domingo, 18 de outubro de 2009

A batalha pela mente (parte 6)

5. Líquido às refeições

“Muitos erram em beber água fria às refeições. ... Tomada às refeições, a água reduz o fluxo de saliva; e quanto mais fria a água, maior o dano causado ao estômago. Limonada ou água geladas, tomadas às refeições, retardarão a digestão até que o organismo tenha provido suficiente calor ao estômago, habilitando-o a retomar o seu trabalho. Mastigai devagar, permitindo que a saliva se misture com o alimento. Quanto mais líquido se coloca no estômago às refeições, mais difícil se torna a digestão do alimento; pois o líquido precisa ser absorvido primeiro.” – Conselhos Sobre o Regime Alimentar, pág. 106

As glândulas salivares necessitam de 4 horas para se encherem. Quando se come qualquer coisa antes da refeição habitual, o cérebro manda a glândula liberar a saliva (ptialina). O amido que não é bem digerido (na boca) vira gordura. Não é o quanto se come o que importa, mas o quanto o organismo aproveita do alimento.

Assim, o ideal é beber de seis a oito copos de água por dia, mas sempre entre as refeições.

A batalha pela mente (parte 5)

4. Terceira refeição abundante

“O jantar, quando muito cedo [5 horas de intervalo], interfere com a digestão da refeição anterior. Sendo mais tarde, não é digerido antes da hora de deitar. Assim o estômago deixa de conseguir o devido repouso. O sono é perturbado, cansam-se o cérebro e os nervos, é prejudicado o apetite para a refeição matutina, o organismo todo não se restaura nem estará preparado para os deveres do dia.” – Educação, pág. 205.

“O estômago, quando nos deitamos para dormir, deve ter terminado todo o seu trabalho, para fruir o descanso, assim como as outras partes do corpo. O trabalho da digestão não deve prosseguir em tempo algum das horas do sono.” – Conselhos Sobre o regime Alimentar, pág. 175

“Sob certas circunstâncias, talvez algumas pessoas tenham necessidade de uma terceira refeição. Esta, porém, deve ser muito leve, e de comida de fácil digestão. Bolachas de sal, ou pão torrado e fruta, ou bebida de cereal, eis os alimentos mais próprios para a refeição da noite.” – A Ciência do Bom Viver, pág. 321

É bom lembrar que o ideal é fazer o desjejum de um rei, almoçar como príncipe e jantar como servo.

A batalha pela mente (parte 4)

3. Refinados

“Para o pão, não é a melhor a farinha branca, superfina. Seu uso nem é saudável nem econômico. A farinha branca, fina, carece de elementos nutritivos que se encontram no pão feito do trigo integral. É causa freqüente de prisão de ventre e outras condições insalubres.” – A Ciência do Bom Viver, pág. 300

“O pão de farinha branca não pode comunicar ao organismo a nutrição que se encontra no pão integral. O uso comum do pão de farinha beneficiada, não pode manter o organismo em condições saudáveis.” – Conselhos Sobre o Regime Alimentar, pág. 320

Arroz polido

Durante a II Guerra Mundial, a Singapura não pôde importar arroz. Nessa época, a mortalidade infantil chegava a 420/1.000. O governo decretou que só se comercializasse arroz integral, não importando a qualidade. Resultado: em um ano a mortalidade diminuiu para 80/1.000.

“Ao toque de uma pena, centenas de milhares de vidas foram salvas.” – Dr. Pincton em Sugar Blues, de Willian Duffy (Editora Ground), 1975.

Perdas no refino do arroz

77% de Vitamina B1
60% de Cálcio
70% de Fósforo
75% de Ferro

Fibras

Uma dieta com elementos fibrosos (cereais integrais, verduras, etc.) promove a função normal do intestino grosso. Os refinados, ao causarem fermentação e insalubridade no organismo, trazem mal-estar para o aparelho digestório e, como conseqüência, o cérebro é afetado.

Lembre-se: “Com a mente servimos ao Senhor.” – Temperança, pág. 14

Resultados

1. Problemas cardíacos
2. Indústria odontológica multibilionária
3. Indústria multimilionária de vitaminas
4. Uso de laxativos
5. Problemas de obesidade

A batalha pela mente (parte 3)

2. Açúcar

“Segundo a luz que me foi dada, o açúcar, quando usado abundantemente, é mais prejudicial que a carne.” – Conselhos Sobre o Regime Alimentar, pág. 328

“O açúcar não é bom para o estômago. Produz fermentação, o que embota o cérebro e deixa a disposição irritadiça.” – Ibidem, 391.

“Bolos, pudins, massas folhadas, geléias e doces são causa ativa de má digestão. Especialmente nocivos são os cremes e pudins em que o leite, ovos e açúcar são os principais ingredientes.” – Conselhos Sobre o Regime Alimentar, pág. 301

“É melhor deixar em paz os doces. Deixai em paz aquelas sobremesas doces que são colocadas sobre a mesa. Não necessitais delas. Precisais de uma mente clara para pensar segundo a vontade de Deus.” – Conselhos Sobre o Regime Alimentar, pág. 328

Lembre-se: “Com a mente servimos ao Senhor.” – Temperança, pág. 14

Consumo anual per capita de açúcar nos EUA

Ano / Colheres de chá por dia
1820 / 2,5
1870 / 11
1900 / 20
1940 / 30
1970 / 32
Hoje / 40

O açúcar destrói casamentos

“O excesso de açúcar torna a pessoa irascível e induz marido e mulher a brigarem, chegando a provocar, inclusive, muitos desquites. Durante anos, o estudioso [Dr. Halstead] juntou numerosas provas para sustentar sua tese.” – Gazeta S.A, 1981

Oito tipos de câncer ligados ao açúcar

Câncer de cólon
Câncer retal
Câncer de mama
Câncer de ovário
Câncer de útero
Câncer de próstata
Câncer renal

