quinta-feira, 11 de março de 2010

Mulheres gastam R$ 13 mil com maquiagem

Uma pesquisa realizada por uma das maiores redes de varejo de beleza da Inglaterra, a Superdrug, revelou que uma mulher gasta em média 9 mil libras comprando maquiagem durante a vida. O valor corresponde a R$ 13 mil. Três mil consumidoras foram ouvidas no levantamento. "As mulheres usam maquiagem para aumentar sua confiança e como maneira de ficar na moda e sentir-se jovem", disse a diretora de beleza da rede, Sara Wolverson, ao jornal inglês Daily Mail. O levantamento mostrou também a ordem de importância dos produtos. O rímel é o produto que lidera a lista, na frente de base e protetor labial. Veja os dados da pesquisa:

1) As mulheres gastam em media 20 minutos por dia se maquiando, o que perfaz 330 dias durante a vida.

2) Desde os 16 anos, as mulheres passam a consumir rímel, base e batom, comprando produtos novos pelo menos cinco vezes por ano. O gasto médio em cada compra é de R$ 36.

3) 70% das mulheres nunca saem de casa sem maquiagem.

4) 50% dos homens nunca viram suas namoradas sem algum tipo de maquiagem, mesmo na cama.

5) 68% das entrevistadas sentem-se mais confiantes se estão totalmente maquiadas, usando base, rímel, batom e não gostam de serem vistas de cara limpa.

6) 50% das mulheres disseram usar maquiagem o tempo todo.

7) 41% revelaram que "seria a morte" ser vista por uma colega sem estar maquiada.

8) 50% afirmaram não aparecer de cara totalmente limpa nem perante as melhores amigas.

9) 16% nunca encarariam seus parentes sem estar maquiada.

10) Segundo 1/3 das entrevistadas, elas não saem de casa sem maquiagem, sem desodorante e sem fazer escova no cabelo.

11) A pesquisa apontou os itens fundamentais em ordem de importância para as mulheres. Nesta ordem, rímel, base, hidratante labial, delineador, corretivo, batom, blush, sombra, pó e gloss labial.

12) 71% das mulheres sentem-se mais bonitas quando estão maquiadas e acham que colegas, amigos e parentes se surpreenderiam negativamente com sua aparência se a vissem sem o uso desses cosméticos.

(Terra)

Nota: Evidentemente que toda mulher gosta de se sentir bem consigo mesma e de cuidar da aparência. Mas pense em quanta economia de tempo e de dinheiro seria conseguida se a vaidade não estivesse tomando conta da vida...[DB]

O chinelo perdido

Estávamos de férias, na Praia do Rincão, em Santa Catarina, onde meus pais têm uma casa de verão. Minha filha mais velha, a Giovanna, precisava de um par de chinelos novos e encontramos um bem bonitinho, de silicone, amarelo. Ela saiu da loja toda faceira com os chinelos novos. Depois fomos tomar banho de mar. Enquanto fui dar um mergulho, minhas filhas ficaram na beirada, brincando com as ondas que iam e vinham. Quando me preparava para voltar para o local em que elas estavam, vi que a Gi estava chorando. Havia perdido um dos chinelos por ter desobedecido a mãe e entrado na água com eles. Fiquei com pena da minha menina e orei a Deus: “Senhor, sei que vai ser bem difícil no meio de toda esta água agitada e turva, mas me ajuda a encontrar o chinelo da minha filhinha.” [Leia mais]

segunda-feira, 8 de março de 2010

Fazer exercícios é uma questão de inteligência

Já faz muito tempo que a medicina comprovou a importância dos exercícios físicos para a saúde. E agora um estudo realizado na Grã-Bretanha concluiu que um tipo específico de exercício também pode, em tese, ter um efeito direto no cérebro. Corpo sarado, mente sadia. A comprovação foi feita pelo departamento de neurociência da Universidade de Cambridge, uma das mais conceituadas do mundo. Ratos de laboratório, que correm regularmente, se tornaram capazes de memorizar fotos de alimentos e de se lembrar delas depois. Ratos sedentários ficam mais confusos e esquecidos.

O Dr. Timothy Bussey, que coordenou o estudo, explica que não são somente os músculos que crescem com exercícios físicos. O cérebro também aumenta de tamanho milimetricamente.

Tudo indica que o cérebro cresce porque os exercícios fazem aumentar o fluxo de sangue por todo o corpo, inclusive na cabeça. Além disso, os exercícios fazem aumentar a produção de hormônios e reduzem a tendência ao estresse, que geralmente inibe a renovação das células cerebrais.

Com ratos, que chegam a correr o equivalente a 20 quilômetros por dia, ocorreu o que os cientistas chamam de neurogênesis, o nascimento de células neurológicas, que se concentram principalmente nos chamados lóbulos temporais, nas laterais do cérebro onde ficam os neurônios da memória e da inteligência.

As cobaias são consideradas perfeitas para esse tipo de estudo porque elas são naturalmente iguais em termos de inteligência. Um rato, a princípio, não é melhor que o outro.

Os pesquisadores admitem que com pessoas é um pouco diferente, porque algumas estudam mais, são mais cultas do que outras, independentemente dos exercícios que praticam ou da vida sedentária que levam.

Mas uma coisa ficou comprovada, segundo os cientistas: uma hora de exercício, pelo menos, por dia e a partir do terceiro mês, o cérebro começa a responder positivamente. Em outras palavras, fazer exercícios, além de saúde, é uma questão de inteligência.

(Jornal Nacional)

Nota: Em livros como A Ciência do Bom Viver e Educação, por exemplo, a escritora Ellen White já recomendava, há cem anos, que os estudos fossem combinados com exercícios físicos e trabalhos práticos a fim de se ampliar as faculdades mentais. Essa pesquisa só vem confirmar o que essa autora inspirada recomendou.[DB]

Saúde na família

Um programa de TV de grande audiência interrompe sua programação normal para dar uma notícia quente aos telespectadores. Dois grandes atores haviam acabado de entrar em UTIs. Um, inconsciente; o outro, semiconsciente. O primeiro, com câncer na bexiga e problemas cardíacos; o outro, com complicações hepáticas. O apresentador ficou pensativo e concluiu a notícia dizendo: “Ela era fumante e ele, por problemas familiares, bebia.”

O pior é que notícia ruim assim não fica só na TV. Tem muitos pais por aí que estão entrando em desespero porque descobriram que o filho é usuário de drogas; tem muita gente que, de uma hora para outra, vai parar no hospital por causa do estresse; há muitas pessoas tendo que encarar a aids ou outras doenças.

