

6. A autoridade deve ser compartilhada entre os pais. Ambos devem mandar. Não podem sucumbir aos desejos da criança. Criança não quer comer? A mãe não pode alimentá-la. A criança deve aguardar até a próxima refeição que a família fará. A criança não pode alterar as regras da casa. A mãe NÃO PODE interferir nas regras ditadas pelo pai (e nas punições também) e vice-versa. Se o pai determinar que não haverá um passeio, a mãe não pode interferir. Tem que respeitar sob pena de criar um delinquente.

7. Em casa que tem comida, criança não morre de fome. Se ela quiser comer, saberá a hora. E é o adulto quem tem que dizer QUAL É A HORA de se comer e o que comer.

8. A criança deve ser capaz de explicar aos pais a matéria que estudou e na qual será testada. Não pode simplesmente repetir, decorado. Tem que entender.

9. É preciso transmitir aos filhos a ideia de que temos de produzir o máximo que podemos. Isto porque na vida não podemos aceitar a média exigida pelo colégio: não podemos dar 70% de nós, ou seja, não podemos tirar 7,0.

10. As drogas e a gravidez indesejada estão em alta porque os adolescentes estão em busca de prazer. E o prazer é inconsequente.

11. A gravidez é um sucesso biológico e um fracasso sob o ponto de vista sexual.

12. Maconha não produz efeito só quando é utilizada. Quem está são, mas é dependente, agride a mãe para poder sair de casa, para fazer uso da droga. A mãe deve, então, virar as costas e não aceitar as agressões. Não pode ficar discutindo e tentando dissuadi-lo da ideia. Tem que dizer que não conversará com ele e pronto. Deve "abandoná-lo".

13. A mãe é incompetente para "abandonar" o filho. Se soubesse fazê-lo, o filho a respeitaria. Como sabe que a mãe está sempre ali, não a respeita.

14. Se o pai ficar nervoso porque o filho aprontou alguma coisa, não deve alterar a voz. Deve dizer que está nervoso e, por isso, não quer discussão até ficar calmo. A calmaria, deve o pai dizer, virá em 2, 3, 4 dias. Enquanto isso, o videogame, as saídas, ficarão suspensas, até ele se acalmar e aplicar o devido castigo.

15. Se o filho não aprendeu ganhando, tem que aprender perdendo.

16. Não pode prometer presente pelo sucesso que é sua obrigação. Tirar nota boa é obrigação. Não xingar avós é obrigação. Ser polido é obrigação. Passar no vestibular é obrigação. Se ganhou o carro após o vestibular, ele o perderá se for mal na faculdade.

17. Quem educa filho é pai e mãe. Avós não podem interferir na educação do neto, de maneira alguma. Jamais. Não é cabível palpite. Nunca.

18. Se a mãe engolir sapos do filho, ele pensará que a sociedade terá que engolir também.

19. Videogames são um perigo: os pais têm que explicar como é a realidade, mostrar que na vida real não existem "vidas", e sim uma única vida. Não dá para morrer e reencarnar. Não dá para apostar tudo, apertar o botão e zerar a dívida.

20. Professor tem que ser líder. Inspirar liderança. Não pode apenas bater cartão.

21. Pais e mães não podem se valer do filho por uma inabilidade que eles tenham. "Filho, digite isso aqui pra mim porque não sei lidar com o computador." Pais têm que saber usar o Skype, pois no mundo em que a ligação é gratuita pelo Skype, é inconcebível pagarem para falar com o filho que mora longe.

22. O erro mais frequente na educação do filho é colocá-lo no topo da casa. O filho não pode ser a razão de viver de um casal. O filho é um dos elementos. O casal tem que deixá-lo, no máximo, no mesmo nível que eles. A sociedade pagará o preço quando alguém é educado achando-se o centro do universo.

23. Filhos drogados são aqueles que sempre estiveram no topo da família.

24. Cair na conversa do filho é criar um marginal. Filho não pode dar palpite em coisa de adulto. Se ele quiser opinar sobre qual deve ser a geladeira, terá que mostrar qual é o consumo (KWh) da que ele indicar. Se quiser dizer como deve ser a nova casa, tem que dizer quanto isso (seus supostos luxos) incrementará o gasto final.

25. Dinheiro "a rodo" para o filho é prejudicial. Mesmo que os pais o tenham, precisam controlar e ensinar a gastar.


Frase: "A mãe (ou o pai) que leva o filho para a igreja, não vai buscá-lo na cadeia."

(UOL Mais)

Pizza Ararat

Encaminho a vocês a receita da Pizza Ararat. Ela foi batizada com esse nome, pois surgiu aqui no Sítio Ararat. Fizemos essa pizza no sábado passado e ficou muuuuito boa. Como moramos longe da civilização, fizemos também a massa (semi-integral). Mas se vocês sabem onde comprar uma boa massa, testem o molho, o recheio base e o recheio principal. Tenho certeza de que vão gostar muito.

Ingredientes massa (rende 3 discos tamanho médio):

½ kg de farinha de trigo branca
½ kg de farinha de trigo integral
1 envelope de fermento biológico seco
2 ½ de água morna
1 cebola média
1 c. s. de sal
½ xíc. de óleo

Modo de fazer:

Proceder como a receita para pão: misturar metade da quantidade de farinha com os outros ingredientes secos. Bater a água com a cebola. Acrescentar a água e o óleo aos ingredientes secos misturando bem. Em seguida, dar o ponto de pão acrescentando aos poucos o restante da farinha. Amassar e sovar. Repartir a massa em três partes, esticar com o rolo e colocar na forma para pizza. Deixar crescer e colocar para assar em forno médio.