A batalha pela mente (parte 2)

1. Irregularidade no comer

“Fico atônita ao saber que, depois de todo o esclarecimento que tem sido dado nesta instituição, muitos de vós comam entre as refeições! Não deveis nunca permitir que um bocado vos passe pelos lábios entre vossas refeições regulares.” – Conselhos Sobre o Regime Alimentar, pág. 159

“Tomada a refeição regular, deve-se permitir ao estômago um descanso de cinco horas. Nenhuma partícula de alimento deve ser introduzida no estômago até a próxima refeição.” – Conselhos Sobre o Regime Alimentar, pág. 179

“Coisa alguma se deve comer entre [as refeições], nada de doces, nozes, frutas, ou qualquer espécie de comida.” – A Ciência do Bom Viver, pág. 384

Nem coisa boa, nem (e muito menos) ruim.

“Muitos comem a toda hora, a despeito das leis da saúde. Depois, a mente fica obscurecida. Como podem os homens ser honrados com a iluminação divina, quando são tão descuidados em seus hábitos, tão desatenciosos para com a luz que Deus tem dado com relação a estas coisas?” – Obreiros Evangélicos, pág. 241.

“Com a mente servimos ao Senhor.” – Temperança, pág. 14

Conseqüências de comer fora de hora:

a) Aumento de peso
b) Redução de água e proteína corpórea
c) Alteração na tireóide e nas atividades do tecido enzímico
d) Agravamento da arteriosclerose
c) Aumento severo do diabete

A batalha pela mente (parte 1)

O desejo de Deus

“Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Romanos 12:2 NVI

A estratégia de Satanás

“Satanás... sabe que as pessoas que têm hábitos errôneos e corpo doente, não podem servir a Deus tão resoluta, perseverante e puramente como se fossem sãos. Um corpo doente afeta o cérebro. Com a mente servimos ao Senhor. A cabeça é a capital do corpo.” – Spiritual Gifts, vol. 4, pág. 146

O cérebro é a “antena” que nos conecta a Deus. Estudos científicos mostram que o lóbulo frontal é a base da:

Espiritualidade
Moralidade
Vontade

Esse é o alvo do inimigo.

O mais forte poder

“Satanás está constantemente alerta, para submeter a humanidade inteiramente ao seu controle. Seu mais forte poder sobre o homem exerce-se através do apetite, e este procura ele estimular de todos os modos possíveis.” – Conselhos Sobre o Regime Alimentar, pág. 150

Conseqüências de um apetite pervertido

1. Desequilibra a mente

“Mediante a satisfação do paladar, o sistema nervoso torna-se irritado e debilita-se o poder do cérebro, tornando impossível pensar calma e racionalmente. Desequilibra-se a mente.” – Conselhos Sobre o Regime Alimentar, pág. 151

2. Perde-se o senso das coisas eternas

“O Redentor do mundo sabia que a condescendência com o apetite traria debilidade física, adormecendo órgãos perceptivos de maneira que se não discerniriam as coisas sagradas e eternas.” – Conselhos Sobre o Regime Alimentar, pág. 54

3. Separação de Deus

“Muitos, por sua condescendência com o apetite, separam-se de Deus.” – Conselhos Sobre o Regime Alimentar, pág. 159

Nas próximas postagens, analisaremos mais detidamente detalhes de um estilo de vida que acaba por obscurecer os pensamentos e, conseqüentemente, atrapalha a espiritualidade.

Não coma tarde da noite

Estudo da Northwestern University mostrou que comer fora de hora, quando o corpo já deveria estar se organizando para dormir, influencia no ganho de peso. Engordamos por uma série de motivos, que incluem sedentarismo, alto consumo de alimentos hipercalóricos, genética e envelhecimento. O que está claro para a ciência é que esse processo não depende somente do número de calorias ingeridas. Nosso organismo obedece a um ritmo circadiano regulado pelo hipotálamo (mais especificamente pelo núcleo supraquiasmático), que influencia a digestão, renovação e reparo celular, temperatura corpórea... No estudo os cientistas alimentaram ratos com uma dieta rica em gordura. A dieta tinha o mesmo número de calorias porém um grupo de ratos consumia a ração no horário normal e o outro grupo no horário em que deveria estar dormindo. Este último grupo ganhou muito mais peso do que o primeiro grupo. O próximo passo do estudo será explicar os mecanismos moleculares por traz dessas observações. Por enquanto, o que importa é que não devemos comer alimentos próximo à hora de dormir visto que nesse horário gastamos menos energia.

(Para saber mais: Deanna M. Arble, Joseph Bass, Aaron D. Laposky, Martha H. Vitaterna and Fred W. Turek. Circadian Timing of Food Intake Contributes to Weight Gain. Obesity, 2009)

Dormir bem reduz falhas de memória

Um estudo liderado pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, confirma que uma boa noite de sono pode reduzir as falhas de memória tanto em pessoas mais jovens quanto em idosos. De acordo com os autores, as descobertas são importantes e têm implicações práticas para todos, desde estudantes que têm problemas com provas de múltipla escolha, até os idosos que confundem seus medicamentos. Os pesquisadores avaliaram a presença da falsa memória em grupos de estudantes universitários. Para isso, mostraram um grupo de palavras aos participantes, pedindo para que eles, 12 horas depois, identificassem quais palavras haviam visto ou ouvido antes. E aqueles estudantes que haviam dormido mais entre os dois momentos do teste tiveram menos problemas com falsa memória, escolhendo menos palavras incorretas.

"É fácil confundir as coisas em sua mente", disse a psicóloga Kimberly Fenn, uma das autoras do estudo, em nota para a imprensa. "Esta pesquisa sugere que, depois de dormir, você é mais capaz de discernir os aspectos incorretos dessa memória", concluiu a pesquisadora.