Nesta lição, enfocaremos alguns inimigos da nossa saúde familiar: álcool, cigarro, drogas e estresse. Como fazer com que a nossa família seja mais feliz, através da boa saúde? [Leia mais]

quinta-feira, 4 de março de 2010

Música aumenta capacidade intelectual da criança

De acordo com um novo estudo, crianças que tocam instrumentos musicais ficam mais sensíveis aos sons, incluindo a fala das pessoas e, por consequência, aumentando a capacidade delas de aprender novas línguas. Os testes mostraram as vantagens da exposição de crianças à música, incluindo aquelas que são autistas ou que têm dislexia. Os pesquisadores estabeleceram, então, um elo entre o “ouvido musical” e a capacidade do sistema nervoso de absorver qualquer tipo de som. De acordo com o estudo, quando as crianças tocavam um instrumento elas tinham um impacto em uma área do cérebro que controla a respiração, as batidas do coração e a reação aos sons.

Os resultados mostraram que crianças “musicais” têm mais facilidade de se comunicar, de interagir com os outros, de relaxar e de expressar suas emoções. Parece que a conversa da sua tia sobre como seu primo pirralho que aprendeu a tocar banjo é incrivelmente inteligente pode não ser só síndrome de mãe coruja.

(Hypescience)

quarta-feira, 3 de março de 2010

A mulher da página 194

Ela é loira e linda. Tem 20 anos. Modelo profissional. Saiu na última edição da revista americana Glamour ilustrando uma reportagem sobre autoimagem, e foi o que bastou para causar um rebuliço nos Estados Unidos. A revista recebeu milhares de cartas e e-mails. Razão: a barriga saliente da moça. Teor das mensagens: alívio. Uma mulher com um corpo real. Não sei se Lizzie Miller, que ficou conhecida como a mulher da página 194, já teve filhos, mas é pouco provável, devido à idade que tem. No entanto, quem já teve filhos conhece bem aquela dobrinha que se forma ao sentar. E mesmo quem não teve conhece também, bastando para isso pesar um pouco mais do que 48 quilos, que é o que a maioria das tops pesa. Lizzie não é um varapau — atua no mercado das modelos “plus size”, ou seja, de tamanhos grandes. Veste manequim 42, um insulto ao mundo das anoréxicas.

A foto me despertou sentimentos contraditórios. Por mais que estejamos saturados dessa falsa imagem de perfeição feminina que as revistas promovem, há que se admitir: barriga é um troço deselegante. É falso dizer que protuberâncias podem ser charmosas. Não são.

Só que toda mulher possui a sua e isso não é crime, caso contrário, seríamos todas colegas de penitenciária. Sem photoshop, na beira da praia, quase ninguém tem corpaço, a não ser que estejamos nos referindo a volume. Se estivermos falando de silhueta de ninfa, perceba: são três ou quatro entre centenas. E, nesse aspecto, a foto de Lizzie Miller serve como uma espécie de alforria. Principalmente porque ela não causa repulsa, ao contrário, ela desperta uma forte atração que não vem do seu abdômen, e sim do seu semblante extremamente saudável. É saúde o que essa moça vende, e não ilusão.

Um generoso sorriso, dentes bem cuidados, cabelos limpos, segurança, satisfação consigo próprio, inteligência e bom humor: é isso que torna um homem ou uma mulher bonitos. Aquelas meninas magérrimas que ilustram editoriais de moda, quase sempre com cara de quem comeu e não gostou (ou de quem não comeu, mas gostaria), são apenas isso: magérrimas. Não parecem pessoas felizes. Lizzie Miller dá a impressão de ser uma mulher radiante, e se isso não é sedutor, então rasgo o diploma de Psicologia que não tenho. Ela merecia estar na primeira página, mas, mesmo tendo sido publicada na 194, roubou a cena.

(Zero Hora)

Nota: Não concordo com a exibição do corpo e nem endosso essa atitude da modelo Lizzie, mas esse texto de Martha Medeiros me chamou a atenção por bater de frente com a imposição do corpo "perfeito" e irreal, tão exaltado no mundo da moda e na mídia. Lembro que a melhor maneira de se manter um corpo saudável é vivendo os princípios do correto estilo de vida saudável.[DB]

Cuidados com a saúde da mulher

A correria do dia a dia faz com que as pessoas esqueçam de se cuidar como devem. Para a mulher, esta situação é ainda mais complicada porque a manutenção da sua saúde exige uma série de cuidados preventivos. Aproveitando o Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, a Dra. Ritamaris de Arruda Regis Borges, especialista em diagnóstico por imagens do Lavoisier Medicina Diagnóstica/DASA, fala sobre alguns procedimentos que as mulheres devem adotar para garantir seu bem estar.

“O mais importante é criar hábitos saudáveis, como ter uma alimentação balanceada, dormir bem, fazer atividades físicas e evitar o excesso de preocupação. Estar excessivamente preocupada gera estresse, o que pode desencadear uma série de patologias, que vão de doenças inflamatórias até tumores”, explica a Dra. Ritamaris.

A médica conta que atualmente o mundo gira em torno da prevenção e que os exames são imprescindíveis para as mulheres. “Mesmo não tendo nenhum sintoma aparente, é importante que as mulheres realizem exames ginecológicos anuais. Não há uma idade específica para começar a rotina de ir ao ginecologista anualmente. Mas a indicação é que a partir da hora que comece a ter uma vida sexual ativa a paciente passe a ir ao consultório médico com mais frequência”, diz a médica.

Ela explica que os exames que devem ser feitos periodicamente são o papanicolau, que serve para prevenir o câncer de colo uterino, o ultrassom pélvico ou o transvaginal, para avaliar útero e ovários, além da mamografia, para mulheres acima dos 40 anos. Para aquelas que passaram pela menopausa é importante fazer o exame de densitometria óssea, para avaliar o grau de perda de massa óssea e se a paciente sofre de osteoporose.

O alerta que a médica faz é em relação aos fatores de risco. De acordo com ela o tabagismo, abuso de álcool e outras drogas, maus hábitos alimentares, vida sedentária e o comportamento sexual de risco são fatores que contribuem fortemente para o surgimento de doenças. “A história familiar da paciente também deve ser levada muito em conta. Por exemplo, em uma família onde a mãe já sofreu de câncer de mama, as filhas têm um risco aumentado de desenvolver a doença também”, comenta.