Ingredientes para o recheio base (suficiente para 1 disco):

250 gr de tofu
Sal a gosto
Temperos picadinhos (cheiro verde, cebola, alho, manjericão, etc)
Azeite

Modo de fazer:

Amassar o tofu e misturar com os temperos. Regar com o azeite. Reservar.

Ingredientes para o molho (suficiente para 1 disco):

2 tomates maduros
½ cebola
½ c. c. de sal

Modo de fazer:

Bater os tomates com casca e sementes no liquidificador juntamente com a cebola. Se desejar, acrescentar outros temperos de sua preferência Não é necessário acrescentar água nem ferver o molho.

Sugestões de recheio principal:

Milho verde com manjericão e cebola temperada; berinjela assada com pimentão vermelho; brócolis cozido e temperado com alho; tomate seco picadinho com azeitona preta.

Modo de montar a Pizza Ararat:

Espalhar o molho de tomate sobre o disco de pizza. Acrescentar o tofu temperado. Em seguida, colocar o recheio principal de sua preferência e assar até a massa ficar crocante.

Hummm, já deu fome!

Bom apetite a todos.

Karina Carnasale Deana

Bomba calórica: o que acontece com seu corpo quando você toma refrigerante?

Você sabe o que acontece no seu corpo quando você toma uma latinha de refrigerante, especialmente se ele tem grandes concentrações de cafeína na fórmula? Veja abaixo o caminho natural dessas substâncias e a resposta do seu organismo.

1. Após os primeiros minutos de ingestão. Dependendo da marca, um refrigerante de 600 ml pode ter, aproximadamente, o equivalente a 10 colheres (chá) de açúcar (a Associação Americana de Cardiologia recomenda que esse consumo seja de 9 colheres diárias para os homens e 6 para as mulheres). Essa quantidade de doce, tomada de uma só vez, seria o suficiente para sobrecarregar seu corpo e deixá-lo enjoado, porém, o ácido fosfórico contido nessas fórmulas corta parte do sabor do açúcar.

2. Após 20 minutos, aproximadamente. Há um pico de açúcar na sua corrente sanguínea e sua insulina – hormônio responsável pela redução da glicemia, a taxa de glicose no sangue, e que promove o ingresso de glicose nas células – vai às alturas. Seu fígado responde a isso queimando o açúcar disponível no organismo e – caso seu gasto calórico seja menor do que o consumo calórico – isso se transformará em gordura.

3. Após os 40 minutos. Se seu refrigerante preferido tem cafeína, ela foi toda absorvida. Sua pressão sanguínea está mais alta e como resposta seu fígado libera mais açúcar no seu sangue. Os receptores de adenosina – agora ligados à cafeína – não “enxergam” a real adenosina, um hormônio responsável pela diminuição do ritmo do corpo. Consequentemente você tem dificuldades para relaxar e os vasos sanguíneos do seu cérebro estão mais comprimidos (da mesma forma que ficariam caso você tivesse optado por uma xícara de café).

4. Após os 45 minutos iniciais. Seu corpo aumenta a produção da dopamina – um dos hormônios envolvidos na sensação de prazer. Fisiologicamente, o processo é muito similar ao que acontece com os usuários de cocaína. (leia mais AQUI e AQUI)

5. Após uma hora. O ácido fosfórico do refrigerante se liga ao cálcio que está no seu intestino. Isso, combinado com a cafeína, de acordo com um estudo de Heaney e Rafferty, pesquisadores da Universidade de Creighton, EUA, aumenta a excreção do cálcio via urina (a chamada calciúria). A hipocalcimia causada por refrigerantes também foi documentada por outros estudos (leia mais AQUI e AQUI).

6. Ao final da primeira hora, aproximadamente. A cafeína também tem propriedades diuréticas. Nesse momento, se você for ao banheiro, seu corpo vai passar excretar junto com a urina, uma parte do cálcio que deveria servir para manter seus ossos saudáveis, além de eletrólitos – cargas elétricas que facilitariam diversas funções celulares, incluindo as ligações entre os neurônios – e água.

7. Finalmente, após mais de uma hora. Nesse momento você já foi ao banheiro e mandou embora todas aquelas substâncias do refrigerante, junto com diversos minerais, eletrólitos e água. O pico de glicose está em uma curva descendente e seu corpo quer mais (afinal, isso ativa os centros de prazer no cérebro). Você começa a ficar irritado. Alguém pode sugerir que é hora de fazer uma pausa e ir à lanchonete tomar um refrigerante. O ciclo, então, recomeça.

“É claro que o tempo de absorção e excreção dessas substâncias pode variar de pessoa para pessoa”, observa Marcela Kotait, nutricionista do Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP (Ambulim – IPq/HC-FMUSP). Fatores como peso, altura e se houve consumo alimentar junto com o refrigerante – entre outros – podem influenciar nessa dinâmica.

(O que eu tenho?)