(Learning & Memory. Setembro de 2009)

Atividades físicas podem reduzir sentimento de falta de esperança

Homens que são mais fisicamente ativos parecem ter visão mais otimista da vida, segundo estudo finlandês recentemente publicado na revista científica BMC Public Health. E, segundo os pesquisadores, a falta de esperança pode aumentar o efeito do sedentarismo na doença cardíaca e no risco de morte. Os especialistas do Hospital Universitário Kuopio, na Finlândia, entrevistaram mais de 2,4 mil homens com idades entre 42 e 60 anos sobre seu humor e nível de atividades físicas e os avaliaram quanto ao condicionamento físico. E as análises indicaram que aqueles que gastavam menos de uma hora por semana fazendo exercícios físicos de moderados a vigorosos eram 37% mais propensos a se sentirem sem esperança, comparados àqueles que se exercitavam pelo menos 2,5 horas semanais.

Os participantes que apresentaram mais altos níveis de desesperança tinham "características mais pronunciadas" de síndrome metabólica, um conjunto de sintomas que aumentam os riscos de doença cardíaca e diabetes tipo 2. Eles também eram menos ativos e estavam em pior forma física. E os exercícios vigorosos se mostraram mais eficazes para reduzir esse sentimento negativo.

De acordo com os pesquisadores, mesmo considerando depressão, idade, tabagismo, status socioeconômico e outros fatores relevantes, a relação entre os níveis de atividade física e o sentimento de esperança permanecia considerável. Porém, análises mais profundas mostraram que a depressão seria um fator responsável pela relação.

Eles destacam que "as descobertas atuais sugerem que a desesperança e a depressão são sobrepostas, mas entidades distintas". E os resultados indicam que ser ativo pode ajudar a "melhorar ou proteger contra sentimentos de desespero" mesmo se não houver melhora no condicionamento físico.

(BMC Public Health. 25 de junho de 2009)

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Americana entra em coma após comer hambúrguer

O principal ingrediente de um prato tipicamente americano, o hambúrguer, virou motivo de preocupação nos Estados Unidos. Uma americana perdeu os movimentos da cintura para baixo após comer carne contaminada por uma bactéria. Stephanie era professora de dança no estado de Minessota. Começou a se sentir mal depois de ter comido hambúrguer preparado em casa pela mãe, que havia comprado uma caixa no setor de congelados do supermercado. Os sintomas começaram com diarreia, depois Stephanie teve convulsões, ficou inconsciente e entrou em coma induzido por nove semanas. Após dois anos, ela não consegue mais andar. Chorando, a ex-professora de dança diz que nunca pensou que um hambúrguer fosse mudar completamente a sua vida. O sistema nervoso dela foi atingido pela bactéria escherichia coli, que estava alojada na carne moída.

O hambúrguer é o arroz com feijão dos americanos. Nos Estados Unidos, a carne é normalmente moída em grande escala fora do supermercado, em centros industriais. Cada pacote pode ter uma mistura de várias partes do boi. E é aí que está o risco.

A bactéria fica alojada no intestino do gado. Às vezes, no abatedouro, partes do intestino contaminadas com a bactéria são cortadas e se misturam a outras peças que, depois, são moídas.

Apesar da fiscalização intensa, não são raros os casos de apreensão de carne, por suspeitas de contaminação.

Nos últimos dois anos, 112 pessoas adoeceram no país, atingidas pela bactéria. O governo retirou 14 milhões de toneladas de carne das prateleiras.

Casos graves, como o de Stephanie são muito raros. Mas especialistas em saúde ensinam: para evitar misturas e carnes contaminadas, o jeito mais seguro é ainda o mais antigo, isto é, escolher o pedaço no açougue e pedir que a carne seja moída na hora, na frente do consumidor.

Esse conselho também vale para os consumidores no Brasil. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, não há lei federal que proíba a venda de carne pré-moída e cada estado pode ter a sua própria legislação.

(G1 Notícias)

Nota: Na verdade, por esse e outros tantos motivos (para o nosso bem e dos animais), a melhor solução é evitar a dieta cárnea.[DB]

Refeições em conjunto melhoram saúde da família

Em um novo estudo publicado no periódico Social Policy Report, Barbara Fiese, pesquisadora da Universidade do Illinois, sugere que o incentivo às refeições em família deveria ser visto como algo positivo para a saúde. “Há poucas coisas que os pais podem fazer pela família, que sejam tão positivas para a saúde, como disponibilizar 20 minutos diários, algumas vezes durante a semana, para juntar todos os membros da família ao redor da mesa para fazer uma refeição”, diz Fiese.

Alguns benefícios indicados pela pesquisadora são o fato que, de acordo com as pesquisas realizadas pelo Family Resiliency Center, crianças que fazem as refeições acompanhados da família desenvolvem um maior vocabulário (pois têm a oportunidade de conversar com pessoas de outras idades e próximas), têm menos propensão à obesidade e transtornos alimentares, desenvolvem menos transtornos de comportamento e, em média, consomem mais frutas e vegetais que outras crianças.

Além disso, os pais também poderiam ter mais controle sobre os horários das refeições e limitar atividades paralelas à alimentação. “Outras pesquisas mostram que essa simultaneidade de atividades durante as refeições leva as pessoas, por diversos fatores, incluindo ansiedade, a consumir comidas ricas em açúcar e gordura ao invés de optar por comidas mais saudáveis. Fazer refeições em conjunto com a família vai além de compartilhar comida. Pode ajudar as pessoas a relaxar, se comunicar e se conhecer melhor, diminuindo os conflitos”, diz a pesquisadora, que também pesquisa a importância das rotinas familiares para promoção do bem-estar.