O conselho da Dra. Ritamaris para as mulheres é que elas nunca descuidem de sua saúde. “Elas devem reservar sempre uma época do ano para ir ao médico e fazer exames, para que isso se transforme em hábito. Além disso, elas devem aproveitar o máximo do dia a dia, buscando qualidade de vida".

segunda-feira, 1 de março de 2010

Dormir é perda de tempo?

Você dorme bem? Provavelmente, não, de acordo com os resultados de uma das maiores pesquisas brasileiras já realizadas sobre o sono. Em julho de 2006, cerca de 43 mil pessoas participaram do estudo durante a 2ª Semana Brasileira do Sono. Os resultados revelaram que 44% dos brasileiros não dormem bem, 31% têm alguma dificuldade para dormir, 52% dormem pouco e acordam cansados, 42% se sentem sonolentos durante o dia, e 28% roncam. Com tantas obrigações e preocupações que a vida moderna traz, dormir ficou em segundo plano. Alguns pensam que dormir é perda de tempo. Outros querem dormir melhor, mas não conseguem. Trânsito, televisão, cinema, internet, filhos e dupla jornada de trabalho são alguns dos inimigos de uma boa noite de sono.

Dormir bem é absolutamente essencial para a saúde física, mental e espiritual. Cerca de um terço da vida passamos dormindo. É durante o sono que as funções corporais e mentais são restauradas e o corpo é preparado para enfrentar o dia seguinte. Entretanto, a grande maioria das pessoas não dorme adequadamente, o que pode ocasionar sérios problemas de saúde, como veremos adiante.

Dormir mal ou pouco pode causar irritabilidade, perda de memória, depressão e dificuldade de concentração. Em adultos, descobriu-se que a falta de sono influencia negativamente na capacidade de avaliar riscos e de tomar decisões. As crianças também são afetadas. Dormir tarde prejudica a liberação do hormônio de crescimento, deixa as crianças mais irritadas e com menor capacidade de concentração na escola.

Além disso, quando dormimos mal por muito tempo, nosso corpo sofre alterações fisiológicas que podem estar relacionadas com a obesidade e o diabetes. Num artigo recente publicado na revista Circulation, médicos americanos concluíram que qualidade de sono inadequada está relacionada com aumento da pressão arterial, inclusive em adolescentes.

Faça ajustes na sua agenda para dormir mais e melhor. Lembre-se de que as horas de sono antes da meia-noite são essenciais para um bom descanso, então procure ir para a cama cedo e dormir de 7 a 8 horas por noite. A receita para uma boa noite de sono é a seguinte:

(1) procure dormir num quarto escuro, silencioso e bem ventilado,
(2) vá para cama com o estômago vazio (jantar leve até três horas antes de dormir),
(3) faça atividades físicas moderadas durante o dia, e
(4) esteja com a consciência limpa e em paz com os outros e com Deus.

Siga essas orientações e melhore sua saúde, espiritualidade, humor, produtividade e eficiência.

(Dr. Luiz Fernando Sella)

Para entender o câncer de mama

O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres. A cada ano, cerca de 22% dos casos novos de câncer em mulheres são de mama. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o número de casos novos de câncer de mama esperados para o Brasil em 2008 foi de 49 mil, com um risco estimado de 51 casos a cada 100 mil mulheres. Ainda não foi divulgada uma estimativa para este ano. Na região Sul, se excluídos os tumores de pele não melanoma, este tipo de câncer passa a ser o mais frequente entre as pacientes, com cerca de 67 casos a cada 100 mil mulheres.

Segundo Selmo Minucelli, hematologista e oncologista do Frischmann Aisengart/DASA, os principais fatores de risco para o câncer de mama estão relacionados à vida reprodutiva da mulher (primeira menstruação precoce, idade acima de 30 anos no primeiro parto, nuliparidade (mulher que ainda não teve parto ou filhos), obesidade, consumo excessivo de álcool, uso de contraceptivo oral e terapia de reposição hormonal.

A história familiar de parentesco de primeiro grau torna-se um risco ainda maior para mulheres com um ou mais parentes de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) com câncer de mama antes dos 50 anos. Também entram nesta esfera as mulheres com um ou mais parentes de primeiro grau com câncer de mama bilateral ou câncer de ovário.

Minucelli lembra que o Ministério da Saúde no Brasil recomenda como principais estratégias de rastreamento da população um exame mamográfico, pelo menos a cada dois anos, para mulheres entre 50 a 69 anos, além do exame clínico anual das mamas, para mulheres de 40 a 49 anos. O exame clínico da mama deve ser realizado em todas as mulheres que procuram o serviço de saúde, independentemente da faixa etária, como parte do atendimento à saúde da mulher.

Para mulheres de grupos populacionais considerados de risco elevado para câncer de mama (com história familiar de câncer de mama em parentes de primeiro grau) recomenda-se o exame clínico da mama e a mamografia, anualmente, a partir de 35 anos. Minucelli reforça que o diagnóstico precoce é a melhor forma de aumentar os índices de cura, sendo a mamografia um dos principais métodos de rastreamento. “O diagnóstico precoce permite a descoberta do câncer de mama quando o tumor é bem pequeno e ainda não é percebido na palpação”, explica o especialista.

O oncologista relata que os principais sintomas e sinais da doença são nódulo endurecido indolor na mama, a maioria descoberto pela própria paciente. Sintomas menos frequentes incluem dor, secreção mamilar, erosão, retração da pele, prurido, vermelhidão e massa axilar.

Nota: É bom lembrar que o estilo de vida saudável é a melhor maneira de prevenir ou retardar a manifestão dos cânceres.[DB]

Aditivos fora da lancheira

A revista Pro Teste deste mês apresentou uma reportagem muito interessante sobre aditivos químicos sob o título: "Aditivos fora da lancheira - Chicletes, balas e confeitos de chocolate têm substâncias que não são boas para as crianças". Os trechos mais importantes encontram-se abaixo. É muito interessante, especialmente para quem tem crianças em casa:

"Alguns aditivos não devem ser consumidos por crianças. Substâncias como Amarelo Crepúsculo, Vermelho 40, Tartrazina, Ponceau 4R e Benzoato de Sódio podem induzir ou aumentar sintomas de hiperatividade, por exemplo. E os edulcorantes artificiais não são recomendados para as crianças... Porém, descobrimos que os doces consumidos pelas crianças estão repletos dessas substâncias:

Babaloo Maçãlancia
Chicletes e-morango
Confeti Lacta
Jelly Bananas Fini
Marshmallow Bob Esponja Fini
Mentos Ice Cherry
M&M's Chocolate ao leite
7 Belo iogurte" (Pro Teste, ano VIII, nº 88, fev/10, p. 4).