Tempero: esqueça os industrializados

Todos os produtostestados apresentam higiene adequada na fabricação e possuem um baixo teor de gordura total e de gordura saturada. Mas os altos teores de sódio e glutamato monossódico os vilanizam. O sódio, se consumido além dos limites diários recomendados, pode levar ao desenvolvimento da hipertensão ou piorar o problema se ele já existe. Numa dieta de 2.000 Kcal, a quantidade máxima de sódio que um adulto deve ingerir é de 2.400 mg. A maioria dos produtos testados apresentam quantidades que chegam perto dos limites diários por porção. Confira a quantidade de sódio por marca:

No caso dos temperos de sal e alho, Kitano, Sabor a Mi e Arisco ficam na faixa dos 70% da quantidade diária de sódio recomendada. O menos prejudicial é o Knorr Tok (32%). Entre os caldos de galinha, o Kitano é o que contém mais sódio (54% da quantidade diária recomendada), seguido por Jurema (48%) e Arisco e Sazon (47% cada). Os com menos sódio são Goodlight e Etti (37% cada). Já entre os temperos para aves, peixes e arroz, o Maggi Fondor (também indicado para temperar legumes e saladas) foi o que se saiu pior (55%) e o Kitano, melhor (25%).

Os produtos Knorr Tok, Sabor A Mi, Kitano Mais e Maggi Fondor, por poderem ser utilizados diretamente no alimento sem necessidade de diluição, possuem altos teores de glutamato monossódico. Os demais, se utilizados conforme instrução de preparo descrito nos rótulos, possuem baixos teores deste aditivo.

Como não recomendamos o uso desses produtos, não indicaremos o melhor do teste e a escolha certa. Devido ao excesso de sódio, os temperos industrializados não devem fazer parte da rotina alimentar. Só ocasionalmente pode-se lançar mão desses temperos. No dia-a-dia, o ideal são temperos frescos, como alho e cebola. [...]

(ProTeste)

Os efeitos do vício em cafeína nas crianças

Cafeína é uma droga estimulante que a maioria dos adultos usa em abundância para ficar “ligado”: ser um viciado em café é algo perfeitamente normal. Mas qual o impacto dessa substância em crianças e adolescentes que a consomem nos refrigerantes? Jennifer Temple, pesquisadora da Universidade de Buffalo, EUA, e sua equipe, vêm estudando o consumo de cafeína em crianças e jovens adolescentes há mais de quatro anos. Agora uma versão parcial de sua pesquisa foi publicada no periódico Behavioural Pharmacology e é a primeira a observar os efeitos de refrigerantes cafeinados em crianças e adolescentes. Temple também já havia feito outros estudos do gênero e os resultados das pesquisas anteriores serviram de apoio para esse novo estudo.

Os efeitos da cafeína em adultos já são conhecidos: alterações no ritmo cardíaco, pressão sanguínea mais alta e tremores nas mãos são normais nesses indivíduos, além do desequilíbrio no padrão do sono. Isso vale para as crianças e adolescentes também. Entretanto, os resultados do estudo liderado por Temple mostraram que há uma diferença nos padrões de consumo entre os gêneros.

Observando o hábito de consumo de meninos e meninas, cujas idades variavam entre 8 e 12 anos, os pesquisadores observaram que os garotos se dispuseram a ficar bem mais tempo e trabalhar com mais afinco em um teste de laboratório cuja recompensa era um refrigerante com cafeína (não é preciso citar marcas, afinal, é quase senso comum quais são os que mais “espantam o sono”).

“Observamos também que diversas crianças não consomem somente os refrigerantes com cafeína, mas também consomem doses de café normal. E quando você vê uma criança de 12 anos dizendo que acorda todo dia e toma uma xícara de café, não é possível pensar que isso seja algo bom”, diz a pesquisadora.

Os dados obtidos por Temple mostraram o quanto algumas pessoas se dedicam para obter um alimento em particular – no caso, refrigerantes com cafeína na fórmula – e como o reforço positivo de ações por meio de alimentos é muito similar aos mecanismos de reforço do vício em drogas.

Temple também observa que a diferença do potencial de reforço – ou seja, associar algo que dá prazer a uma determinada atividade – da cafeína entre os meninos e meninas surpreendeu os pesquisadores.

“Isso pode ter relações com os hormônios circulando pelo corpo nessa idade, ou então, as meninas simplesmente são menos sensíveis aos efeitos da cafeína”, diz a pesquisadora, que também afirma que o trabalho é apenas uma parte dos estudos sobre o consumo dessa substância entre crianças. Uma terceira parte do estudo foca agora uma questão crucial: se o consumo de cafeína pode, de alguma maneira, servir de ponte entre outras drogas (legais ou não).

(O que eu tenho?)

INCA divulga direitos e deveres das mulheres sobre o câncer de mama

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) apresentou à sociedade um conjunto de recomendações para reduzir a mortalidade por câncer de mama no Brasil. São sete orientações que destacam as prioridades de ação para o controle da doença, responsável por cerca de 11 mil mortes por ano no país. Destinado à população em geral e a profissionais e gestores do Sistema Único de Saúde, o documento faz parte das comemorações do Outubro Rosa, mês de mobilização mundial em torno do tema.

"Temos um desafio de comunicação", afirmou Luiz Antonio Santini, diretor-geral do INCA, referindo-se à primeira recomendação: O INCA recomenda que toda mulher tenha amplo acesso à informação com base científica e de fácil compreensão sobre o câncer de mama.