“As pessoas se esforçaram e aprenderam que usar cinto de segurança ou capacete é importante para a proteção. Por que não pensar nas refeições em família como uma forma de melhorar a saúde de todos os membros da casa?”, questiona Fiese.

(Society for Research in Child Development)

Vegetarianismo pode proteger contra o câncer

Um estudo publicado em junho no British Journal of Cancer indica que os vegetarianos correm menos risco de desenvolver câncer. De acordo com os especialistas da Cancer Research UK, no Reino Unido, a opção pelos vegetais, abandonando o consumo de carnes vermelhas, reduz em 12% os riscos de desenvolver câncer de qualquer tipo, e pode reduzir em até 45% as chances de alguns tipos específicos da doença. Os resultados foram baseados na análise de 61 mil pessoas – 32,4 mil comedores de carne; 8,5 mil que não comiam carne, mas ingeriam peixes; e 20,6 mil vegetarianos – monitoradas por até 12 anos, que registrou 3.350 casos de câncer. Entre esses, 2.204 casos ocorreram entre aqueles que comiam carnes vermelhas, 317 ocorreram naqueles que consumiam peixe no lugar da carne, e 829 foram registrados nos completamente vegetarianos.

De acordo com os autores, os efeitos protetores do vegetarianismo e do consumo de peixe no lugar da carne vermelha eram maiores para cânceres do sangue, como leucemia, mieloma e linfoma.

Os pesquisadores acreditam que esses efeitos da dieta no risco de câncer podem ocorrer devido aos altos níveis de vitaminas antioxidantes encontradas em frutas, legumes, grãos e sementes, que podem ter propriedades anticâncer. Além disso, os vegetarianos evitariam a exposição a conservantes, como nitritos, comumente utilizados em produtos de origem animal, e associados ao risco de câncer.

Apesar dos resultados, indicando benefícios da dieta vegetariana, vale lembrar que alguns estudos mostram que os completamente vegetarianos podem ter ossos mais fracos do que aqueles que comem produtos de origem animal, aumentando suas chances de osteoporose e fraturas mais tarde. Por isso, mais estudos são necessários para indicar riscos e benefícios dessa dieta.

(British Journal of Câncer, 16 de junho de 2009)

terça-feira, 13 de outubro de 2009

O lado negativo do pensamento positivo

Três pesquisadores canadenses, num estudo publicado recentemente no jornal Psychological Science, resolveram testar a extraordinária tese de que o pensamento positivo faz as pessoas se sentirem melhor – e elas acabam por produzir mais, conquistar seus objetivos, viver melhor. Não há dúvida de que o pensamento positivo deu certo para o pastor americano Norman Vincent Peale. Em 1952, ele escreveu O poder do pensamento positivo e praticamente inaugurou um veio bilionário da psicologia e do mercado de autoajuda. E agora a pesquisa canadense, feita com jovens universitários, comprovou que, sim, tecer elogios a si próprio dá resultado. Infelizmente, não é o resultado esperado. As palavras doces (“eu sou uma pessoa adorável”) ditas em voz alta até beneficiaram, modestamente, quem já apresentava autoestima elevada. Mas pioraram bastante a autoimagem de quem mais precisava de uma forcinha. Quem tinha autoestima reduzida – medida por um questionário-padrão desenvolvido nos anos 60 – saiu pior ainda da experiência. “Não é que o pensamento positivo baixe a autoestima em geral, mas ele pode prejudicar alguns indivíduos – de cara, aqueles que já têm baixa autoestima”, disse à Época uma das autoras do estudo, Elaine Perunovic, ph.D. em psicologia e professora na Universidade de New Brunswick.

Uma das explicações dos autores é que, quando ouvimos afirmações radicalmente opostas àquelas em que acreditamos, nós não apenas nos mostramos céticos, como tendemos a aderir com ainda mais força nossa posição original. Um socialista moderado, ao ouvir um amigo tecer loas ao liberalismo, tende a se sentir mais socialista. Um corintiano bissexto, rodeado por palmeirenses numa roda de bar, tende a demonstrar uma paixão inaudita por seu time. E, na opinião dos pesquisadores, uma pessoa que não se considera lá essas coisas, ao ouvir de si própria que é genial, ou linda, ou adorável, tende a achar-se mais desprezível que antes.

“A baixa autoestima é um problema crescente hoje”, diz a psicóloga Cecília Vilhena, professora da PUC de São Paulo. “Mas esse estudo evidencia a inexistência de soluções mágicas e as limitações da autoajuda.” (...)

Um dos maiores problemas da doutrina do pensamento positivo é que ela propõe agir sobre os efeitos, não sobre as causas. É certo que pessoas com baixa autoestima produzem menos do que são capazes, e estimulá-las é um dos caminhos para que melhorem. Mas o estímulo tem de vir acompanhado de treinamento. (...)

O ideal, portanto, é que tenhamos uma autoestima condizente com nossas capacidades. Ou um pouco acima, para nos incentivar a progredir. “Mas, no mundo de hoje, padrões inatingíveis de estética e sucesso podem levar a pessoa média a desenvolver uma noção de fracasso”, diz a psicóloga Cecília Vilhena. Mais gente com baixa autoestima significa mais gente propensa a tentar o pensamento positivo. Mas lembre-se: não vai dar certo.

(Época

Nota: Sabe o que dá certo, comprovado na vida de muitas e muitas gerações? "Elevo os meus olhos para os montes; de onde me vem o socorro? O meu socorro vem do Senhor que fez os céus e a terra" (Salmo 121:1). Ou seja, do Alto e não da autoajuda.[DB]

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Mais que perder peso; manter a saúde

Quando nos alimentamos, estamos provendo ao corpo os nutrientes que ele precisa para manter suas funções, renovar células e dar energia para os movimentos de trabalho dos órgãos internos e também para o movimento dos músculos, quer seja no trabalho ou na prática de atividades físicas através dos esportes. Quando nos alimentamos em equilíbrio, as funções vitais são mantidas e o peso permanece estável. Ao contrário, quando nos alimentamos muito e não mantemos atividade física para gastar essa energia obtida através dos alimentos, nosso corpo acumula essa reserva em forma de células gordurosas, entendendo que a qualquer momento essa energia poderá ser solicitada.