Outros lanches que devem ficar fora da lancheira encontram-se em www.proteste.org.br/alimentacao/aditivos-lanches

Como adultos, temos o dever de ler os rótulos e certificar-nos de que não estamos comprando veneno e inundando o nosso organismo com substâncias que mais tarde trarão sérias consequências. Os produtos acima são apenas alguns exemplos da imensidão de produtos que, apesar de saborosos, não contribuem em nada para o bem-estar e a saúde de nosso organismo. O melhor mesmo é atender ao chamado divino e readaptar o paladar para apreciar as coisas simples criadas por Deus.

(Dica da amiga Karina Carnassale Deana)

Mau da pornografia sobre meninos (e meninas)

Meninos que veem pornografia regularmente têm mais probabilidade de ter relações sexuais e perturbar as meninas na escola, revelou um novo estudo. Michael Flood, pesquisador do Centro Australiano de Pesquisa de Sexo, Saúde e Sociedade, da Universidade La Trobe, disse que a exposição de crianças à pornografia resulta numa “ampla variedade de efeitos importantes e muitas vezes preocupantes”. “A exposição à pornografia”, escreveu Flood, “ajuda a sustentar a fidelidade dos mais jovens a noções sexistas e prejudiciais acerca do sexo”. Flood, um sociólogo australiano da Universidade de Wollongong, disse que isso se aplica principalmente a meninos e homens que usam pornografia frequentemente. Com materiais mais violentos, “o consumo intensifica atitudes que apoiam a coerção sexual e aumenta sua probabilidade de cometer agressões”.

“Embora crianças e jovens sejam seres sexuais e mereçam materiais apropriados para suas idades acerca do sexo e sexualidade, a pornografia é um educador sexual medíocre e realmente perigoso”, disse ele.

Em outubro do ano passado, o Instituto de Criminologia do governo australiano publicou um estudo que diz que “é bem elevada” a probabilidade de que um jovem seja exposto à pornografia antes da idade legal.

“Existem preocupações, entre pais e formuladores de políticas públicas, de que a exposição prematura e generalizada à pornografia está mudando a natureza das atitudes, condutas e relacionamentos sexuais íntimos e potencialmente contribuindo para a violência sexual na sociedade”, escreveu Judy Putt, a gerente geral de pesquisa do Instituto.

“A proliferação de materiais pornográficos e seu acesso fácil são tais que não é uma questão de se um jovem será exposto à pornografia, mas quando.” Jovens estão sendo “inundados” de “informações sexuais”, escreveu Putt, “antes de terem o desenvolvimento e capacidade de integrá-las numa saudável identidade sexual”.

Uma pesquisa de 2003 feita por telefone com 200 jovens australianos entre as idades de 16 e 17 revelou que 73 por cento dos rapazes foram expostos a vídeos pornográficos, com 5 por cento expostos semanalmente e 16 por cento expostos três a quatro vezes por semana. A pesquisa revelou que 84 por cento dos rapazes foram acidentalmente expostos à pornografia na internet, com 38 por cento usando a pornografia de internet deliberadamente. Isso foi comparado com dois por cento das mulheres que usam a internet para ver pornografia.

(O Verbo)

Nota: É o tipo de pesquisa que deixa ainda mais evidente a importância do acompanhamento dos pais nas atividades que os filhos realizam diante da TV e do computador. Especialistas dizem que os filhos não deveriam ter TV e computador no quarto e que esses aparelhos devem ficar em ambientes públicos da casa, a fim de que os filhos não sejam expostos "gratuitamente" à tentação.[DB]

Leia também: "Sexo na mídia estimula violência contra mulher"

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Inatividade física: problema de saúde pública

Dois artigos de uma revista inglesa British Journal of Sports Medicine que publica artigos relevantes na área esportiva, comentam numa edição deste ano um assunto muito importante referente às consequências da inatividade física. A maioria das pessoas conhece ou já ouviu falar, de alguma forma, dos efeitos benéficos da atividade física para a saúde física e mental. O primeiro tópico sugere que a inatividade física é um dos maiores problemas de saúde pública do século XXI. Dados que levaram o autor do artigo Steven N. Blair chegar a essa conclusão foram obtidos no “Aerobics Center Longitudinal Study (ACLS)”. Argumenta-se que um grande número de mortes em uma população poderia ser evitado se um específico fator de risco estivesse ausente – a inatividade física. Por exemplo, se todos os fumantes fossem não-fumantes ou todas as pessoas inativas fizessem 30 minutos de caminhada, pelo menos cinco vezes por semana, esse quadro poderia mudar. [...]

"Enquanto grandes avanços têm sido realizados para a redução dos fatores ambientais que influenciam as doenças, como vacinas e higiene, pouco tem sido feito em relação a outros fatores como a inatividade física. É frustrante pensar que pouco tem sido feito para um fator que está sob nosso controle. Existem muitas evidências científicas provando os benefícios do exercício na prevenção de diabete, hipertensão, câncer, depressão, osteoporose, demência, etc.

"Resumindo, existe uma grande correlação entre atividade física e mortalidade. Além dos efeitos da atividade física na morbilidade e mortalidade, existem claras razões econômicas para tentar aumentar a prática de atividades físicas da população. Não é o foco deste artigo mostrar em números, os gastos para tratamentos dessas doenças.

Concluindo, esses estudos sugerem que os sistemas de saúde poderiam começar a pensar na atividade física como uma medicação que poderia ser prescrita para os pacientes.

Os tópicos desses artigos publicados nesta edição do Bristish Journal of Sports Medicine fornecem bases e justificativas para darmos mais atenção para a atividade física na clínica e no cenário de saúde púbica.

(Vya Estelar)

Nota: Há cem anos, Ellen White escreveu: "Não obstante tudo quanto se diz e escreve sobre sua importância, existem ainda muitos que negligenciam o exercício físico. Muitos se tornam corpulentos porque o organismo está carregado; outros ficam magros e fracos por terem exaustas as forças vitais em dar conta de um excesso de comida. O fígado é sobrecarregado em seu esforço de limpar o sangue das impurezas, dando em resultado a doença. Aqueles cujos hábitos são sedentários devem, quando o tempo permitir, fazer exercício ao ar livre todos os dias, de verão e de inverno. Caminhar é preferível a andar a cavalo ou de carro, pois movimenta mais músculos. Os pulmões são forçados a uma ação benéfica, uma vez que é impossível andar em passo rápido sem os dilatar. Tal exercício seria, em muitos casos, melhor para a saúde do que drogas" (A Ciência do Bom Viver, p. 240).