"Com os investimentos feitos nos últimos anos pelo Ministério da Saúde, hoje temos condições de fazer recomendações que o gestor de cada instância de governo, a sociedade e cada cidadão individualmente tem capacidade de implementar", disse Santini.

A coordenadora de projetos do Instituto, Marisa Breitenbach, explicou que as recomendações são resultado do trabalho de um dos grupos multidisciplinares instituídos no INCA, chamados Grupos de Tumores.

O Grupo de Tumores em Câncer de Mama se reúne semanalmente desde março de 2009 e elaborou as recomendações a partir de estudos sobre as evidências científicas de ações de detecção precoce para mulheres com sintomas iniciais de câncer de mama (diagnóstico precoce) e para mulheres sem sintomas (rastreamento populacional).

Recomendações sobre o câncer de mama

Veja as sete recomendações que o INCA anunciou a todas as mulheres com relação ao câncer de mama:

Toda mulher tenha amplo acesso à informação com base científica e de fácil compreensão sobre o câncer de mama;

Toda mulher fique atenta aos primeiros sinais e sintomas da doença e procure avaliação médica;

Toda mulher com nódulo palpável na mama e outras alterações suspeitas tenha direito a receber diagnóstico no prazo máximo de 60 dias;

Toda mulher de 50 a 69 anos faça mamografia a cada dois anos;

Todo serviço de mamografia participe do Programa de Qualidade em Mamografia. A qualificação, quando obtida, deve ser exibida em local visível às usuárias;

Toda mulher saiba que o controle do peso e da ingestão de álcool, além da amamentação e da prática de atividades físicas, são formas de prevenir o câncer de mama;

A terapia de reposição hormonal, quando indicada no período pós-menopausa, deve ter rigoroso acompanhamento médico porque essa terapia aumenta o risco de câncer de mama.

(Diário da Saúde)

"Leite" de gergelim + cuscuz nordestino

No último feriado, experimentamos o "leite" de gergelim - e aprovamos! Servi quentinho com cuscuz nordestino para o desjejum. Para quem não conhece, o cuscuz nordestino é uma ótima opção para o desjejum. Trata-se de um alimento a base de milho, 100% natural e muito prático de fazer. Basta comprar a mistura para o cuscuz que se chama "Flocão" (Yoki) e preparar conforme as instruções do rótulo. O pacote de meio quilo custa R$ 1,70 e rende muito mesmo. Para cozinhar o cuscuz será necessário adquirir uma cuscuzeira. O processo de preparo e cozimento leva menos de 15 minutos. Aqui em casa gostamos de preparar o cuscuz nordestino apenas com uma pitada de sal e de vez em quando acrescentamos sementes de erva doce ou coco ralado, mas o cuscuz pode ser feito doce ou salgado (para quem gosta do cuscuz salgado, um ótimo acompanhamento é o molho de tomate). Após o cozimento, colocamos o cuscuz numa tigela e acrescentamos "leite" e mel. Já experimentamos com o "leite" de castanha, de coco e agora com o de gergelim. Aprovamos todas as combinações feitas até agora! Aí vai a receita do "leite" de gergelim:

"Leite" de Gergelim:

Ingredientes:

1 xícara de gergelim branco sem casa
1 litro de água fervendo
1 c.c. de sal
2 c.c. de baunilha
Mel a gosto (coloquei 4 c.s. na minha receita)

Modo de fazer:

Colocar todos os ingredientes no liquidificador e bater bem. Coar apenas se desejar.

Bom apetite e até a próxima!

Karina Carnassale Deana

Comida industrializada contém altos níveis de conservantes, corantes e outras substâncias sintéticas

Seu gosto pode ser delicioso, mas o excesso de conservantes, corantes e outras substâncias sintéticas fazem dos lanches fast-food verdadeiras bombas para a saúde. Um simples pedaço de nugget contém pelo menos 20 ingredientes, dependendo da rede de lanchonetes. Esta foi uma das descobertas do jornalista David Zinczenko, autor do livro "Eat This, Not That", que faz uma análise dos piores alimentos da indústria alimentícia:

Nuggets: A receita original, que une frango, pão e óleo, já não existe há tempos nas lanchonetes. O nugget industrializado tem pelo menos 20 ingredientes (alguns chegam a ter 35), entre eles água, dextrose, óleo de girassol, conservantes, açúcar e fosfato de sódio. Em um único pedaço, é possível encontrar a carne de pelo menos sete galinhas diferentes.

Sanduíche de salame: A maioria das carnes processadas vendidas em lanchonetes e grandes redes de fast-food tem a mistura de porco e carne para baratear seu custo. O salame, principalmente o de baixa qualidade, costuma ser feito de restos do boi, geralmente sobras de músculo, coração e tripa. Uma fatia de salame costuma ter cerca de 15 ingredientes e muito, mas muito sal. Também contém nitrito e nitrato de sódio, conservantes considerados cancerígenos pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Hambúrguer: Estes pedaços de carne estão cada vez mais contaminados graças à produção em larga escala, que aumenta a proliferação de bactérias nas fábricas. Muitas companhias utilizam a amônia na carne para evitar a proliferação de E.coli e salmonella, duas bactérias que causam intoxicação alimentar. O problema é que acabamos ingerindo carne com detergente. Um outro alerta: nos Estados Unidos, estudos já demonstraram que um único hambúrguer tem pedaços de pelo menos 100 bois.