Abaixo estão algumas dicas práticas sobre uma perda de peso saudável:

1. Manter um programa regular de refeições, isto é, ter hora certa para comer e não ficar beliscando entre uma refeição e outra. Geralmente, o adulto deveria fazer três refeições diárias, não dispensando um bom desjejum, tendo um almoço normal e um jantar leve, pois quando dormimos estamos gastando pouca energia.

2. Excluir o açúcar e as frituras.

3. Utilizar com frequência os vegetais folhosos e aqueles que produzem flores (brócolis, couve-flor, etc.) temperados com 10 ml de azeite de oliva, pouco sal, limão e temperos frescos.

4. Evitar misturas de amidos na mesma refeição, isto é, quando comer batata, não usar arroz ou massas, ou, ao contrário, quando comer arroz, não usar na mesma refeição batata ou massa.

5. Utilizar em média uma colher de sopa de óleo ao dia por pessoa em casa no preparo dos alimentos.

6. Evitar beber líquidos durante as refeições.

7. Beber, em média, 1,5 a 2 litros de água por dia.

8. Adotar uma atividade física aeróbica com duração de 40 minutos aproximadamente, quatro vezes por semana.

(www.portalnatural.com.br)

Cônjuge em dúvida sobre amor

É comum uma pessoa casada - esposas, na maioria -, anos depois de casar, dizer ao marido que tem dúvida quanto ao sentimento por ele. Ela se torna fria, distante e diz estar confusa. O que o marido que ama sua esposa pode fazer nesta situação? Primeiro, essa esposa vai, em algum momento da vida, precisar canalisar um tanto da energia afetiva dela para outras coisas e não só para o marido (ou outro homem com quem ela possa vir a querer se relacionar, caso se separe em busca do “amor da minha vida”). Segundo, o marido precisará nutrir afeto para com ela, o que é diferente de sexo. Mulher precisa de afeto com e sem sexo. E o afeto sem o sexo é a melhor nutrição para um casamento e a "vitamina" para o bom sexo.

Na verdade, homens também precisam de ambas as formas de afeto, mas uma maioria pode não ter consciência da sua própria necessidade de afeto sem sexo, talvez porque mistura sexo com afeto, tem medo de abrir o coração, não tem habilidade para falar de sentimentos, coisa em geral fácil para mulheres, ou por causa da pressão dentro de si e da cultura sobre ter que ser “macho”, como se “machos” não tivessem dor emocional, tristeza, medo, insegurança e necessidade de serem expressadas e desejo de carinho.

É normal um marido numa situação assim ficar espantado quando a esposa fala da perda do sentimento por ele. Ela deve ter se sentido sozinha afetivamente nos anos anteriores e o sentimento pelo marido foi murchando. A mulher necessita de palavras de incentivo e afeto para que o amor dela pelo homem se mantenha e floresça.

Porém, esse marido não deve agora superproteger e ou paparicar a esposa, pois isso poderá incomodá-la e não ser genuíno, pois ninguém muda assim da noite para o dia. Ou seja, por causa do medo de perdê-la é que ele pode ficar superafetivo com ela após o susto de saber que o sentimento dela por ele está abalado, e não porque na verdade o jeito de amar dele tenha mudado genuinamente. Se ele, por medo de perdê-la, ficar muito em cima dela agora, ela sentirá que isso não é amor e poderá piorar.

Ele precisará ser natural e não “mendigar” afeto e atenção. Deve pensar no valor dela como pessoa e falar disso para ela de maneira natural e honesta. Deve expressar sentimento para com ela se ele realmente estiver sentindo. Se não, ela captará e verá que, ainda que ele esteja fazendo força para melhorar, não estará expressando algo do coração, mas movido pelo medo de perdê-la. Daí fica a dúvida nela: “Ele faz isso por que está me amando agora ou por que tem medo de me perder?” Porém, é importante também expressar carinho por meio de atitudes honestas, mesmo na ausência de um sentimento, definido, livre, pois amar não é só sentir, envolve fazer o bem para a outra pessoa mesmo sem ter sentimentos naquele momento.

Claro que ela terá que ter paciência também para esperar que ele mude no dia a dia da vida conjugal. Se ela não tiver paciência para esperar, complica, e poderá ser fácil ela cair num assédio masculino, se deixando iludir com a fantasia de ter achado a pessoa ideal. É importante, nesse contexto, lembrar que uma pessoa “interessante” também tem problemas, não evidenciados de imediato, mas escondidos por detrás da fachada de romance, pessoa atrativa e, às vezes, dizendo-se vítima de um relacionamento anterior. A mulher madura emocionalmente não cairá facilmente em armadilhas afetivas.

O saudável é que uma esposa com essa história não caia num envolvimento extraconjugal, pois isso piora tudo e não resolve nada de verdade e de maneira duradoura. E que ela aprenda a valorizar o amor do marido por ela, exercendo paciência para que ambos possam crescer juntos, ela esperando um pouco menos dele e se voltando para outras coisas na vida sem ser o romance com o marido, e ele dedicando mais afeto e valorização para ela por causa da pessoa que ela é e não por causa do medo de perder o casamento. Há uma diferença entre querer a esposa ou o casamento. E há uma diferença entre amar o marido e ter obsessão por romance. O resto é cada um administrar sua angústia interior ao invés de jogar sua solução num amor idealizado.