Comer devagar diminui ingestão de calorias em 10%

As mães sempre pedem aos filhos na mesa de jantar que tenham calma e mastiguem bem a comida. Aparentemente, elas têm um motivo para isso. Pesquisadores descobriram evidências, ao longo dos anos, que quando as pessoas devoram os alimentos acabam consumindo mais calorias do que quando se alimentam num ritmo mais lento. Um motivo é o efeito da ingestão mais rápida sobre hormônios. Num estudo publicado no mês passado, cientistas descobriram que quando um grupo de participantes recebia uma porção idêntica de sorvete em diferentes ocasiões, eles liberavam mais hormônios que davam a sensação de saciedade quando tomavam o sorvete em 30 minutos, em vez de 15. Os cientistas coletaram amostras de sangue e mediram a insulina e os hormônios do trato intestinal antes, durante e depois do sorvete. Eles descobriram que dois hormônios que sinalizam a sensação de saciedade, ou de “estar cheio”, mostraram uma resposta mais pronunciada quando os participantes tomaram o sorvete mais devagar.

A sensação de saciedade leva a comer menos, como sugeriu outro estudo publicado no The Journal of the American Dietetic Association em 2008. Nesse estudo, os participantes relataram maior saciedade e consumiram aproximadamente 10% menos calorias quando comeram devagar, em comparação a quando simplesmente “engoliram” os alimentos. Em outro estudo, com 3 mil participantes, publicado no The British Medical Journal, as pessoas que informaram comer rapidamente e comer até se sentirem “cheias” tiveram risco três vezes maior de estarem acima do peso em comparação a outras pessoas.

Em outras palavras, os especialistas afirmam que diminuir o ritmo e saborear mais os alimentos é bom e não dói.

(UOL)

Nota: "A fim de assegurar saudável digestão, o alimento deve ser comido vagarosamente. Os que quiserem evitar a dispepsia, e os que compreendem a obrigação que têm de conservar todas as suas faculdades em condições que lhes permitam prestar a Deus o melhor serviço, farão bem em se lembrar disto. Se vosso tempo para comer é limitado, não comais apressadamente, mas comei menos, e mastigai devagar. O benefício derivado do alimento não depende tanto da quantidade de comida, quanto da digestão completada; nem a satisfação do paladar depende tanto da quantidade de alimento engolido quanto depende do tempo que o mesmo permanece na boca. Os que são agitados, ansiosos ou apressados, fariam bem em não comer até que tivessem encontrado tranquilidade ou repouso; pois as forças vitais, já duramente sobrecarregadas, não podem suprir os necessários fluidos digestivos" (Ellen G. White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, p. 107).

Gosto compulsivo por doces na infância e depressão

Apesar de a maioria das crianças gostar de doces, um estudo americano publicado na revista Addiction revelou que o gosto compulsivo por bolos, chocolates, rebuçados ou bebidas muito açucaradas na infância pode estar relacionado com depressão ou com um maior risco de futuros problemas com álcool. De acordo com os investigadores do Monell Chemical Senses Center, nos EUA, o estudo realizado com crianças entre os cinco e os 12 anos mostrou que as que eram “viciadas” em produtos muito doces apresentavam com maior frequência sintomas de depressão e tinham maioritariamente um familiar próximo com problemas de alcoolismo. As três centenas de crianças avaliadas, sendo que metade tinha casos de alcoolismo na família, tiveram de experimentar cinco bebidas doces, com diferentes quantidades de açúcar. Para além de terem sido questionadas sobre a bebida que mais lhes agradava, também lhes foram colocadas questões para verificar se tinham sintomas de depressão.

Um quarto das crianças revelou sintomas depressivos, mas as 37 que elegeram a bebida mais doce (continha 24 por cento de sacarose, o equivalente a 14 colheres de chá de açúcar numa xícara de água) como a sua favorita, para além dos sintomas de depressão, apresentaram um histórico familiar de dependência de álcool.

De acordo com os investigadores, embora o gosto por doces e álcool provoque muitos dos mesmos circuitos de recompensa do cérebro e o consumo de doces seja necessário [?] para as crianças deprimidas se sentirem melhor, esta investigação não esclareceu se o gosto por doces está relacionado com mecanismos bioquímicos ou, por outro lado, com a educação.

Os investigadores consideram então que, apesar de estas conclusões serem “interessantes”, um estudo não é suficiente para fazer generalizações, pelo que será necessária mais investigação nesta área.

(Ciência Hoje)

Nota: "As crianças devem aprender que têm de comer para viver, e não viver para comer. Esses hábitos devem começar a ser implantados já na criancinha de braço. Ela só deve tomar alimentos a intervalos regulares, e menos freqüentemente, à medida que vai tendo mais idade. Não convém dar-lhe doces, ou comidas dos adultos, que é incapaz de digerir. O cuidado e a regularidade na alimentação dos pequeninos não somente promove a saúde, tendendo assim a torná-los sossegados e mansos, mas lançará o fundamento para os hábitos que lhes serão uma bênção nos anos posteriores" (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 383).

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Temperamentos diferentes

Você já ouviu dizer que a incompatibilidade de gênios poderia ser uma razão lícita para a separação de um casal? Será que um casamento entre pessoas de temperamentos diferentes não poderia ter sido um erro, sendo necessária uma reparação, como a separação, por exemplo?

Claro que não, pelo menos para as pessoas que resolveram aceitar a Bíblia como a autoridade e o critério máximo para a própria conduta. É na Palavra de Deus que encontramos a verdade de que "todas as coisas [inclusive uniões entre pessoas de temperamentos diferentes] contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus" (Rm 8:28). Veja que o texto é totalmente inclusivo: o "todas as coisas" do apóstolo não deixa nada de fora! Isso quer dizer que mesmo o fato de um casal possuir temperamentos diferentes deveria ser encarado pelos cristãos como uma contribuição para o seu bem, para o crescimento, e não como desvantagem.

Mas em que sentido um casamento entre pessoas tão diferentes, com um potencial tão grande para conflitos, poderia ser uma vantagem? Quem responde é outra autora inspirada: "Está no propósito de Deus que pessoas de diferentes temperamentos se associem... Por este meio será cultivada mútua consideração e tolerância, os preconceitos serão amenizados e abrandados os pontos fortes do caráter. Deve garantir-se a harmonia, e o intercambio de temperamentos será benéfico a cada um" (Ellen G. White, O Lar Adventista, p. 427).