Sanduíches feitos com pão integral: Não caia nesta pegadinha. A maioria dos pães integrais nas redes de fast-food tem menos de 2% de grãos integrais, ou seja, não são nada saudáveis. Além disso, contém substâncias que não são encontradas nos pães caseiros, como o sulfato de amônia, o sulfato de cálcio e o xarope de milho de alta frutose. Em uma pesquisa na rede Subway americana, Zinczenko descobriu que a coloração escura de alguns pães não era por causa dos grãos integrais. A rede utilizava um corante caramelo para deixar as fatias com uma cara mais saudável.

Balas coloridas: O excesso de corantes nas balas e nos chocolates com casquinhas coloridas é péssimo para as crianças. Um estudo publicado no jornal científico 'Lancet', mostra que eles podem aumentar a hiperatividade e os problemas de comportamento nos pequenos. Além disso, são riquíssimos em açúcar. Um pacote pequeno de bala, por exemplo, pode conter mais açúcar do que duas barras de chocolate.

Salgadinhos e batatas chips: O típico salgadinho industrializado contém nada menos do que 39 ingredientes. Destes, apenas três são encontrados no supermercado: a batata, o queijo e o óleo de soja. A maioria tem gordura hidrogenada e glutamato monossódico (MSG), usado para realçar o sabor e estimular o apetite. Estudos ligam o glutamato a enxaquecas, alergias, irritabilidade, tonteiras e até dores no peito.

(O Globo)

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O marido deve ser o dono do manual


Ivan Martins, editor-executivo da revista Época, escreveu um artigo que me chamou atenção mais pelo que não disse do que pelo que disse. Leia o texto aqui e meu comentário logo abaixo: “Quem gosta de ouvir as mulheres acaba escutando coisas que não têm equivalência na linguagem masculina. Outro dia, falando com uma amiga, ouvi uma expressão inédita para mim: o dono do manual. Quando percebeu a minha cara de espanto, a amiga deu uma risada gostosa e explicou que o dono do manual é, simplesmente, o sujeito que melhor transa com uma mulher. Não é o cara de quem ela mais gosta ou a quem ela mais admira, tampouco é o sujeito que ela ama ou com quem deseja se casar. É apenas (se é que o advérbio se aplica) o sujeito com quem ela faz sexo mais gostoso. Com mais liberdade, com mais intensidade, com mais prazer. Ao terminar essa explicação, minha amiga voltou à sua história e concluiu com ar tristonho: ‘Só de pensar que eu nunca mais vou transar com esse cara me dá uma tristeza...’ Ele é o dono do manual. [Leia mais]

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O alto preço da pornografia

A pornografia é um negócio grandioso. Com rendimentos anuais excedendo aos 13 bilhões de dólares nos Estados Unidos e 97 bilhões ao redor do mundo, a indústria pornográfica é maior do que a Microsoft, Google, Amazon, eBay, Yahoo!, Apple, Netflix e EarthLink juntas. Claramente, o apetite por obscenidade é voraz. Mas seria isso ruim? Muitos diriam que não. De acordo com as pesquisas do Barna Group, 38% dos adultos acreditam não haver qualquer imoralidade em ver material de sexo explícito. Além disso, aproximadamente um a cada quatro acredita que não deveria haver restrições quanto à pornografia ou ao seu acesso, a despeito de seu conteúdo impróprio para menores. Infelizmente, 28% dos cristãos “nascidos de novo” acreditam que, mesmo com o que está escrito em Mateus 5:28, não há nada de errado em ver pornografia. O mais triste é descobrir que por volta de 50% dos cristãos e 40% de seus pastores admitem ter problemas com a pornografia. Sob tudo isso está o conceito de que a pornografia seja uma relação particular entre um provedor do mercado livre e seus consumidores. Diferente de outras formas de atividade sexual como a prostituição, o adultério ou o estupro, as consequências negativas, em qualquer das citadas, são apenas vivenciadas pelo usuário. Ainda que a pornografia possa não ser saudável, de acordo com o ponto de vista social, tem pouca ou nenhuma importância. Quanto a todas as preocupações excessivas dos grupos religiosos e conservadores, essa está ultrapassada e inapropriada. Contra tais noções, está a evidência esmagadora da natureza destrutiva da obscenidade, não pelos usuários, mas pelos familiares e a sociedade.

Os estudos mostraram que as imagens sexualmente estimulantes deixam marcas no cérebro que ativam respostas bioquímicas espontâneas, causando dependência psicológica que influencia comportamentos e hábitos. Por exemplo, em uma audiência do Senado americano em 2004, a Dra. Mary Anne Layden, do Departamento de Psiquiatria da Universidade da Pensilvânia, declarou que o cérebro rastreia os resultados mostrados das imagens pornográficas, da mesma forma que ocorre com usuários de cocaína. Em suma, a pornografia é viciante e na internet ela é como o crack.

Atraídos pela disponibilidade, acessibilidade e o anonimato, 40 milhões de americanos adultos visitam regularmente os sites de sexo virtual. De acordo com o National Council on Sexual Addiction and Compulsivity (Conselho Nacional sobre o Vicio e a Compulsividade Sexuais), existem entre 18 e 24 milhões de viciados em sexo nos Estados Unidos, 70% dos quais “afirmam ter problemas de comportamento sexual virtual”.