(Dr. Cesar Vasconcellos de Souza, www.portalnatural.com.br)

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Pais devem sempre falar a verdade

Os pais podem afirmar que a honestidade é sempre o melhor ao criar os filhos, mas um novo estudo diz que os educadores têm o costume de frequentemente distorcer a verdade ou mentir aos filhos. “Ficamos surpresos ao ver quão frequentemente os pais mentem”, afirma o pesquisador Kang Lee, da Universidade de Toronto, no Canadá. O estudo feito pela equipe de Lee ainda é preliminar, mas traz à tona as implicações das mentiras para crianças em uma fase em que elas tentam descobrir como funcionam as relações sociais. “A pesquisa descobriu que mesmo os pais que promovem a importância da honestidade para os filhos costumam mentir”, diz.

Para pegar as mentiras dos pais, os pesquisadores realizaram dois estudos, em que pais e estudantes comentaram sobre nove situações hipotéticas, em que o pai mente para a criança – para deixá-la feliz ou para moldar seu comportamento.

Um exemplo que foi utilizado no estudo foi o de um pai dizendo a uma criança chorando que a polícia virá buscá-la se o choro não parar. Outro exemplo sobre as emoções é o de afirmar à criança que um parente próximo que faleceu se tornou uma estrela para cuidar da criança, por exemplo. (...)

De acordo com a pesquisadora Gail Heyman, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, as mentiras podem impedir as crianças de aprender algumas regras. A afirmação é reiterada pela pesquisadora Victoria Talwar, da Universidade McGill, no Canadá. “Se o educador sempre mente para que a criança faça X, Y ou Z, então a criança nunca realmente aprende a fazer essas coisas”, afirma Talwar.

Os especialistas admitem que às vezes é aceitável encobrir um pouco a verdade, como ao dizer que os rabiscos da criança são bonitos, por exemplo. O detalhe é que o estudo revelou que as mentirinhas contadas pelos pais vão além de pequenas coisas, e são contadas para evitar discussões ou conversas longas, por exemplo.

Independente da questão sobre a mentira dos pais ser ou não aceitável, Heyman chama a atenção aos pais para que eles façam uma reflexão antecipada sobre a criação dos filhos, para evitar mentiras contadas no calor do momento. “Muitas mentiras são contadas impulsivamente, e os pais não pensam sobre como o que eles dizem irá afetar os filhos”, afirma a pesquisadora. “Acredito que os pais devem discutir antecipadamente sobre suas crenças, para quando o momento chegar, trabalhar com o que realmente acredita e não com o que surgir na sua cabeça no momento”, diz Heyman.

(Hypescience)

Nota: Falar a verdade é um princípio bíblico e deve nortear todas as relações humanas. Principalmente no que diz respeito à moral e à conduta, as crianças são muito perceptivas e notarão a incoerência entre palavras e atos.[DB]

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Janela para o Céu

Quando tinha nove anos, fui convidada pelo vizinho para participar dos cultos que ele fazia com a família dele. Pedi autorização aos meus pais e toda noite me unia àquela família para orar e ler trechos da Bíblia. Especialmente as histórias do Gênesis me deixavam impressionada. Comecei a mudar minhas atitudes em casa e meus pais ficaram preocupados, achando que eu estava ficando “fanática”. Proibiram-me de participar dos cultos e resolveram rezar o terço em casa. Para o meu irmão e para mim, aqueles eram momentos muito desagradáveis. “Tudo bem que a gente reze, mas não precisam ficar com essa cara de tristes”, pedia ele. Aqueles eram momentos realmente maçantes e, com o tempo, meus pais acabaram desistindo da idéia e tudo voltou a ser como antes. Que pena. Perdemos uma grande chance de conhecer melhor a Deus, antes mesmo de nos tornarmos adventistas.

O tempo passou. Cresci, me casei e tenho duas filhas pequenas. Quando me lembro dessa experiência da minha infância, fico me perguntando o que tenho feito para tornar a religião algo agradável e relevante na vida das minhas meninas.

Alguns pais se sentem orgulhosos e felizes por verem seus filhos prosperarem intectual e materialmente. Isso é bom, mas se o coração deles está vazio, longe de Deus e em busca apenas das honras deste mundo, é tudo vão. E quando Jesus voltar e perguntar por esses filhos? Eles são um presente emprestado. Um dia teremos que devolvê-los a Deus. Infelizmente, muitos se esquecem disso e criam filhos apenas para este mundo.

Você tem buscado a Deus a fim de ensinar seus filhos a dependerem dEle também? Ou tem colocado outras coisas no topo de sua lista de prioridades – novelas, filmes, esportes, propriedades? Os filhos observam tudo e aprendem com nosso exemplo.

Se deseja a ajuda de Jesus para salvar, abençoar e livrar seus filhos das más influências, há um braço poderoso estendido para você. Deus é tão bom que deixou orientações claras e específicas para que os pais ajudem os filhos: “Toda família deve construir seu altar de oração, reconhecendo que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria” (Ellen G. White, Orientação da Criança, p. 517). E Ele diz mais: “Acheguemo-nos confiadamente junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hebreus 4:16).

Assim como os patriarcas, devemos também construir no lar um altar de oração – o culto familiar. Mas como deve ser esse culto? Ellen White dá algumas dicas:

“O pai, como sacerdote da casa, deponha sobre o altar de Deus o sacrifício da manhã e da tarde” (Orientação da Criança, p. 519).

O culto não deve ser de forma insípida e com monótona repetição de frases. Deus é desonrado quando o culto é seco e tedioso.

Deve conter a expressão de nossas necessidades e homenagem de grato amor ao Criador.

As orações devem ser curtas e ao ponto, com palavras simples. “Quando um capítulo comprido é lido e explicado e se faz uma longa oração, esse precioso culto se torna enfadonho e é um alívio quando passa” (Ibidem, p. 521).