Então, decida hoje a, com a ajuda de Deus, extrair o maior benefício dessas diferenças entre você e as pessoas com quem você se relaciona, especialmente o seu cônjuge.

(Marcos Faiock Bomfim, www.outraleitura.com.br)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Como perder peso e manter a forma

A revista Veja desta semana trata da importância de se adotar um estilo de vida saudável para que se possa perder peso e manter a silhueta, com saúde. Segundo a reportagem de capa, "o problema é manter o novo peso por um longo período - de preferência, para o resto da vida. Nas últimas duas décadas, especialistas de diversos centros de pesquisa no mundo têm se dedicado a estudar o que fazem os 20% dos homens e mulheres que, como Daniela, conseguem escapar do famigerado efeito sanfona. A constatação é que os magros para sempre seguem uma rotina férrea". A metéria prossegue: "Maior estudo já realizado sobre o assunto, o 'National weight control registry' (NWCR) é uma força-tarefa criada em 1994 por médicos das universidades Brown e do Colorado, nos Estados Unidos. Atualmente, os pesquisadores acompanham 5.000 ex-obesos que perderam, no mínimo, 13 quilos e que preservam o novo peso há pelo menos um ano. ... Os participantes do NWCR cultivam as mesmas estratégias para manter o peso. Praticar uma hora de atividade física diariamente, tomar café da manhã todos os dias, fazer a maior parte das refeições em casa, não sair da linha nos fins de semana e pesar-se regularmente são algumas delas. 'É um esforço e tanto, porque a vida moderna conspira contra os hábitos de vida saudáveis', diz o endocrinologista Walmir Coutinho, presidente eleito da Associação Internacional para o Estudo da Obesidade. (...)

"Um dos fatores fundamentais para a manutenção do peso é a prática regular de exercícios físicos. Durante a fase de perda de peso, para a maioria das pessoas é mais fácil reduzir o número de calorias ingeridas do que queimar o excesso suando na esteira da academia, durante uma ou duas horas. Além disso, quem começa a praticar atividade física para perder peso tende a comer mais, recuperando parte ou mesmo todas as calorias queimadas no exercício. Um estudo publicado em 2009 na revista científica Plos One acompanhou um grupo de 460 mulheres gordinhas, sem o hábito de fazer exercício físico. Divididas em dois grupos, algumas começaram a fazer ginástica e outras se mantiveram sedentárias. Nenhuma delas alterou os hábitos alimentares. Ao final, constatou-se que a perda de peso nos dois grupos fora praticamente a mesma. Na fase da manutenção do peso adequado, a história é outra. A longo prazo, é muito mais difícil cortar calorias no prato do que queimá-las na esteira. Cerca de 90% das pessoas que se livram do efeito sanfona praticam exercícios físicos todos os dias. Os voluntários do estudo americano, por exemplo, veem apenas oito horas, em média, de televisão por semana - contra as 28 horas semanais da média americana. 'Essas pessoas não são necessariamente viciadas em ginástica, mas incorporaram a atividade física à sua rotina', diz James Hill, um dos organizadores do NWCR. A chave é encarar a ginástica como um hábito tão imprescindível quanto escovar os dentes ou tomar banho. A vantagem da atividade física é que ela não só queima as calorias necessárias para fechar a operação matemática do dia como tem o efeito de aumentar o metabolismo de repouso até o dia seguinte - quer dizer, ainda que a pessoa faça exercícios em dias alternados, ela ganha um bônus de calorias para consumir no dia sem ginástica." (...)

Em seguida, a reportagem menciona que uns 15% das pessoas têm genética favorável à manutenção do peso ideal, mas adverte: a manifestação dos genes depende muito dos hábitos de vida.

"Além do clássico binômio dieta e atividade física, outros dois fatores têm ganhado relevância na equação da manutenção do peso: sono reparador e controle do stress. Antes alocados numa lista de fatores que influenciam o peso de maneira secundária, o sono e o stress subiram de categoria, ficando apenas um degrau abaixo dos hábitos alimentares e dos exercícios físicos. A ciência já sabe que noites maldormidas levam a um aumento na produção de grelina, o hormônio do apetite, e à redução na síntese de leptina, responsável pela saciedade. Já o stress aumenta a liberação de cortisol, hormônio que contribui para o acúmulo de gordura visceral. A idade também é um elemento importante. Um estudo ainda inédito que mediu o gasto calórico diário de 800 mulheres atendidas no Hospital das Clínicas de São Paulo mostrou que, em repouso, as moças de 30 anos queimam 100 calorias a mais que as de 50. Assim, sem fazer nada. 'A conclusão óbvia é que não adianta uma mulher de 50 anos querer ter o mesmo peso de quando tinha 30, se mantiver os mesmos hábitos alimentares e o mesmo padrão de atividade física', diz a endocrinologista Sandra Villares, responsável pelo Laboratório de Estudos Moleculares da Obesidade da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. A partir dos 30 anos, com a queda natural no ritmo do metabolismo, mulheres e homens ganham, em média, 4 quilos a cada década. Ou seja, quanto antes ocorrer a perda de peso, mais fácil será manter a silhueta alinhada. E os anos, assim, também serão menos pesados."

Nota: Embora os adventistas que seguem os conselhos de saúde ensinados pela igreja o façam por motivos mais espirituais (comunhão e adoração a Deus) do que físicos, estes acabam sendo conequência do estilo de vida saudável. É interessante notar que os estilo de vida que os cientistas têm prescrito hoje em dia é exatamente o que a Bíblia já ensina há milênios.[DB]

Estilo de vida adventista não é igual a veganismo

A pedido do meu esposo, nossa amiga Karina Carnassale Deana partilhou conosco um texto que produziu para esclarecer a diferença entre o vegetarianismo defendido pelo adventismo e o veganismo:

Tenho notado cada vez mais nossos irmãos e irmãs em Cristo utilizarem o termo “vegan” ou “vegano” para definir sua dieta alimentar. Alguns até mesmo se autodenominam vegans dizendo: “Sou vegan” ou “tornei-me vegan”. Alguns livros de nosso meio religioso também trazem no título essa palavra. No entanto, preocupa-me muito o fato de adotarmos esse termo para definir nosso estilo alimentar por uma série de razões. Vou expor minha opinião.