Muitos descrevem seu vício como sendo uma “vida no inferno”. Como sua tolerância psicológica produz pelo material sexualmente explícito, os usuários são conduzidos a mais e mais imagens pervertidas, a fim de alcançar os mesmos níveis de satisfação sexual. Eles descobriram, assim como C. S. Lewis uma vez propôs, “um desejo cada vez mais crescente por um prazer cada vez menor”.

O consumidor habitual pode gastar horas procurando na internet por aquela imagem especial que ela espera lhe satisfazer por todo o dia; as procuras estendem-se ao local de trabalho. Uma pesquisa da Nielsen Online descobriu que 25 por cento dos empregados com acesso à internet visitam sites de sexo explicito no escritório, ainda que corram riscos de serem disciplinados ou mesmo demitidos. Mas tais comportamentos não estão limitados aos trabalhadores de nível inferior ou em posições não críticas.

Só em abril, o inspetor geral da Comissão Americana de Valores Mobiliários (CAVM) descobriu que, em 2008, trinta e um oficiais superiores acessavam pornografia nos computadores do escritório, enquanto o mercado financeiro estava em chamas. Mais recentemente, mesmo com o derramamento sem fim de petróleo BP no Golfo, funcionários do governo responsáveis por supervisionar as atividades de perfuração foram pegos, entre outras atividades, baixando pornografia no local de trabalho.

No local de trabalho, o vicio em pornografia resulta na perda da produtividade e na negligência de cumprir os deveres, que podem ter efeitos danosos talvez até desastrosos. Em casa, resulta paradoxal e tragicamente em desordens íntimas.

Como o desejo do viciado é pelas cenas eróticas, sua excitação pela “coisa real” diminui. Os fóruns médicos online estão cheios de preocupações quanto aos homens que perderam a libido pelas mulheres na sua vida após a inclinação prolongada à pornografia. Um homem escreve o seguinte:

“Desde que coloquei internet de alta velocidade em casa, comecei a ver muito mais pornografia e meu desejo e desempenho sexuais diminuíram lentamente. Agora está se tornando um problema real. Eu simplesmente não fico tão excitado quanto ao sexo como de costume e parece que perco o interesse depois de alguns minutos.”

Eu sempre me perguntei acerca do mercado frenético de drogas sexuais masculinas que começaram a aparecer na televisão uma década ou mais atrás. Como um vermelho sangue, homem de meia idade, eu tive um péssimo momento, imaginando uma clientela suficiente para comprar todos aqueles produtos. Li registro após registro de homens que se alimentam de pornografia, os quais começaram por uma foto, mas experimentam disfunção erétil (DE) com uma pessoa. Essa é uma experiência masculina comum.

“É assustador o pouco conhecimento que há na internet de que a DE, causada pelo excesso de pornografia, é um problema bem real... Acredito de fato em toda essa anulação de sentimentos. Embora meu coração e alma estejam em minha esposa, ela não pode fisicamente me excitar.”
A baixa libido e o medo de falhar fazem com que muitos homens “pornografados” se tornem indiferentes à sua esposa, até irritados ao ponto de evitarem seus avanços românticos.

Assim como os homens objetificam as mulheres em montantes de seios, coxas e bumbuns, todos unidos para a felicidade masculina, as mulheres se objetificam em espécie. Para competir com aquela modelo das telinhas toda photoshopada, cheia de silicone, as mulheres tentam imitar sua aparência. Lábios com botox, aumento de seios, bronzeamento, “bumbum brasileiro”, entre muitos outros. A auto-objetificação feminina se reflete, o que se tornou, rapidamente, em um dos presentes mais populares de graduação às garotas: aumento de seios, com preços iguais ou maiores que 4.000 dólares. Não é coincidência o fato de que as demandas de drogas para o desempenho masculino e os aumentos do corpo feminino seguem juntos à explosão da pornografia na internet.

Às vezes, uma esposa visitará os sites favoritos de seu marido, na esperança de aprender o que o satisfaz. Mas no fim, de coração partido, ela sempre perde para a megera computadorizada. Assim um viciado reflete dolorosamente: “Ela não pode competir; nenhuma garota nunca pode competir com a ficção visual sexual sem fim que a pornografia oferece.”

A pornografia coloca um enorme estresse no relacionamento, principalmente o casamento. É comum que a esposa do usuário expresse sentimentos de traição, desconfiança e perda de autoestima. Com frequência, tais sentimentos levam à depressão clínica com feridas psicológicas e emocionais duradouras.

Com o surgimento da desconfiança e da ferida, muitas mulheres decidem terminar seu casamento em divórcio. Para ter ideia de quantos, dois terços dos advogados presentes na reunião de 2003 da Academia Americana de Advogados Matrimoniais disseram que a pornografia virtual estava envolvida na metade dos casos que representaram. Considerando as consequências negativas do divórcio, sentido principalmente pelas mulheres e crianças, a pornografia, contrariando o movimento do livre arbítrio, é uma doença social grave. E isso inclui a própria indústria pornográfica.

Shelley Lubben, ex-estrela pornô que abandonou esse mercado, é hoje advogada cristã para os que são vítimas da indústria que lhes é prejudicial física, emocional e espiritualmente. Falando da própria experiência, Shelley diz: “[As atrizes] devem fazer no set o que eles desejam… As garotas… sentem-se como estrelas. São alvos das atenções… Elas não percebem a degradação… Originadas na pornografia, [elas] nem mesmo perguntam se isso é errado… Se afundam nas drogas para dormir. Têm seu [corpo] rasgado… Elas contraem HIV e herpes e se desligam emocionalmente, morrendo.”