Escolha um trecho interessante e fácil da Bíblia – e todos devem ler. Alguns versos são suficientes para dar uma lição que será praticada todo o dia.

A criança também pode ajudar a preparar o culto e escolher o que vai ser lido.

Depois deve-se perguntar a ela sobre o que foi lido e fazer aplicações na vida diária.

O ideal é que os cultos sejam feitos antes do desjejum e à tarde, antes de que venha o cansaço e o sono. “É o dever dos pais cristãos, de manhã e à tarde, pela fervente oração e fé perseverante, porem um muro em torno de seus filhos” (Serviço Cristão, p. 210).

Não se deixe levar pelas circunstâncias: mesmo quando estiver muito atarefado ou quando houver visitas em casa, não negligencie o culto. Assim, as crianças aprenderão a importância da religião na vida da família.

Aproveite o poder da música. Ela é um ato de adoração como a oração, e é “um dos meios mais eficazes para impressionar o coração com as verdades espirituais. Quantas vezes, ao coração oprimido duramente e pronto a desesperar, vêm à memória algumas das palavras de Deus – as de um estribilho, há muito esquecido, de um hino da infância – e as tentações perdem o seu poder, a vida assume nova significação e novo propósito, e o ânimo e a alegria se comunicam a outras pessoas!” (Orientação da Criança, p. 523).

Tenho experimentado o poder do culto familiar em meu próprio lar. Minha filha Giovanna, quando tinha quatro anos, “compunha” um hino todos os dias e tinha prazer em apresentá-lo no momento do culto. Eram (e continuam sendo) momentos especiais de união e paz. E sempre que oro por minha família e peço a Deus forças para cumprir minha missão de mãe, me vem à mente a promessa: “Ele não Se desviará de vossas petições, deixando a vós e aos vossos como brinquedo de Satanás, no grande dia do conflito final. É vossa parte trabalhar com simplicidade e fidelidade, e Deus estabelecerá a obra de vossas mãos” (Ibidem, 526).

Quero ter minhas filhas no Céu, por isso preciso apresentá-las ao Céu. É como se nós, pais, na hora do culto familiar, convidássemos: “Filhinho(a), venha aqui. Dê uma espiada nesse lugar. Que tal morarmos lá?”

Abra essa “janela para o Céu” em sua casa também.

(Débora Tatiane Borges, pedagoga e coautora do livro O Que Ele Viu na Grécia)

Bom senso e aparência pessoal

“Da mesma forma, quero que as mulheres se vistam modestamente, com decência e discrição, não se adornando com tranças e com ouro, nem com pérolas ou com roupas caras, mas com boas obras, como convém a mulheres que declaram adorar a Deus. (1 Timóteo 2:9, 10 NVI). “A beleza de vocês não deve estar nos enfeites exteriores, como cabelos trançados e joias de ouro ou roupas finas. Ao contrário, esteja no ser interior, que não perece, beleza demonstrada num espírito dócil e tranquilo, o que é de grande valor para Deus” (1 Pedro 3:3, 4 NVI).

Todo ser humano necessita de apreciação e gosta de ser elogiado. É saudável para a autoestima. Acontece que a aparência pessoal é apenas uma das facetas que contribuem para que nos sintamos bem com nós mesmas.

Há pessoas que superenfatizam a aparência, investem “pesado” em adornos externos e logo ficam sem recursos! Atraem a atenção, mas não conquistam qualquer afeição duradoura.

Os textos bíblicos acima não são uma apologia ao desleixo e mau gosto, nem tampouco se referem a regras sobre usar ou não usar joias. O uso ou não de joias está relacionado à consagração a Deus, e esse não é o assunto em pauta nesses versos. Tanto Paulo quanto Pedro se referem à modéstia cristã, que significa evitar exageros. A mulher modesta tem vergonha de ultrapassar os limites do que é decente e apropriado. “Bom senso” significa “ter uma mente sóbria e discernente”. Descreve o domínio próprio interior: um “radar” espiritual que mostra à pessoa o que é bom e apropriado.

Onde a discrição e a modéstia se perderam na História?

As mulheres sempre gostaram de se arrumar e ser “vistosas”. Houve um tempo em que as túnicas de homens e mulheres eram semelhantes. Com o passar dos anos, a Grécia lançou o “topless”, com túnicas longas que deixavam os seios descobertos. A partir daí, a moda do exibicionismo foi tornando-se cada vez mais ousada, se alastrou e conquistou adeptas. As mulheres romanas e as efésias já gostavam de seguir a última moda e competiam entre si para ver quem tinha as roupas e penteados mais sofisticados. Era comum às mulheres arrumarem os cabelos com pentes de ouro, prata e até pedras preciosas. Usavam roupas caras e elaboradas que eram trocadas várias vezes ao dia, só para impressionar umas às outras.

O glamour é artificial e exterior. A verdadeira beleza é real e interior. O glamour é algo que a pessoa pode pôr e tirar; mas a verdadeira beleza está sempre presente. O glamour é corruptível; desfaz-se e some. A verdadeira beleza do coração torna-se mais maravilhosa com o passar do tempo. A mulher cristã que cultiva a beleza do ser interior não precisa depender de adornos exteriores vulgares. Deus Se preocupa com valores, não com preços.