Antes de mais nada, veja as definições de “vegan” que encontrei numa rápida pesquisa na Internet:

“Veganismo é uma filosofia de vida motivada por convicções éticas com base nos direitos animais, que procura evitar exploração ou abuso dos mesmos, através do boicote a atividades e produtos considerados especistas” (fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Veganismo).

“‘Vegan’ denomina um modo de vida que procura reduzir ao máximo a exploração de animais e, por consequência, adota uma dieta vegetariana estrita – eliminando carnes, ovos, leite e derivados da alimentação; eliminando o uso de artigos de couro do vestuário; evitando comprar produtos que envolvam testes desnecessários em animais etc. A pessoa que adota esse modo de vida também é chamada de ‘vegan’” (fonte: http://veganbrasil.com.br/tag/definicao).

Os adeptos ao veganismo são pessoas que, não conformadas com a morte ou os maus tratos a que os animais são submetidos, decidem tornar-se vegetarianas estritas. Ou seja, não fazem uso de produtos animais, porém, fazem uso das bebidas à base de cafeína, do fumo, dos refinados, dos aditivos químicos, enfim, tudo o mais que não seja de origem animal, quer saudável ou não. Além disso, essas pessoas fazem parte de um movimento ativista que combate a exploração dos animais por meio de manifestações, protestos, boicotes e outras atividades, dentre elas, algumas ilegais.

Como filha do Criador do Universo, sou responsável por Sua criação e criaturas. Devo proteger e defender a natureza em tudo que estiver ao meu alcance. Porém, da forma como Jesus agiria – que certamente não inclui manifestações sarcásticas, boicotes e atividades ilegais. Ao identificarmos nossa dieta como “vegan”, não estamos apenas dizendo que não consumimos produtos animais, mas também que aceitamos (embora não diretamente) todas as outras coisas que esse termo engloba.

Os adeptos ao veganismo deixam bem claro o motivo que os leva a se tornarem vegetarianos estritos: a proteção dos animais. Embora acredite ser meu dever zelar pela criação de Deus, essa não é a motivação para me tornar vegetariana estrita. Qual seria ela então? Para ter qualidade de vida? Ter saúde em abundância? Viver mais tempo? Economizar na farmácia? Creio que esses sejam bons motivos para alguém que não crê em Deus. Mas para mim – para nós – a motivação deve sempre ser ADORAÇÃO. Adoração ao nosso Criador que sabe o que é melhor. Que dedicou tempo para instruir Sua mensageira Ellen White para revelar ao povo do tempo do fim (nós) o que deveria ser feito a fim de se ter mente clara para discernir entre o bem e o mal. Ao decidirmos obedecer a Seus conselhos (que na verdade são ordens) revelados na Bíblia, e mais especificamente para o nosso tempo, no Espírito de Profecia, dizemos: “Senhor, creio que Tu és onisciente e digno de minha inteira obediência. Decido hoje seguir os Teus conselhos. Confio que Tu me darás poder para fazer a Tua vontade.”

Queridos amigos, por algum tempo tentei seguir os conselhos do Espírito de Profecia apenas para ter boa saúde e livrar-me de doenças. Confesso que esse tempo foi o mais infeliz da minha vida, pois achava um tremendo sacrifício deixar todas as coisas “gostosas” que estava acostumada a consumir para seguir uma dieta natural. Mas depois que compreendi que isso é um ato de adoração (ver 1Co 6:19, 20; 10:31, além dos escritos de Ellen White sobre o tema), houve uma mudança radical em minha vida. Comecei a pedir a Deus poder para mudar meu paladar para obedecer com prazer à Sua vontade. Aos poucos, Deus me transformou e está transformando a cada dia. Ao me deparar com uma tentação, não fico me lamentando mais como era bom comer isso ou aquilo. Penso que minha escolha de abster-me de certos alimentos e hábitos está agradando ao Pai que Se importou em me instruir sobre a melhor alimentação para suportar o tempo que JÁ estamos vivendo HOJE – o fim do tempo do fim!

Assim, não me considero vegan, nem macrobiótica, nem naturalista. Sou ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA. Somos diferentes de todos esses grupos por uma razão em especial: a motivação que nos leva a seguir essa dieta – que não inclui salvar animais, nem obter vida melhor, nem ter mais saúde, mas sim adorar ao Criador pela obediência a todos os Seus preceitos (saúde, vestuário, guarda da lei, enfim) através do poder que Ele promete conceder a todos os que pedirem com fé e sinceridade de coração.

Somos pessoas que buscam em Cristo fazer parte do povo de Apocalipse 14:12 – os que guardam os mandamentos de Deus e têm a fé de Jesus. Guardar as leis físicas, as leis de saúde, também é obedecer aos mandamentos de Deus. “Homens e mulheres não podem violar a lei natural mediante a satisfação de apetites pervertidos e de concupiscentes paixões, sem que transgridam a lei de Deus. [...] E movido de amor e piedade para com a humanidade, faz com que incida a luz sobre a reforma de saúde. Ele publica a Sua lei e a pena que acompanhará a transgressão da mesma a fim de que todos saibam, e cuidem em viver em harmonia com a lei natural. [...] Tornar patente a lei natural e insistir em que se lhe obedeça, eis a obra que acompanha a terceira mensagem angélica, a fim de preparar um povo para a vinda do Senhor” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 161 – leia o capítulo inteiro!).

Tenho certeza de que Deus concederá força a todo aquele que buscar de coração viver a Sua única e exclusiva dieta, ou devo dizer, estilo de vida (os oito remédios naturais), como instrumento para ajudar a fortalecer a nossa fé e comunhão com Cristo.

Para finalizar, duas citações para nossa reflexão:

“Todo aquele que violar as obrigações morais na questão de comer e vestir-se, prepara o caminho para violar as reivindicações de Deus com respeito a interesses eternos. Nosso corpo não nos pertence. Deus requer que cuidemos da habitação que nos deu, a fim de que possamos apresentar nosso corpo a Ele, como sacrifício vivo, santo e agradável. Nosso corpo pertence Àquele que o fez, e temos o dever de obter um conhecimento acerca da melhor maneira de preservar da ruína a habitação que nos deu. Se debilitarmos o corpo pela condescendência, contemporizando com o apetite, e vestindo-nos segundo as modas prejudiciais à saúde, a fim de estar em harmonia com o mundo, tornamo-nos inimigos de Deus” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 61-63).