Isso é pelos empregados “voluntários” no mercado, mas e quanto aos involuntários? Um número significativo de pessoas na pornografia no cinema e na internet são vítimas de tráfico internacional de humanos. O Departamento Estadual Americano registra que há mais de 12 milhões de escravos modernos, aproximadamente 1,5 milhão dos quais são forçados para o mercado do sexo. Também são incluídas as vítimas mais jovens da demanda insaciável pela obscenidade infantil.

Como mencionado anteriormente, o consumo habitual leva à tolerância psicológica, que cria um desejo crescente pelas imagens distorcidas e chocantes. A escalada no desvio leva com frequência à pornografia infantil.

O Departamento de Justiça Americano estima que há quase 100 mil pedófilos em todo o mundo, que mantêm a internet cheia de mais de um milhão de imagens pornográficas de crianças, que nem são adultas nem consentiram com isso por qualquer definição racionável. Há vítimas que vivem o mesmo tipo de efeitos físicos e psicológicos assim como outras crianças abusadas sexualmente, mas com uma diferença. Agregadas às memórias do abuso em si, estão as imagens degradantes que permanecem “lá fora”, escondidas nas gavetas da escrivaninha ou arquivos eletrônicos, prontos para reaparecer a qualquer momento ao redor do mundo com o clique de um mouse e a re-traumatização da vítima.

Homens, mulheres e famílias, cristãos ou não cristãos, leigos e clérigos, adultos e crianças, empregados, local de trabalho e a indústria. Não há segmento da sociedade que não seja tocado pelos tentáculos corrosivos da pornografia, a um custo financeiro inestimável e um custo humano para o qual nenhuma cifra de dólar pode ser assinada.

(Regis Nicoll é colunista da BreakPoint, Salvo e Crosswalk, além de contribuir para o blog da Irmandade da Prisão, The Point; tradução Elizandra Milene da Rocha)

domingo, 3 de outubro de 2010

Café, chocolate e açúcar podem viciar

Milhares de pessoas têm algum tipo de vício em alimento, um mal responsável por sintomas prejudiciais à saúde e ao convívio social. E não é apenas a cafeína que tem efeitos similares aos de um vício. Engrossam a lista as guloseimas preferidas de mulheres com TPM (tensão pré-menstrual) e das crianças: chocolate e açúcar. Mas, se mesmo podendo viciar, esses alimentos continuam a ser vendidos em qualquer esquina, o motivo é bem simples: os cientistas ainda não chegaram a um consenso sobre eles. O único ponto de acordo é que algumas substâncias podem, sim, causar dependência. Porém, na maioria das vezes, apenas psicológica. “A cafeína, no entanto, tem ação associada ao sistema nervoso central. Ela é um estimulante e atua deixando a pessoa mais disposta, com melhora no raciocínio e na concentração”, afirma João César Castro Soares, endocrinologista e nutrólogo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O chocolate e o açúcar, por sua vez, atuam diretamente no sistema límbico (responsável pelas emoções), estimulando a produção de serotonina. Apesar desses vícios ainda não terem sido equiparados a outros, como o fumo e ao alcoolismo, a falta deles pode trazer sintomas típicos de abstinência – como [...] dor de cabeça.

Confira abaixo os motivos pelos quais café, chocolate e açúcar podem significar um risco à saúde quando consumidos em demasia.

Café – A cafeína age diretamente no sistema nervoso central. Por ter capacidade de chegar à corrente sanguínea, ela atinge o córtex cerebral exercendo efeitos como redução da fadiga e uma melhora na concentração e na capacidade de pensamento. Entre os sintomas de abstinência da cafeína estão dor de cabeça, tremedeira, tontura, aumento da ansiedade e fraqueza. [...]

Chocolate – A teobromina, uma substância presente neste doce, estimula a produção do neurotransmissor serotonina, que proporciona uma sensação de prazer e bem-estar. [...] De acordo com o endocrinologista Walmir Coutinho, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, existem estudos que apontam que a região do cérebro ativada com o consumo do chocolate é a mesma afetada em um dependente de cocaína. O alimento é tão eficiente em proporcionar prazer (e viciar), que, contam os registros históricos, já foi relacionado com forças ditas malignas. “No século 16, os jesuítas deixaram escrito que a bebida feita de cacau consumida pelos nativos era uma coisa do demônio. Isso porque eles não conseguiam parar de consumi-la, era algo viciante”, conta o endocrinologista João César Castro Soares. [...]

Açúcar – Festa de aniversário tem bolo. A inclusão de verduras e legumes no prato da criança é recompensada com uma deliciosa sobremesa. Segundo o endocrinologista João César Castro Soares, nossa cultura tem ainda o hábito de gratificar situações de sofrimento e estresse com... um doce. Se o açúcar já era responsável por uma sensação de prazer – associada à produção de serotonina pelo sistema límbico (emocional) -, ele tem ainda um efeito psicológico incutido na educação quando ainda somos crianças. “É quase um antidepressivo, uma cura momentânea para nossas angústias”, diz. De acordo com Soares, os mamíferos em geral, mesmo aqueles que nunca sentiram o gosto doce antes, são estimulados pelo açúcar. “Se você der um pedaço de doce para um cachorro, ele vai ficar agitado e vai querer mais. Isso em função da sensação de prazer que ele sente com esse alimento.”