Com vistas à beleza que perdura, a mulher cristã deve cuidar da saúde e da aparência com equilíbrio e segurança. Deve escolher os artigos de vestuário pensando na durabilidade e beleza, não no exibicionismo ou modismo. As pessoas se deleitam em apreciar uma mulher atraente, mas essa beleza deve vir do coração, não de uma loja. Nas palavras de Ellen White:

“Os cristãos não se devem dar a trabalhos para se tornar objeto das atenções gerais por uma maneira de vestir diferente do mundo. Mas, se em harmonia com sua fé e seu dever relativamente a vestir-se com modéstia e higiene, acharem-se fora da moda, não devem mudar de atitude a fim de ser semelhantes ao mundo. Cumpre-lhes, porém, manifestar nobre independência e coragem moral para serem retos ainda que todo o mundo seja diferente. Se o mundo apresentar um modo de vestir discreto, conveniente e saudável, que esteja em harmonia com a Bíblia, não alterará nossa relação para com Deus ou o mundo o adotarmos esse estilo. Os cristãos devem seguir a Cristo, e harmonizar seu traje com a Palavra de Deus. Devem fugir dos extremos e seguir humildemente uma orientação reta, para a frente, a despeito de aplausos ou censuras, apegando-se ao direito justamente por ser direito” (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 476, 477).

A mulher do século 21 é independente e pensante. O adorno, a vestimenta mais atraente e digna são as boas obras em prol do próximo: da família, dos amigos, de quem necessitar. O amor desinteressado, demonstrado em boas obras, acrescido de uma aparência bela, discreta e saudável, proporcionarão às mulheres o prazer de ser sinceramente amadas e respeitadas. A aparência exuberante não pode ocultar o defeito de um gênio desagradável ou a falta de boas obras.

(Rejane Godinho, graduada e mestranda em Teologia)

(*) Texto baseado no Comentário Bíblico Expositivo de Warren W. Wiersbe, p. 283, 529; Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia.

Mulheres otimistas vivem mais

Mulheres otimistas correm menos riscos de ter doenças cardíacas e vivem mais - de acordo com um estudo realizado nos Estados Unidos. Uma pesquisa anterior, feita por especialistas holandeses, já havia concluído que o otimismo reduz o risco de problemas cardíacos em homens. Quase cem mil mulheres participaram do novo estudo, publicado na revista científica Circulation. A investigação concluiu que as pessimistas tendem a apresentar pressão mais alta e índices mais altos de colesterol. Mesmo quando esses fatores foram levados em consideração - ou seja, comparando-se grupos de mulheres com pressão alta e altos índices de colesterol - a diferença de atitude alterou significativamente os riscos entre otimistas e não otimistas. Mulheres otimistas tiveram 9% menos chances de desenvolver problemas cardíacos e 14% menos chances de morrer por qualquer causa após oito anos de acompanhamento.

Em comparação, mulheres que cultivam sentimentos hostis ou não confiam nos outros apresentaram 16% mais probabilidade de morrer dentro do mesmo período. Uma possível explicação, segundo os pesquisadores, é que as otimistas talvez sejam mais capazes de enfrentar adversidades e talvez sejam mais capazes de cuidar de si próprias quando ficam doentes.

O estudo concluiu que mulheres otimistas fazem mais exercícios e são mais magras do que as pessimistas. “As evidências indicam que negatividade constante e em alto grau é ruim para a saúde”, disse a pesquisadora Hilary Tindle, da University of Pittsburgh.

Para uma porta-voz da entidade beneficente britânica para doenças cardíacas British Heart Foundation, o aumento do risco de doenças cardíacas pela liberação de certas substâncias no organismo por conta de “emoções hostis” é conhecido, mas o mecanismo como isso funciona ainda é um mistério. “Atitudes otimistas ou hostis podem estar associadas a comportamentos que têm implicações para a saúde, como fumar ou seguir dietas ruins, o que pode também influenciar a saúde do coração”, disse a porta-voz. “Uma boa coisa para todas as mulheres é que, independentemente da sua natureza, fazer escolhas saudáveis como não fumar e comer bem terá muito mais impacto sobre a saúde do seu coração do que a sua atitude.”

“São necessárias mais pesquisas para explorar como e por que essas características psicológicas podem afetar a saúde”, acrescentou a porta-voz.

(G1 Notícias)

Nota: “O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos” (Provérbios 17:22).

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Doces em excesso podem levar ao crime

Willy Wonka, doceiro do filme "A Fantástica Fábrica de Chocolates", ficaria horrorizado. Crianças que comem muitos doces podem ser mais propensas à prisão devido a comportamento violento quando se tornam adultas, segundo aponta uma nova pesquisa. Especialistas britânicos estudaram mais de 17 mil crianças nascidas na década de 1970 por um período de 40 anos. Das crianças que comeram doces ou chocolates diariamente até os dez anos, 69% foram presas por transgressões violentas quando tinham por volta de 34 anos. Daquelas que não tiveram qualquer combate violento, 42% haviam comido doces diariamente. O estudo foi publicado na próxima edição da revista British Journal of Psychiatry, e foi financiado pelo Conselho de Pesquisa Econômica e Social do Reino Unido.

Os pesquisadores disseram que os resultados foram interessantes. Entretanto, mais estudos são necessários, a fim de confirmar essa ligação. "Isso não significa que doces são ruins, é mais uma interpretação sobre como as crianças tomam decisões", disse Simon Moore, da Universidade de Cardiff, um dos autores do trabalho.

Moore diz que os pais que subornam seus filhos com doces e chocolates com o intuito de fazerem com que se comportem podem prejudicá-los. Isso leva crianças à privação do aprendizado de satisfação - o que leva ao comportamento impulsivo e à violência.

No trabalho, Moore e a equipe usaram outras variáveis, como experiências diferentes com a paternidade e a variação socioeconômica.

Estudos prévios haviam descoberto que uma melhor nutrição leva a um comportamento igualmente melhor, tanto em crianças quanto em adultos. (...)

(Folha Online)

Nota: Há mais de cem anos, Ellen G.White escreveu: "Açúcar não é bom para o estômago. Causa fermentação, e isto obscurece o cérebro e ocasiona mau humor" (Manuscrito 93, 1901). Escreveu também: "O açúcar abarrota o organismo. Entrava o trabalho da máquina viva" (Conselhos Sobre o Regime Alimentar, p.327).
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