“Adão e Eva caíram por causa de apetite intemperante. Cristo veio e resistiu a mais feroz tentação de Satanás e, a favor da humanidade, venceu o apetite, mostrando que o homem pode vencer. Como Adão caiu pelo apetite e perdeu o Éden feliz, os descendentes de Adão podem, por Cristo, vencer o apetite e pela temperança em todas as coisas recuperar o Éden” (Ibid., p. 161, 162).

Que Deus nos abençoe!

Karina Carnassale Deana

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Refrigerante aumenta risco de câncer de pâncreas

Tomar duas ou mais latas de refrigerante com açucar por semana aumenta em 87% o risco de câncer no pâncreas, sugere estudo científico feito com mais de 60 mil pessoas, em Cingapura, e publicado na revista científica Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention. Os pesquisadores acompanharam esse grupo durante 14 anos. Nesse período, 140 voluntários desenvolveram câncer de pâncreas. O estudo não aponta, entretanto, a relação causal exata entre o consumo dessas bebidas e o aparecimento do câncer.

De acordo com Mark Pereira, coordenador do estudo, da Universidade de Minnesota, uma das hipóteses é que a quantidade de açucar dessas bebidas aumenta os níveis de insulina no sangue e poderia contribuir para o crescimento das células cancerosas no pâncreas.

Segundo o cirurgião oncológico Felipe José Coimbra, do Hospital A.C. Camargo, as causas mais conhecidas de câncer no pâncreas são o histórico familiar da doença, casos de pancreatite hereditária, tabagismo e diabetes. A obesidade parece também ter influência, mas ainda não há nada comprovado.

"Por enquanto, não há nenhum alimento que comprovadamente cause o câncer no pâncreas. O estudo poderá servir de orientação, especialmente para pessoas em grupos de risco", diz.

Coimbra pondera, porém, que o estudo não é conclusivo e não dá para fazer especulações sobre qual o mecanismo de ação. "Não sabemos se a doença surgiu por causa do açucar das bebidas, por causa de algum corante ou conservante específico. Mas é um primeiro passo", afirma.

O câncer de pâncreas é considerado um dos mais agressivos do sistema digestivo. O diagnóstico geralmente é tardio e a taxa de sobrevida de cinco anos, para os pacientes, é de apenas 5%.

(Fernanda Bassette, Folha de S. Paulo, Seção Saúde, p. C7, 9 de fevereiro de 2010)

Nota: Para se refrescar ou matar a sede, prefira água ou sucos naturais. Esses não têm contra-indicações.[DB]

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Separação à vista

Se seu casamento já está com problemas, e você teme a possibilidade de separação, gostaria de sugerir a você alguns recursos. Alguns deles aparentemente nada têm que ver com a salvação do seu casamento. Conheço muitas pessoas que conseguiram reorganizar a vida familiar apenas por praticar estas poucas sugestões, primeiro em sua própria vida:

1. Programe um horário para se levantar mais cedo todos os dias para orar, ler a Bíblia, estudar a Lição da Escola Sabatina, e depois ler os escritos inspirados Espírito de Profecia (você encontra vários livros dessa categoria na seção de downloads de www.ministeriodafamiliausb.org.br ou simplesmente clicando aqui. Isso precisa acontecer antes de você sair de casa ou antes de fazer qualquer coisa. Peça a Deus a ajuda para colocar esse princípio em prática (Jo 15:5). Se você não tiver tempo para fazer tudo isso antes de sair de casa ou antes de começar o trabalho, estabeleça um mínimo razoável para fazer logo no início do dia (como, por exemplo, apenas orar e ler a Bíblia), e então programe o resto das atividades de comunhão com Deus para outro momento do dia. Durante esses momentos, o próprio Senhor vai falar para você o que deve fazer (Sl 25). Ele vai dar conselhos melhores do que qualquer terapeuta ou pastor desse mundo conseguiria! Peça a Deus força e motivação para obedecer a tudo o que Ele ordenar. [Leia as outras sugestões aqui]

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

40% dos casos de câncer poderiam ser evitados

Quarenta por cento das 12 milhões de pessoas diagnosticadas com câncer em todo o mundo anualmente poderiam evitar a doença protegendo-se contra infecções e mudando o estilo de vida, afirmaram especialistas nesta terça-feira. Um relatório da União Internacional contra o Câncer (UICC), que tem sede em Genebra, na Suíça, ressaltou que nove infecções podem levar ao câncer e pediram que as autoridades de saúde salientem em seus países a importância das vacinas e da mudança no estilo de vida para combater a doença. "Se houvesse um anúncio de que alguém havia descoberto a cura para 40% dos cânceres do mundo, haveria uma comemoração enorme com razão", disse o presidente da UICC em uma entrevista por telefone. "Mas o fato é que temos, agora, o conhecimento para evitar 40% dos cânceres. A tragédia é que não o estamos usando."

O câncer do colo do útero e o câncer de fígado, ambos causados por infecções que podem ser evitadas com vacinas, devem ser a prioridade, indicou o relatório, não apenas nas nações ricas, mas também nos países em desenvolvimento, onde ocorrem 80% dos casos de câncer do colo do útero.

O câncer é uma causa importante de morte em todo o mundo e o número total de casos globalmente está aumentando, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). O número de mortes por câncer no mundo está projetado para subir 45% de 2007 a 2030, passando de 7,9 milhões para 11,5 milhões de mortes, causadas, em parte, por uma população cada vez maior e mais idosa.

O UICC afirmou que quer concentrar a atenção dos responsáveis pelas políticas de saúde nas vacinas de prevenção ao câncer - como a fabricada pela GlaxoSmithKline e pela Merck & Co contra o vírus do papiloma humano (HPV), que causa o câncer do colo do útero, e outras contra a hepatite B, que causa doença hepática e câncer. "As autoridades de todo o mundo têm a oportunidade e a obrigação de usar essas vacinas para salvar a vida das pessoas e educar suas comunidades para escolhas de estilos de vida e medidas de controle que reduzam o risco delas de câncer", afirmou o diretor-executivo do UICC, Cary Adams, em um comentário sobre o relatório.

Outras infecções causadoras de câncer incluem as dos vírus da hepatite C, do HIV e do Epstein Barr, um vírus do tipo da herpes transmitido pela saliva. Os especialistas afirmam que o risco de desenvolver câncer poderia ser reduzido em até 40% se fossem empregadas medidas de prevenção e de imunização total combinadas com mudanças simples no estilo de vida, como parar de fumar, comer saudavelmente, limitar a ingestão de álcool e reduzir a exposição ao sol.

(Terra)

Leia também: "Questão de estilo"
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