Excesso de açúcar: além de estimular o ganho de peso e a obesidade, aumenta as chances de se desenvolver diabetes e de aparecimento de cáries. Algumas pessoas apresentam problemas gástricos.

(Veja)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Abaixo a crueldade humana

A revista Veja da semana passada aparentemente abraçou a causa que visa a combater o sofrimento dos animais de corte. Não é bem assim... mas, de qualquer forma, a matéria chama atenção para uma realidade até então denunciada quase que exclusivamente por ONGs e outras entidades (algumas bem sensacionalistas e polêmicas, como a Peta, outras mais sérias, como o holandês Party for the Animals, dirigido pela adventista Marianne Thieme, e o brasileiro Instituto Nina Rosa). Diz o texto de Veja: “Uma lei aprovada nos Estados Unidos há dois meses dá sinais de que está em curso uma mudança nas relações dos seres humanos com os animais. Ela determina que os frangos criados no estado de Ohio tenham um mínimo de espaço para abrir as asas e ciscar o chão. A lei pode parecer excêntrica – afinal, esses são comportamentos instintivos da espécie. Ocorre que em toda granja avícola moderna os frangos são confinados em lugares apertados, sem espaço para se movimentar. As galinhas poedeiras permanecem espremidas em gaiolas e, frequentemente, têm o bico cortado para não se bicarem. A União Europeia se sensibilizou com o assunto e quer abolir o uso de gaiolas na criação de frangos e galinhas a partir de 2012. Pretende também eliminar uma prática largamente adotada na criação de suínos – o isolamento das fêmeas gestantes em cubículos onde elas não podem se mexer. [Leia mais]

Carne e risco de doença cardíaca em mulheres

Às fãs de carne vermelha, uma má notícia. Comê-la duas vezes ao dia pode aumentar o risco de doenças cardíacas em mulheres, de acordo com um estudo da Escola de Saúde Pública de Harvard, dos Estados Unidos. A equipe analisou a dieta de 84.136 pessoas do sexo feminino de 30 a 55 anos, entre 1980 e 2006. As participantes preencheram um questionário apontando com que frequência ingeriam 116 diferentes itens alimentares. Durante o período do trabalho, 2.210 sofreram ataques cardíacos não-fatais e 952 morreram de patologia coronariana.

A pesquisa descobriu que as voluntárias que ingeriam duas porções de carne vermelha (fresca ou processada) por dia eram 30% mais propensas a sofrer problemas no coração do que as que saboreavam apenas a metade. Substituir a iguaria por nozes mostrou reduzir a chance de enfermidades do coração em 30%; por peixe, em 24%; por ave, em 19%.

A nutricionista Marek Doyle comentou as conclusões ao jornal Daily Mail. Afirmou que evitar totalmente a carne vermelha priva a pessoa de uma fonte rica de proteínas e ferro [na verdade, é possível substituir adequadamente a carne por alimento de origem vegetal]. Além disso, apontou que há uma grande diferença entre o produto fresco e processado, sendo o segundo menos saudável.

(Terra)

Álcool aumenta risco de câncer de mama

O consumo de álcool é um fator de risco estabelecido para câncer de mama em geral. Porém, um novo estudo descobriu que o álcool aumenta o risco de tumor lobular, mas não necessariamente tumor ductal. Ou seja, a relação entre consumo de álcool e risco de câncer de mama se aplica a alguns subtipos da doença. Para entender como o álcool pode influenciar subtipos de câncer de mama, pesquisadores realizaram um estudo observacional, conduzido entre 1993 e 1998, que incluiu 87.724 mulheres com idade entre 50 e 79 anos, na pós-menopausa. Os cientistas olharam particularmente para os seguintes dados de 2.944 mulheres que desenvolveram câncer de mama invasivo: subtipos de tumor e status hormonal, consumo de álcool, características demográficas e estilo de vida, história familiar de doenças e história reprodutiva.

As mulheres foram classificadas como as que nunca beberam, as que pararam de beber e as que bebiam atualmente. As que bebiam foram agrupadas em seis categorias de acordo com o número médio de bebidas por semana, desde menos de um drinque por semana até mais de 14 drinques por semana.

Os pesquisadores descobriram que o consumo de álcool é mais fortemente relacionado ao risco de tumor lobular do que de tumor ductal, e mais fortemente relacionado ao câncer de mama hormônio-receptor-positivo do que o câncer de mama hormônio-receptor-negativo. Esses resultados confirmam pesquisas anteriores com conclusões semelhantes. Os riscos observados não variam de acordo com o tipo de álcool consumido pelas mulheres.

Segundo os autores da pesquisa, as mulheres que bebiam uma ou mais doses de álcool por dia tiveram quase o dobro de risco de câncer de mama do tipo lobular, mas nenhum aumento no risco de câncer de mama do tipo ductal. Ainda segundo eles, é importante notar que o câncer ductal é muito mais comum do que o câncer lobular. Aproximadamente 70% de todos os cânceres de mama são ductais, sendo que cerca de 10 a 15% dos casos é lobular.

(Hypescience)

Leia também: "Além do vício em tabaco, nicotina é responsável por desenvolver câncer de mama"
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